19/04/2026
Muitas pessoas chegam ao consultório sofrendo por alguém que nunca esteve, de fato, disponível.
E ainda assim, insistem, ligam, convidam…
Existe uma diferença importante entre intensidade e indisponibilidade e muita gente ainda confunde.
Nem toda pessoa “difícil” é profunda. Às vezes, ela só é indisponível mesmo.
E quando alguém não se mostra presente, não se compromete, não se envolve de verdade… mas ainda assim desperta em você a vontade de insistir, de provar seu valor, de “conquistar”, talvez o que esteja em jogo não seja atração, mas uma necessidade de validação do ego.
A ilusão mora justamente aí: na expectativa de que, se você fizer o suficiente, o outro vai mudar.
Esquece…
Relações saudáveis e recíprocas, não se constroem na tentativa de convencer alguém a f**ar. Elas começam quando ambos já decidiram. Não tem jogo, não tem esforço, flui naturalmente!
Pare de romantizar a ausência como mistério.
Pare de chamar de “desafio” aquilo que é falta de reciprocidade ou interesse.
Nem tudo que exige esforço vale a pena, principalmente quando o esforço é só seu.
Ronaldo Rogério
Psicólogo