Jairo Stacanelli

Jairo Stacanelli Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Jairo Stacanelli, Psicoterapeuta, Praça Tiradentes, 75 sala 311, Contagem.

Psicólogo clínico, psicólogo das categorias de base do Cruzeiro Esporte Clube, apresentador do Horizonte Debate pela TV Horizonte, comentarista no Tribuna Livre pela Rádio América.

A juventude que pensa, apenas e direto, que felicidade e desejo, razão e uma existência vazia, superficial, manda, sempr...
30/05/2026

A juventude que pensa, apenas e direto, que felicidade e desejo, razão e uma existência vazia, superficial, manda, sempre perde ao final. Felicidade e desejo, razão e uma existência superficial, não dão suporte, não fazem construir alicerce.

Essas quatro palavras precisam de um embate, de uma mistura, de um construtivo debate. Como é chato o jovem cheio de razão, de risinhos, sem qualquer interesse bacana ou profundidade. Viver com uma juventude que se põe revoltosa, com consciência, com arte, que pensa a liberdade como passo fundamental para a felicidade, felicidade modesta para ser constante, que pensa em disciplina e organização, dano sustança ao argumento, essa moçada, sim, é massa de conviver.

Sem a proporção de disciplina, desejos não concretizam. Não há felicidade, como disse, modesta para ser constante, sem um sentido de liberdade. Desligue o lero-lero do pastor, que prega meritocracia, que prega uma fé vazia, silencie o senador da rachadinha, cale o deputado da peruca. Promova o estudo, o sonho, o trilho, a ciência da curva.

Revolte, juventude! Busque filmes bons, música boa, uma Legião, Urbana, de amor, de crítica; uma Facção, Central, que contesta, que rima, que legitima; um Clube, da Esquina, reta, do amor, da consciência. Revolta e consciência, ninguém nega as palavras do início e do fim desse parágrafo.

Avançar de existência, melhorar como pessoa, não está em provas sua razão, pelo contrário, sem ouvir o outro, sem respeitar o outro, não se constrói junto.

E teve meninas nas universidades públicas, vindas da Escola Estadual de Nova Contagem, que entenderam, se dedicaram, se organizaram, lindas e inteligentes, que melhorarão a vida, delas e de quem vive com elas. Uma honra, estar na escola, com frequência e conversar com essa rapaziada.

E terá mais! Mais gente do canto mais humilde da cidade, gente feita para servir o parque central, daqui ou de niu iorc. Gente crítica e educada, que veio para mudar o espaço! Luta de professor Luciano, dono do fermento intelectual, diariamente com essa turma, e que me honra com o convite, frequentemente. Obrigado, professor Luciano. Obrigado, juventude de Nova Contagem, que me recebe sempre!

Ela foi, fez e fará, educação e cuidado, por sua vida inteira. Minha tia amada, irmã mais nova de minha mãe, paixão da m...
28/05/2026

Ela foi, fez e fará, educação e cuidado, por sua vida inteira. Minha tia amada, irmã mais nova de minha mãe, paixão da minha infância, exemplo de meus estudos, trilha de minha vida profissional. Nícia, linda, educadora a ser homenageada, pelas Secretarias de Estado e Municipal de Educação, das Minas Gerais e de Oliveira.

Tia Nicota foi professora e diretora, da Escola Municipal Gabriel Passos. Se esse moço, advogado e político importante, oliveirense, dá nome à escola, também nomeia a refinaria de petróleo de Betim. Mas é no trabalho de décadas, da minha tia amada, do sorriso de cada criança que ela cuidou, que a energia mais linda brota. A alfabetização, a leitura, a escrita, o desenho, os números, as adições, o caminho de transformar gente simples, em gente inteligente, respeitada, de grandeza em sua capacidade de ser!

Com educação, minha tia mudou o cantinho de seu trabalho. Mudou meninos e meninas para s saúde, para uma vida melhor, para construírem caminhos e famílias melhores. Tia Nicota recebe, nessa noite, uma comenda, que a torna Condessa da Educação Pública de Minas.

Seguindo o exemplo dela, vou à Escola Estadual de Nova Contagem, conversar com a moçada, falar de sentido de vida, de ressignif**ado, de universidade, de novos caminhos. E minha fala terá uma inspiração só, minha Tia Nicota, aniversariante, homenageada, educadora de mão cheia, de minha mais pura motivação e origem.

