Jairo Stacanelli

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Jairo Stacanelli Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Jairo Stacanelli, Psicoterapeuta, Praça Tiradentes, 75 sala 311, Contagem.

Psicólogo clínico, psicólogo das categorias de base do Cruzeiro Esporte Clube, apresentador do Horizonte Debate pela TV Horizonte, comentarista no Tribuna Livre pela Rádio América.

Quando saio de casa, vejo, bem longe, as torres de Nova Lima. Se me viro, mais longe, vejo as montanhas que formarão Ita...
14/10/2026

Quando saio de casa, vejo, bem longe, as torres de Nova Lima. Se me viro, mais longe, vejo as montanhas que formarão Itatiaiuçu. Nova Lima e Itatiauçu são desafios.

A primeira, ao sul, é tratamento, foi cirurgia na cabeça, foi quimioterapia de mais de um ano, e exaustão da radioterapia. Acho que não havia conhecido o cansaço. Radioterapia é um bagaço, de verdade, que derruba e desconstrói. Quimioterapia foi continuidade, mais de dois anos, uma epopeia existencialista.

A segunda, a serra para minha casa, é redenção, é objetivo. Pedalar até Oliveira. Mas me coço, me meço, assumirei esse desafio de novo. Se pedalava cem quilômetros fácil, deixei de fazê-lo. Agora, pedalo quarenta quilômetros, e nada quase três, na água fria de casa. Corro, caminho, uns cinco. Em silêncio e sozinho, penso, medito, reflito.

O câncer mexe tudo. E te questiona ser, viver. Não engulo qualquer coisa que topava, rejeito a maioria. Esbaldo em frutas, na comida árabe de meu pai, quase todas as sementes de minha mãe, e todas as delícias que Flávia faz para gente. Tenho medo do frio, e o encaro. Tenho nojo da comida fast food, do chef de direita. Prefiro água, prefiro o delicioso sorvete de manga de meu estimado Alysson, na pracinha da Prefeitura.

Venho de um suporte, social e familiar, único e verdadeiro. Mãe, pai, irmã. Cresci em uma periferia com padrinho, madrinha, tocando música, as que escuto até hoje. Vivi numa casa de japoneses, senhor Luís e Celina, com quem aprendi, religião, amizade, sobre a vida que permanece. Na casa de uma família de portugueses, Bela e senhor Manoel, gente cultíssima, descobria o português europeu e a verdadeira matemática, a amizade com Ivan. De meus irmãos, Paulo e Evaldo, na UFMG, parti pro mundo.

Na memória dessas pessoas, nos sorrisos, nos desencontros, nas músicas, busco sentido de vida. Não fico lá, no passado. Das montanhas, de casa, do futuro, pros meus filhotes, meus sobrinhos, meus pais, minha irmã, meu cunhado e minha minha mulher amada, nascem projetos, trilhos verdadeiros para um futuro.

E escuto, quem me conta suas tristezas, seus desarranjos. E te convido para um rearranjo com o encontro de uma razão, de vida, existência.

O que faço, quando chegam no consultório, um cara, uma moça, jovens, de uns vinte anos, e me colocam, de forma clara, qu...
13/10/2026

O que faço, quando chegam no consultório, um cara, uma moça, jovens, de uns vinte anos, e me colocam, de forma clara, que queriam viver a felicidade, o desejo, que sempre tiveram a razão em tudo, que ralam viver uma existência firme, com o rosto firme, afundado em angústia? Em tristeza, em falta de sentido, sofrem como um cão, que caiu da mudança. Na frase longa, anterior, cheia de vírgulas, e uma pergunta no fim, preciso encontrar uma razão, para o viver desse jovem.

Com alicerce dos pais, dos avós, sem pagarem pelo teto, na busca de rasos símbolos de status, a moçada da classe média de hoje, sua grande parte, se perde em um universo fútil de superficialidade. Não leem nada, escutam sem poema, entorpecem como regra, se exaurem. O amor vira posse, não conquista. A conquista, no entanto, é meritocrata, o que vale é muito esforço, bem visto por Deus, pela pátria que explora, por uma família fragmentada. E virá, disseram à direita, que o balde de bebida, a boate, o BYD, a gata calada, o beck, as amantes, o iate são os símbolos. É muita selfie bocó, sem uma alegria modesta, bacana, constante, de sentido.

