Dra Franciane Pena - Neuropediatra

Dra Franciane Pena - Neuropediatra Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Dra Franciane Pena - Neuropediatra, Médico/a, Rua deputado Antônio Franco Ribeiro, 111/8 andar, Conselheiro Lafaiete.

Quando falamos sobre Ritalina, muitas vezes a primeira pergunta dos pais é: “será que meu filho realmente precisa disso?...
29/07/2026

Quando falamos sobre Ritalina, muitas vezes a primeira pergunta dos pais é: “será que meu filho realmente precisa disso?”

Mas na prática, a decisão não começa pelo medicamento.

Ela começa pela compreensão do funcionamento daquela criança: quais são suas dificuldades, quais habilidades estão sendo prejudicadas e quais barreiras estão impedindo que ela avance.

No neurodesenvolvimento, duas crianças com o mesmo diagnóstico podem ter necessidades completamente diferentes. Por isso, o tratamento precisa ser individualizado e acompanhado ao longo do tempo.

A decisão de iniciar, ajustar ou manter um tratamento deve ser construída junto com um neuropediatra de confiança, que acompanhe o desenvolvimento da criança e avalie continuamente suas necessidades.

Porque o objetivo nunca é apenas controlar sintomas.

É oferecer ao cérebro da criança as melhores condições para aprender, se desenvolver e alcançar seu potencial.

A informação de qualidade também faz parte do cuidado.

🧠💙🩷

Algumas das conversas mais difíceis também são as que mais transformam histórias.Nem toda mudança começa com uma respost...
17/07/2026

Algumas das conversas mais difíceis também são as que mais transformam histórias.

Nem toda mudança começa com uma resposta confortável. Às vezes, ela começa com uma pergunta, com uma decisão, com a coragem de abandonar um mito e enxergar a criança pelo que ela realmente precisa.

Não é sobre assustar famílias, é sobre não permitir que informações equivocadas ou o medo roubem oportunidades preciosas de desenvolvimento.

Às vezes, esse desconforto não é um sinal para recuar, é o primeiro passo para uma nova perspectiva.

🧠🩷💙

Uma das maiores dificuldades para os pais de crianças neurodivergentes é encontrar o equilíbrio entre proteger e permiti...
15/07/2026

Uma das maiores dificuldades para os pais de crianças neurodivergentes é encontrar o equilíbrio entre proteger e permitir que a criança desenvolva novas habilidades.

E esse equilíbrio é ainda mais importante em condições como o TEA e o TDAH, em que algumas habilidades podem exigir mais tempo, mais repetição e mais suporte para serem construídas.

Mas existe algo que o cérebro de toda criança precisa viver para aprender: a experiência de tentar.

Quando o adulto antecipa todas as etapas, resolve todos os problemas e realiza constantemente aquilo que a criança poderia participar com apoio, ele protege naquele momento, mas reduz uma oportunidade importante de aprendizagem.

Isso não significa retirar ajuda ou ignorar as necessidades da criança.

Significa transformar a ajuda em uma ponte.

Uma ponte que permite que ela participe, experimente, desenvolva estratégias e perceba que é capaz.

Porque autonomia não nasce quando fazemos tudo pela criança. Ela nasce quando damos ao cérebro dela a oportunidade de aprender a fazer.

E na sua rotina: existe alguma tarefa que você percebe que ainda faz pelo seu filho, mas que ele poderia começar a participar com o apoio adequado?

🧠💙🩷

Nem sempre uma avaliação do desenvolvimento infantil começa porque uma criança deixou de falar, de brincar ou de aprende...
01/07/2026

Nem sempre uma avaliação do desenvolvimento infantil começa porque uma criança deixou de falar, de brincar ou de aprender.

Na verdade, muitas vezes acontece justamente o contrário.

Os pais chegam ao consultório dizendo:

"Ela fala bastante."
"Ele é muito inteligente."
"Br**ca normalmente."
"É carinhoso."
"Aprendeu tudo no tempo esperado."

E é exatamente por isso que algumas dúvidas acabam demorando mais para ser compreendidas.

Porque, na neuropediatria, não olhamos apenas para o que a criança faz.

O mais importante é entender como ela utiliza essas habilidades no dia a dia.

Por exemplo:

🖐🏻 Quando algo chama sua atenção, ela sente vontade de compartilhar aquilo com outra pessoa?

🖐🏻 Quando alguém a chama, ela costuma responder de forma consistente em diferentes situações?

🖐🏻 A linguagem é usada apenas para pedir o que deseja ou também para conversar, mostrar interesses e dividir experiências?

🖐🏻 Nas brincadeiras, o foco está somente nos objetos ou existe prazer em incluir outras pessoas na interação?