Sejamos firmes. O sofrimento é uma composição elementar, presente, no espírito humano. Sofremos por não aceitarmos, sofr...
24/05/2026

Sejamos firmes. O sofrimento é uma composição elementar, presente, no espírito humano. Sofremos por não aceitarmos, sofremos porque o que veio não era de nosso gosto, de nosso feitio, sofremos porque nossa felicidade, nosso desejo, vêm à frente, e destroem nossa calma, nossa crítica, nossa centralidade. E assim vencem, pela regularidade desse sofrimento, pelo regulamento de sua continuidade, a ansiedade, a depressão, uma intensa inadequação de nós.

Se perdemos, entregamo-nos, entramos em uma espiral para baixo. Negamos, chocamos, temos raiva, temos dor, e desejamos - veja de novo - trocar, nos trocar, nos entorpecer, nos colocar em um lugar superficial. Assim, em um trilho paralelo, de desejar e querer viver felicidade, traímos, mentimos, embriagamos, endividamos. E não, realmente, vivemos. A depressão, a ausência de sentido, o arrependimento, são todos certos.

Aceitar o erro, aceitar a perda, aceitar o que não veio, aceitar o jeito que veio, porém ter gosto de si, se fortalecer, de pouquinho em pouquinho, revertemos. A saudade de quem se foi não se restaurará, mas é possível transformar a falta em razão, sentimento. Não desculpa da falta, não o reforço do sofrimento, e sim, lembrança bacana, da marca deixada por um amor. Faltará, amor falta, sempre, mas há a necessidade de se reorganizar. Se aceito o que fiz, que lutei, mas perdi; se me organizo novamente, busco me encontrar, com a ausência do que perdi, começo de novo. E vivo, me encontro, me entendo.

Sem a proporcionalidade de desejar e me disciplinar, me perco. O remédio de emagrecer antecipa, mas não muda a disciplina de comer bem, tornar-se. Com toda a náusea, os efeitos colaterais que sempre vêm, se não mudamos por dentro, nos entendemos, voltam também a barriga, o bafo, o desentendimento. Disciplina, a palavra mais importante desse texto.

A liberdade é um sonho, um sentido. E a liberdade é proporção, ligação, à felicidade. Se não há liberdade, não há felicidade. Liberdade, a palavra mais linda desse texto.

E ouço Beto Guedes, para escrever, pensar e sonhar esse texto. E reviver, em seus textos!

Treze de Maio, mistério e magia. Dia de Nossa Senhora de Fátima, de meu vô, da gente. Dia da pretensão da liberdade, do ...
13/05/2026

Treze de Maio, mistério e magia. Dia de Nossa Senhora de Fátima, de meu vô, da gente. Dia da pretensão da liberdade, do povo preto, escravizado, que veio para cá, de além, como Fátima, de lamento, injustiça, de prisão. Dia de lembrar de uma luta pela vida, que meu avô Canelli fez, para descansar, nesse Treze.

Nossa Senhora surge a pastorinhos, e engrandece a fé de todo povo, de Europa, de Brasil. Há tanto amor, contemplação, nessa fé. Maria acolhe dois dos pastorinhos, que descansam, e orienta a uma vida de fechamento e simplicidade, à pastorinha Lúcia. Que morre irmã, cheia de segredos.

Nossa Senhora também estava, junto a uma população inteira, trazida ao sofrer do trabalho escravo. Povo de beleza, que também cria, na extensão do manto de Maria, o secar do sangue nas costas, os olhos das mulheres, dos meninos. Não há um documento hoje, nada de lei, nada de áureo. A vida continua a encalacrar o povo preto, no mesmo lugar. Sem casa, ou trabalho, nem escola boa, batem o tambor e a gunga, a ginga, em busca de poesia, de lamento, de um sorriso lindo. Que continua preso.

Até que veio vô, homem forte, parecido com Davi, meu filhote mais velho. Alto, firme retangular, de ombros largos, inteligente, caridoso, de amor maternal diário, dedicado à terra, aos bichos, à minha tia mais nova, aos netos, largo Stacanelli. Tinha em Vinícius, meu primo amado, o afeto mais lindo de se ver, “neco do vô”, de carinho, de beijo e do cheiro de seu nariz comprido. Onde vô chegava com o Vi, tudo era alegria.

Eu tinha dezoito, recém chegado na UFMG. E vi que, do hospital que o cuidaria, estenderia toda minha vida de clínica. Vô teve um acidente vascular cerebral grave, e veio ao Sarah Kubistchek, da avenida Amazonas. No seu carrinho, só nós dois, dirigíamos todos os dias, para tratamento. E lá, nas lições de cuidar, de tocar, de um pedido de ajuda, vô Canelli me fazia amar-lhe mais, e de quem estava com ele. E me tornar estudante de psicologia.