Tenho buscado, deliciosamente, me debruçar sobre livros difíceis. Extensos, de reflexão ampla, aprendo e me questiono. Foi assim com o “Tiradentes”, de Lucas Figueiredo; com as obras de Albert Camus, de Leonardo Boff e Frei Betto, que ganhei de minha mãe. Não dou conta da covardia intelectual e existencial da moçada que critiquei, que tem tudo, mas não curte nada.

O livro da vez é “Grandes Esperanças”, de Charles Dickens. Com seiscentos e lá vai pedrada de páginas, lembro de um filme lindo de Alfonso Cuarón, inspirado nessa obra. O romance de um moço, sem pai nem mãe, criado pela irmã brava, pelo cunhado bacana, que experimenta a vida, os desejos, a tenra intimidade.

Para Dickens, em Pip, o menino de “Grandes Esperanças”, amar é o verbo mais profundo, mais intenso. Mas demora um tempo, para amar livre. Pois não há amor intenso, nem belo, se esse amor não for livre. Somos ensinados à fenomenologia da descrição de uma descoberta, amar e ser livre, de estar bem e reencontrar, para perdoar e amar mais ainda. Não há amor sem renovação, sem sentido

Minha cabeça está embaixo d’água, no mar, na piscina, onde encontro-me, onde encontro meu sossego. E os rios, lagoas, qu...
12/10/2026

Minha cabeça está embaixo d’água, no mar, na piscina, onde encontro-me, onde encontro meu sossego. E os rios, lagoas, que não se acham mais perto, nem limpos? E a vida, com a cabeça para baixo, pela insegurança do trabalho, da grana, do celular, do tablet, do tablete de droga, da ausência de sentido? Preciso estar bem para cuidar e ouvir quem não está.

Porque vivemos de destruir, e não de conceber, de cuidar, e de manter. É muito melhor viver com sabedoria, e fragilidade, do que viver como o português que chegou, ou o norte americano. O fascismo não vem com bigodinho debaixo do nariz, vem com uma promessa de liberdade, de prazer. Num piscar de olhos, as praias são privatizadas, as creches também. Crianças não se educam sem água, de beber, de nadar.

A paz é fruto da justiça, disse Isaías. São de esquerda aqueles e aquelas que se indignam com desigualdade social, a fome, a falta de saúde, de educação. São de direita, simples, aqueles, poucas aquelas, que legitimam a falta de igualdade, em nome da validação da riqueza, da meritocracia. Como meritocracia? Se desde cedo se falará em voucher de educação infantil, em uma paupérrima educação de jovens e adultos? O governo fascista promove desigualdade, sem alfabetização com justiça, sem educar com debate. A educação fascista, nas nobres escolas pagas, também erra, plena de conteúdo, sem crítica, plena de repetição, e não de mudança.

Quanto mais emoção barata nos tocam, ticam, risadinhas, vídeos errados, delícias mostradas, mais pessoas são vistas em consumo excessivo, bets proibidas, superficialidade, narcisismo.

Quanto mais valorizamos o livro, a escola, o museu, o cinema, uma trilha, a montanha, a praia, as igrejas, os mosteiros, o silêncio, promovemos nossa alma, nosso ponto de vista, nossa humanidade.

Ela disse, no seu dia “Fazei o que ele vos disser”. E Jesus transformou, nos transformou, no melhor vinho. Viva Nossa Senhora, que encarou Cristo. Vinho que se torna milagre, pelo Filho de Maria, na mãos dos trabalhadores que a obedeciam. Vivam Maria, e os trabalhadores do milagre. Viva Cristo, centro disso.

Ontem, bati três quilômetros, pela praia inteira de Santa Mônica. Natação plena e viva.

12/10/2026
Ele cresceu. Daquele menino bolão, lindo e esperto, ele se tornou um moço esguio, alto e bonitão. Filho.Engenheiro de es...
11/09/2026

Ele cresceu. Daquele menino bolão, lindo e esperto, ele se tornou um moço esguio, alto e bonitão. Filho.

Engenheiro de estudo, civil, na melhor universidade do país, federal, não desgruda dos números, de suas responsabilidades. Diz que tem uma paquera na faculdade. Filho.

“Pai, preciso sair seis”. “Opa, então, me deixe no consultório”. E foi ele, para mais distante que a UFMG, para Neves, para Pedro Leopoldo, para “Vespa”, de Vespasiano, conferir obras, fazer estágio e ganhar sua grana. Sua vida, autônoma, longe de tudo. Não sei, se perto de mim, mas para se encontrar, se descobrir! E voltar, mais forte, mais inteligente, mais lindo. O menino que disse, filho do papai, pequetito e sensível.