Esses detalhes podem parecer pequenos quando observados isoladamente.

💡E, de fato, nenhum deles sozinho define um diagnóstico. O que buscamos compreender é o conjunto.

A forma como comunicação, interação social, atenção compartilhada e brincar se conectam ao longo do desenvolvimento.

É por isso que uma criança pode apresentar muitos marcos do desenvolvimento e, ainda assim, merecer uma avaliação mais cuidadosa.

Porque a pergunta não é apenas: "Ela tem essa habilidade?"

Mas também: "Como essa habilidade está sendo utilizada para se conectar com o mundo e com as pessoas ao seu redor?"

Na neuropediatria, a hipótese clínica não nasce de um único sinal, ela surge da observação atenta dos padrões que vão se formando ao longo do tempo.

E quanto mais cedo esses padrões são compreendidos, mais oportunidades temos de oferecer o suporte adequado para cada criança.

🧠

Será que estamos enxergando o quadro completo?Essa é uma pergunta importante, especialmente quando uma criança já recebe...
22/06/2026

Será que estamos enxergando o quadro completo?

Essa é uma pergunta importante, especialmente quando uma criança já recebeu o diagnóstico de TDAH, mas os pais continuam com a sensação de que algumas peças ainda não se encaixam.

Muitas vezes, a impressão é de que o TDAH está piorando. Mas nem sempre é isso que está acontecendo.

Algumas crianças também podem apresentar a Síndrome das Pernas Inquietas, uma condição neurológica que provoca uma necessidade quase irresistível de movimentar as pernas, principalmente nos momentos de repouso. Como consequência, o sono deixa de ser realmente reparador.

E quando uma criança não descansa bem, quem sofre é o cérebro. Atenção, controle dos impulsos, humor e aprendizado podem ser impactados no dia seguinte.

Diante disso, muitos pais se perguntam: "O caminho é sempre aumentar ou iniciar medicações?"

Nem sempre.

Antes de pensar em mais remédios, é importante fazer algo fundamental: entender por que aquela criança está apresentando mais dificuldades do que o esperado.

Como está a qualidade do sono?

Há fatores associados que podem estar contribuindo para o quadro?

A investigação cuidadosa faz parte do tratamento.

Tratar não significa apenas controlar sintomas. Significa compreender a criança como um todo.

E quanto mais completo for esse olhar, maiores são as chances de oferecer a ajuda certa, na medida certa.

🧠

Atualização constante faz parte do compromisso com um atendimento de qualidade.Participando do BRAIN, o maior congresso ...
03/06/2026

Atualização constante faz parte do compromisso com um atendimento de qualidade.

Participando do BRAIN, o maior congresso de Neurologia, Psiquiatria e Neurociências do Brasil, em busca das mais recentes evidências científicas e avanços no cuidado de crianças e adolescentes com transtornos do neurodesenvolvimento, epilepsia, dificuldades de aprendizagem e saúde mental.

Conhecimento que se transforma em um atendimento cada vez mais qualificado, humano e baseado em evidências.

SaúdeInfantil DesenvolvimentoInfantil

Eu já sei que meu filho tem TDAH, mas por que algumas situações do dia a dia parecem tão difíceis? 😔Muitos pais de crian...
03/06/2026

Eu já sei que meu filho tem TDAH, mas por que algumas situações do dia a dia parecem tão difíceis? 😔

Muitos pais de crianças com TDAH convivem com essa dúvida.

Existem dias em que tudo parece funcionar: a rotina flui, as combinações são respeitadas, as tarefas acontecem.

Mas, em outros momentos, situações aparentemente simples se transformam em grandes desafios. 🤯

👉🏼 E é justamente aí que muitas famílias percebem que o TDAH vai além da atenção.

O cérebro precisa constantemente organizar informações, ajustar respostas, controlar impulsos, adaptar-se a mudanças e lidar com diferentes demandas ao mesmo tempo.

Essas habilidades fazem parte de mecanismos complexos de autorregulação que participam de, praticamente, todas as atividades do dia a dia.

Por isso, algumas dificuldades não aparecem apenas na capacidade de manter o foco.

Elas podem surgir na forma como a criança responde às situações, se adapta ao ambiente ou gerencia desafios cotidianos.

👉🏼 Compreender esse funcionamento é importante porque amplia a forma como enxergamos o TDAH.

Não apenas como uma dificuldade de atenção, mas como uma condição que pode impactar diferentes habilidades envolvidas no desenvolvimento infantil.

E quanto melhor entendemos esses mecanismos, mais individualizado e preciso pode ser o acompanhamento de cada criança.

Afinal, por trás de um mesmo diagnóstico, existem crianças com necessidades, desafios e potencialidades únicas.