Do Treze de Maio, escrevo, vejo meu avô voar, para cuidar lá de cima de nós. Rezo por Fátima, por seu perdão. E ouço uma música de Caetano, sobre a liberdade preta, que lhe deixou razão, sentido. E minha profissão, meu nome.

Barcelona, campeão. Um sonho meu, levar meu filhote, para ver, curtir, rir, ser feliz, no Camp Nou! Papai do Céu, anjos ...
10/05/2026

Barcelona, campeão. Um sonho meu, levar meu filhote, para ver, curtir, rir, ser feliz, no Camp Nou! Papai do Céu, anjos da guarda, Mamãe do Céu, dia Dela, que protegeu a gente, do trabalho no consultório, ao estádio da Catalunha. Viva!

Hoje, completo mais de sete mil quilômetros com minha bike. Não sei porquê. Se o fiz, desejo muito, e me alimento de vol...
03/05/2026

Hoje, completo mais de sete mil quilômetros com minha bike. Não sei porquê. Se o fiz, desejo muito, e me alimento de volta, e arrasto um tanto de gente que amo comigo. Gosto também de estar sobre aquele selim sozinho, em sete milhares de milhares de metros comigo. Amo meu pedal, para poder amar qualquer livro, casa, Missa, pessoa, como premissa.

Não há direção, em sete quilômetros, não há direção, em nenhum centímetro. A explicação existirá no afeto, do desafio que existe, que me manda, me engaja, me implica. O que é isso que nos puxa, nos traz, nos sacode, se não lhe atribuímos sentido?

Falamos a última pérola do lácio, um rio que corria latim, em terras romanas, e vai sendo falada às praias lisboetas do leste. De Nazaré, do Tejo, da areia, não há mais para outro lugar correr, se não o mar, o Congo, Vitória do Espírito Santo, Minas. Dessa língua, rota, brota, linda, corre um palavra, de mais difícil signif**ado, amor, amar, e todas as suas vicissitudes.

Sete mil quilômetros, sem sair do lugar, sem olhar, que não a lagoa, linda nossa, ora fedida, ora amada. São quase quatrocentos tornos em seu entorno, em seu enterro, em seu renascimento. E o amor, essa palavra difícil, vem me dizer que sete mil quilômetros, quase quatrocentas voltas, são de um amor de mim, para uma manutenção mamute de existência. Ai se não a tivesse.

Mas que movimento mais gótico, trash, egoísta, “amar-se”? Que discurso vazio? Sim, se não for composto por um trilho, limpo, lindo, modesto e cheio, de razão e entendimento de amar o outro. Se não gosto de mim, se não me entendo, em uma tentativa difícil, esdrúxula, calada, longa ou de veneta, não consigo encontrar forma de me render ao outro, desejá-lo, ver-me verme orgulhoso, inchado como um balão, derretido e consciente de um amor constrangido pelo outro. Amor de renovação, de existência.

O sangue dela está em mim, nos meus filhotes, nos meus sobrinhos, literalmente. E trazemos todas as suas desconstruções. Tenho a certeza de sete mil km de bike. Meu mais velho, sua certeza das contas. Meu mais novo, suas figurinhas. E você me questionar a razão de tudo, vó. Até para o que falta razão. E o inexplicável de uma queda.

Somos uma soma, de um tanto de gente. E, te pergunto, sempre por aqui, quem nós somos. Sou uma mistura italiana, firme, ...
22/04/2026

Somos uma soma, de um tanto de gente. E, te pergunto, sempre por aqui, quem nós somos. Sou uma mistura italiana, firme, e árabe, linda. Lembro muito, acho que sim, de ser o mais velho, e descer da gaita, logo em seguida. Kinha veio, para encher a casa de alegria. Minha irmã e eu, frutos do amor de nossos pais, criados simples, donos da autonomia responsável que hoje temos. São Miguel, protetor de mão forte, esteve lá.

Aquilo que não sei, ou que meu pai nem lembra, mãe me conta. Converso com mãe, horas e horas. Quando ela também não conta, do menino-eu de três anos, que já votava no PT, mãe br**ca. E me emociono com Elis, cantando “um filho de cuca legal”, que mãe ouvia. Pai e mãe, pai na praia, mãe aqui, amando Kinha e eu, com disciplina, com firmeza, ambos sonhando, com a vida que temos hoje. Sim, o que somos, não simplesmente o que temos. São Miguel, anjo de guerra, estaria lá conosco.