Foi de carro. Foi com meu coração! De tanto orgulho, que incho parecendo um balão. Te amo, filho.

10/08/2026

Hoje, presto minha admiração, meu estudo, minha solidariedade, a uma das figuras intelectuais mais importantes da Igreja Católica, nesse Brasil lindo, de nosso Deus. Dom Vicente Ferreira, Dom Vicente de Paula Ferreira, capixaba da beira, quase mineiro, pós doutor em Filosofia, uma das pessoas que mais gritou por justiça, nos desastres naturais, provocados pela avareza desumana, em especial de Brumadinho, em nosso tempo.

Dom Vicente foi recentemente ameaçado, por não se calar frente à injustiça, frente à desigualdade. Incompreendido pela estupidez, tentam calar Dom Vicente, calar seu grito calmo de indignação, sua chamada de atenção e revolta, com o cheiro da comida de casa, para com a destruição desses país tão lindo, e nosso.

Meu abraço, amigo e estimado Dom Vicente. Junto a esse abraço, minha reverência, meu respeito, à sua fala. No Contraponto, um programa autoral meu, na TV Horizonte, chamava à mesa, pessoas importantes que gritaram por justiça. Ou foram questionados de seu sentido.

O sentido de vida de Dom Vicente é clamar por uma sociedade, linda com justiça, bela com respeito, construída com respeito e dignidade. Forte abraço, sua benção.

O que faço, quando chega um cara, uma moça, jovens, vinte anos, por volta, no consultório, e me colocam, de forma clara,...
08/08/2026

O que faço, quando chega um cara, uma moça, jovens, vinte anos, por volta, no consultório, e me colocam, de forma clara, que queriam viver a felicidade, o desejo, que sempre tiveram a razão em tudo, que viviam uma existência firme, porém, com o rosto afundado em angústia, em tristeza, em falta de sentido. Desculpe a frase longa, anterior, cheia de vírgulas. Com alicerce, sem pagarem pelo teto, em busca de símbolos de status, a moçada da classe média de hoje, sua grande parte, se perdeu em universo fútil de superficialidade.

Tenho buscado, deliciosamente, me debruçar sobre livros difíceis. Extensos, de reflexão ampla, aprendo e me questiono. Foi assim com o “Tiradentes”, de Lucas Figueiredo; com as obras de Albert Camus, de Leonardo Boff e Frei Betto, que ganhei de minha mãe. Não dou conta da covardia intelectual e existencial dessa moçada que critiquei, que tem tudo, mas não curte nada.

O livro da vez é “Grandes Esperanças”, de Charles Dickens. Com seiscentos e la vai pedrada de páginas, lembro de um filme lindo de Alfonso Cuarón, inspirado nessa obra. “Em suma, fui covarde demais para fazer o que sabia ser certo, tal como fora covarde demais para evitar fazer o que sabia ser errado.”, assim Dickens escreve sobre o jovem protagonista, prevendo, no século XIX, a moçada do XXI. Covardes, preguiçosos, sem organização, para a busca de sonhos, que têm, e muitos, a moçada de hoje se afunda em redes sociais, em relacionamentos vazios, e muita, muita tristeza.

Não há desejo, nem um cisco, se não há disciplina, contexto para a busca. Gosto mais do jovem preguiçoso, que diz querer fazer uma faculdade massa, mas tem preguiça; do que do jovem que diz querer um Air Jordan, ou uma bicicleta elétrica, e nem se move na busca. Não existe felicidade, sem o desejo gigante de liberdade, de viver autônomo, sozinho, quando possível, com a educação que a família lhes dera. Não há razão sem uma revolta pessoal, uma revisão de si. Não há existência, verdadeira, sem a consciência de ser o que se quer ser, em volta de uma felicidade modesta, portanto constante.

Sonho coma Ciclovia da Vida Capixaba, com esse sol lindo de inverno, com meu livro de Dickens numa mochila.

Dar-lhes, nós mesmos, de comer, que o milagre acontece. A partilha é o milagre, o mais belo, é certeza. Reter é tristeza...
02/08/2026

Dar-lhes, nós mesmos, de comer, que o milagre acontece. A partilha é o milagre, o mais belo, é certeza. Reter é tristeza, certa de acontecer. Partilha, cuidado com o outro, cuidado com a terra, são os milagres.

Se não nos amamos, não conseguimos amar o outro, família, Deus mesmo, o amor erótico, ou nossos projetos. Amor, sentimento lindo, também complexo, movemo-nos, se existe, e ele se expande. Amor, sentimento complexo, também lindo, se não existe, não faz a terra produzir, não justifica a vida do homem, da mulher. Amar é necessidade!