💙🧠🩷

Existe um desgaste silencioso que acompanha muitas famílias atípicas. Ele aparece quando os pais tentam ajudar uma crian...
25/05/2026

Existe um desgaste silencioso que acompanha muitas famílias atípicas.

Ele aparece quando os pais tentam ajudar uma criança em crise enquanto sentem os olhares ao redor se voltando para ela.

Quando precisam acolher, proteger, organizar o ambiente e, ao mesmo tempo, lidar com julgamentos de quem interpreta aquela cena apenas como “falta de controle”.

Mas uma crise no autismo não é simples desobediência.

Durante uma sobrecarga sensorial ou emocional, o cérebro pode entrar em um estado intenso de desregulação.

Sons, luzes, mudanças inesperadas, excesso de estímulos e frustrações passam a ser processados como ameaça.

E, nesse momento, o comportamento deixa de ser escolha consciente para se tornar uma resposta neurológica de proteção.

Por isso, algumas reações comuns acabam aumentando ainda mais o sofrimento da criança:
❎ elevar o tom de voz;
❎ insistir em contato físico;
❎ fazer muitas perguntas;
❎ tentar corrigir comportamento durante a crise;
❎ constranger a criança diante de outras pessoas.

O caminho mais eficaz raramente é o confronto imediato. Na maior parte das vezes, é a regulação.

E isso começa quando o adulto entende que um cérebro sobrecarregado não precisa de mais pressão.

Precisa de segurança, previsibilidade e redução de estímulos para conseguir se reorganizar.

Quando compreendemos o que acontece neurologicamente durante uma crise, o julgamento perde espaço para a compreensão.

Afinal, nenhuma criança deveria enfrentar uma crise cercada de julgamento quando o que ela mais precisa é de segurança.

💙🧠🩷

“Isso é normal para a idade?”“Por que pequenas situações geram reações tão grandes?”“Quando essa fase vai passar?”Essas ...
14/05/2026

“Isso é normal para a idade?”
“Por que pequenas situações geram reações tão grandes?”
“Quando essa fase vai passar?”

Essas são dúvidas muito comuns entre os pais, principalmente quando a criança começa a apresentar dificuldade para lidar com frustrações, mudanças de rotina, excesso de estímulos ou demandas emocionais do dia a dia.

Na infância, o cérebro ainda está em desenvolvimento, especialmente nas áreas relacionadas à regulação emocional, controle de impulsos, funções executivas e processamento dos estímulos do ambiente. Por isso, algumas crianças podem apresentar maior dificuldade para organizar emoções, sustentar autocontrole e recuperar o equilíbrio emocional após situações de estresse.

E isso nem sempre aparece apenas como “mau comportamento”.

Em alguns casos, a criança pode demonstrar sinais de sobrecarga neurofuncional, dificuldade de autorregulação, hipersensibilidade sensorial, rigidez cognitiva ou baixa tolerância a frustrações, especialmente quando existe alguma condição associada ao neurodesenvolvimento.

Por isso, mais importante do que analisar episódios isolados é observar a frequência, a intensidade, os gatilhos envolvidos e o impacto que esses sinais começam a gerar na rotina, na aprendizagem, na socialização e na funcionalidade da criança.

Quando essas dificuldades passam a ser persistentes e desproporcionais para a faixa etária, investigar de forma adequada se torna fundamental.

Na neuropediatria, compreender como o cérebro da criança processa emoções, estímulos e respostas ao ambiente faz parte de uma avaliação muito mais ampla do desenvolvimento infantil.

Porque, muitas vezes, aquilo que parece apenas intensidade emocional pode ser um sinal de que o cérebro está tendo dificuldade para regular e organizar tudo aquilo que recebe ao mesmo tempo.

🧠💙🩷

Para todas as mães que seguem mesmo cansadas, que aprendem enquanto vivem, que amam sem medida e encontram força até nos...
10/05/2026

Para todas as mães que seguem mesmo cansadas, que aprendem enquanto vivem, que amam sem medida e encontram força até nos dias difíceis. 🌷

Ser mãe é descobrir coragem onde ninguém vê, é transformar pequenos passos em grandes vitórias e entender que o amor, quando é verdadeiro, nunca desiste.

Hoje celebro cada mãe que acolhe, insiste, protege, recomeça e continua acreditando. Vocês fazem do amor a forma mais bonita de resistência.

Feliz Dia das Mães. 🤍

Endereço

Rua Deputado Antônio Franco Ribeiro, 111/8 Andar
Conselheiro Lafaiete, MG
36400071

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Dra Franciane Pena - Neuropediatra posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Atalhos

Compartilhar

Categoria