No meu primeiro velocípede, sumi. Perninhas gordinhas dedilhavam a avenida até o córrego. De bike, me perdia até a Várzea das Flores, ou às trilhas dos Arturos, nunca sozinho. Fui até quase Oliveira, 130 de 150 quilômetros, faltou um pouquinho para ver vó. E me buscaram. E a gente conversava. Miguel, o anjo do céu, me acompanhou nesses percursos todos.

Miguel, o anjo do tio, estava lá comigo, no pedal desse feriado. Miguel que se mistura ao anjo, existência de todos na nossa casa. Sobrinho lindo, inteligente, dono dessa autonomia que falei, ensinada pra gente.

Hoje, quero estar com quem amo, e trocar esse afeto. E doar-me. Respeitar, renovar, percorrer, construir. Que alegria trazer Miguel, meu sobrinho mais velho para o pedal, trazer meu cunhado, para contar-lhes os mistérios, as surpresas, de cada cantinho, cada península, da minha amada Lagoa da Pampulha. E cativá-los.

Como em um congado de fé, suas curvas, trilhas, a lagoa, desafiada, por milhares de bicicletas, mostra seu encanto. Na minha alegria, estava a bike, meu sobrinho Miguel, e eu o explicando cada curva. E, se eu puder, conversar com ele sobre a vida, numa península de lagoa, desejo que ele se encontre, seu amor, sua voz, seu sentido. Di, Pipe, Bebé e TicoTico, frutos amados de tudo isso!

“Não estava ardendo o nosso coração, quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?” Essa é uma das ...
19/04/2026

“Não estava ardendo o nosso coração, quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?” Essa é uma das frases mais lindas, da Liturgia. O coração arder, de fé, de força, beleza, quando ouvimos Aquilo lhe é, verdadeiro, sua Palavra, Palavra de Deus. E assim está, quando Cristo, Ressuscitado da morte de Cruz, se desvela, em vários momentos.

Leio, e leio muito. Tentei ler, mas é muito mais difícil, ler aos filhotes, antes d’eles dormirem. Dormia fazendo carinho nas costinhas de Davi, ainda pequeno. Pipe gostava de dormir conosco. Mas era necessário que fossem-lhes tocados o “ardor do coração”, descrito nos Evangelhos de Cristo.

Para uma população analfabeta, na Idade Média, no Renascimento, nos tempos de agora, grandes artistas, célebres, fizeram desse ardor, pois não viram a Cena, sua inspiração. Era preciso pintar, usar a mais bela luz, em seus quadros. Velásquez, Caravaggio e Rembrandt, três mestres dessas primazias, esconder e mostrar o claro. Tentaram puxar, mas não conseguiram nem quinquilharia, nenhuma noção, da beleza do texto.

Mostrei a Davi, meu mais velho, na National Gallery de Londres, a beleza de Caravaggio. No Louvre, mostrei a Davi, os mistérios dos Emaús, de Rembrandt. Ao Pipe, na Espanha, mostrei-lhe a fé nos olhos gotejantes do Cristo desenhado, de Velásquez.

Ir lá, em todos esses museus e igrejas, para fazer com que tocassem os olhos, a partir de meu apontar. E tentar. Hoje, penso, sem dúvida, que permitir que seus corações ardam dessa fé, posso abrir-lhes à entrada, não o travesso do vestíbulo. A beleza imensa, o torpor, o impacto que sinto, eles verão no meus olhos de emoção, no inverno da minha crença, em meu descontentamento, desconhecimento, desalento, que volto à necessidade de um coração em coroação desse fraternal cristão acolhimento.

Amar é ir, vir, voltar, renovar. Se não há respeito não há amor, muito menos a possibilidade de perdão. Mas é preciso passar, perdoar. Ou é o cancro desse mal que f**a. O amor que arde, aprendido na Liturgia de hoje, não dissipa. Emaús é lição. Amo com intensidade o amor que me toco. E devo renovar, no percurso, doando o que me entregaram, e me era injusto, in vivido.

Quando falo pros filhotes, da quantidade de notas de dinheiro que tínhamos que carregar, notas velhas, tudo soa como uma...
18/04/2026

Quando falo pros filhotes, da quantidade de notas de dinheiro que tínhamos que carregar, notas velhas, tudo soa como uma nojenta fantasia. Não se sabia quanto seria, a passagem do ônibus, o aumento do arroz. E a gente seguia. A Ditadura tinha acabado e seu resultado foi uma continuidade de pobreza, o privilégio de poucos, as regalias governamentais aos idiotas, as risadas, e um cheiro de corpos, mortos ou torturados, que todos sabiam, mesmo sem saber o que fazer. E cantávamos Elis, Vandré, e o samba que sempre fomos.