Hoje é o dia dos ministros da comunhão, pessoas simples, que estudam, para tocar a Hóstia Sagrada, e distribuí-la. Na Missa, são fundamentais, imperfeitas, necessárias. Na casa do idoso, do doente, que não pode ir à Missa, são as pessoas que levam o Corpo de Cristo, a palavra, a divisão, a oração, o sorriso, a mudança. Levar Cristo até a casa de quem precisa, ou à rua, para quem não tem casa, ao hospital, ao abrigo, é Cristo nas mãos de gente simples, como eu, como você. Quem tem a honra, e a responsabilidade, de levar o Corpo de Cristo, não tem-se, tem o silêncio, a reflexão.

Creio nesse amor, que se produz em nós, sim, em corações e pensamentos imperfeitos, que erram, mas pedem perdão, e carregam a verdade para além das portas e janelas da Igreja. Creio na Comunidade Eclesial de Base. Que tem o Cristo que torna a fé em fluidez, que entra no ouvido do excluído, do distante, do que sofre.

A Pastoral da Saúde é minha irmã mais nova, que nasce na minha casa, com minha mãe, com a universidade, minha e de minha irmã. Pastoral que traz saúde a mim, do que de quem dela precisa. O amor, em si, nessa essência, transcende.

Talento não existe. O que existe é treinar para servir melhor. Crescemos mais, teremos mais pacientes, mais respeito, mais conforto, claro. Mas acenderá em nós um sentido, uma razão, um treino, a primeira oportunidade, para trabalharmos muito, e ganharmos mais do que todos, pois teremos mais entendimento. São vinte e sete anos, de uma vida inteira, de pastoral, de pesquisa, de mestrado.

Sigo mãe, exemplo, emoção, minha vida. E aprendo com o amor que ela tem, por Cristo e por quem ela nem conhece.

Tatooine, Jakku, a meiuca do Eldorado, em Contagem. Desses lugares, Anakin Skywalker, seu filho Lukke, Rey Palpatine, ti...
29/07/2026

Tatooine, Jakku, a meiuca do Eldorado, em Contagem. Desses lugares, Anakin Skywalker, seu filho Lukke, Rey Palpatine, tia Mariana... todos personagens importantes da minha vida.

Deixo minha Millennium Falcon no consultório e venho a pé para o Eldorado, para uma consulta oftalmológica. Caminho sozinho, por indústrias, pela pista contrária, mais vazia, nessa hora. Fico feliz por ter escolhido, conseguido, minha sala na delícia sossegada, rural, do Centro de Contagem. A João César, a Via Expressa, lotadas, me espantam.

Tudo acontece muito rápido, em uma caminhada de cinco quilômetros. Da solidão do barulho dos carros, chego ao comércio intenso do Eldorado. Lugar de gente simples, de gente da loja simples, dos cílios postiços, dos produtos importados baratos, acima do peso muitas vezes, taxados de pobres, de pleno emprego, de um lugar de subdesenvolvimento.

E questiono. Depois de Hélio Garcia, alcoólatra, que pouco ligava para a Educação, mas tocava; depois de Eduardo Azeredo, denunciado e condenado, não preso por influência; Itamar; dois mandatos do oportunista Aécio Neves, o primeiro a dizer, político profissional, que a urna era falsa; dois mandatos de um segundo Aécio, Anastasia; de um péssimo mandato de Fernando Pimentel, pimenta no olho do petista; e dois mandatos do banana de casca verde, Romeu Zema, o fim do processo… questiono a Educação que meu Estado teve. Falar dessa elite é insistir, que destruíram o que era mais belo nas Minas. Levaram tudo daqui, ouro, diamante, o minério, agora, as terras raras, e deixaram uma educação rasa, que não leva esse povo simples, que vejo da cafeteria de minha mãe, do restaurante de meu sogro, possibilidade de esperança, de crescimento.

A estupidez da riqueza pensa em quem será referência da inteligência artificial. IA que acabará com o emprego desse povo, da vendedora, da operadora de caixa, do segurança.

Sem escola de qualidade, desespero em minha utopia. Mas encontro esperança, ao ajudar uma senhora a atravessar a rua, a encontrar o caminho que ela desconhecia. E pergunto se o jovem entende isso, desde minha geração, de uma educação bacana, que não se teve. Encontre amor, nesse lugar sem esperança.

Endereço

Praça Tiradentes, 75 Sala 311
Contagem, MG
32041770

Telefone

+553125644494

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