Confiscaram o pouco que se tinha. Fizeram uma eleição presidencial, primeiro fechada, pois nos achávamos b***os, depois de aberta. Um bonitão do nordeste, gostado de jetski como um outro, falastrão, venceu. Dias da posse, como isso pode, meteu a mão na poupança de todos. Contabilidade e economia são muito mais ciências sociais do que matemática. Muita gente pulou de janelas, no centro. E cantávamos a Legião, Cazuza, que deixou de compor rock, para cantar o amor, em sambas lindos.

Até que o dinheiro, visto pouco hoje, só o rachado, veio do vice do falastrão do jetski. Já pensou se o dinheiro se chamasse “o Povo”? Quantos “Povos” é o quilo da batata? Escolheram o nome “Real”. A inflação estabilizou, mas crescemos pouco. Quem era pobre continuava pobre, quem era rico continuava rico. E a gente br**cava na rua, cantando as marchas de nosso carnaval.

Desenvolvimento veio depois. Uma nova classe, média baixa, tinha acesso ao crédito, não mais ao fio do bigode do dólar, do agiota, do banco açougueiro de gente. Era possível comprar uma moto, dando parte, e devendo uma beirada. Era possível comprar o primeiro carro. Viajar para fora, estudar fora. Pobre, preto, comendo pão com manteiga no shopping, no cinema, e viajando para Porto Seguro. Até que, o filho deles, aquele aluno, se tornasse doutor na federal, e fazendo uma ponta com universidade lá fora.

Porém, contudo, entretanto, condessas que me leem, “de onde já se viu isso?” Cortaram a cabeça da presidenta, prenderam o presidente que trouxe tudo isso. Drácula veio, um novo jetski também, do bolso de nabo furado, com o rabo amarrado.

Sofrido ficou o povo - de novo? - agora enganado

Alimentação e educação, paz e meio ambiente, água e saúde, trabalho e divertimento. Ponto. Esses são os quatro alvos de ...
17/04/2026

Alimentação e educação, paz e meio ambiente, água e saúde, trabalho e divertimento. Ponto. Esses são os quatro alvos de um mundo de sossego.

Alimentar barrigas famintas, nos Estados Unidos, e nos cantos mais pobres da África. Educar mentes sem letras, sem números, sem críticas, nos Estados Unidos, e aqui, nas regiões mais ricas, perto de nós, ensinar-lhes respeito, comunidade, fraternidade, para que tenhamos os próximos itens. Paz, para o povo honesto dos Estados Unidos, que creem em uma nação que é livre, não uma nação que espanca, desalenta, que é desigual ao extremo, lacaia de um líder nazista, país de guerra. Meio ambiente, que nos dá o que é mais fundamental, ar limpo, água limpa, energia renovável, menos calor, menos gasto com epidemias, mais investimentos em sustentabilidade.

Sossego, quando essas quatro palavras acontecerem. Felicidade que vem quando as crianças, alimentadas, educadas, respeitosas, responsáveis, que curtem o regato d’água perto de casa, sem poluição, críticas, construtivas, livres. Crianças americanas, bolivianas, venezuelanas, senegalesas, angolanas, chinesas, tailandesas, norte coreanas, iranianas e brasileiras, todas br**cando entre si. Claro, chamarão um de gordo, outra de caolha, mas não de preto b***o, chinês porco, americana linda, única. Crianças que não brigarão entre si, por serem diferentes, por terem peles e bolsos diferentes. Alimentação, educação, paz e meio ambiente.

Volto da Espanha, apaixonado pelo país, por sua língua. Gozo sim o rei queixudo, que falou com doze anos e foi esculpido como um cabra forte e bonitão, montado num alazão, de bronze, na praça. Idealizamos o status, sempre. Estúpidos que somos. O ideal nunca existiu presente! A princesa envenenada, a moça que estava na boate, nenhum príncipe que se diz bonitão, ou pensa, tem o direito de tocá-la, nem na história da carochinha, nem na vida real. O status esconde quem somos, ou mostra nossa pequenez.

Um celular chique, o linho da camisa que todos usam, a sandália de marca? Acorde! Viver é estar com o outro! Conhecê-lo, conversar com ele, com ela! Esse é o ápice de qualquer viagem, da vida, da escola, ou de um consultório de terapia.

Endereço

Praça Tiradentes, 75 Sala 311
Contagem, MG
32041770

Telefone

+553125644494

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Jairo Stacanelli posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para Jairo Stacanelli:

Compartilhar

Categoria