15/12/2015
Infelizmente ainda há muito preconceito sobre os transtornos mentais. Por mais que tenhamos avançado em tecnologias, conhecimentos e estudos novos, as pessoas que sofrem as dores emocionais ou com as conhecidas "dores ou doenças invisíveis" acabam por mascarar o quanto podem e outras vezes quando assumem suas dificuldades sofrem preconceitos. Triste isso... Para nós profissionais da área Psi f**a incumbido o papel de conscientizar e esclarecer a população...Deixo aqui minha contribuição. Muito sensíveis essas ilustrações. Depressão, ansiedade, entre tantos outros transtornos não são frescura. Há um grande equívoco em separar saúde mental da saúde em geral, como se o cérebro fosse um órgão à parte do corpo...Disfunções neuroquímicas são capazes sim de alterar o humor de uma pessoa, o pensamento, a atenção, a vontade, entre muitas outras funções que são regidas pelo funcionamento cerebral. Então, um sujeito que sofre com algum transtorno não está assim simplesmente porque quer. Não adianta apenas dizer "Não fique assim, você tem que pensar positivo"...Quando há disfunções psíquicas perde-se o controle sobre determinados processos e aí são necessárias medidas como uso de medicamentos (prescritos pelo psiquiatra) e também acompanhamento em psicoterapia, pois, é necessário aprender a se conhecer, a compreender o sentido de determinadas formas de reação e para se retomar "as rédeas" da situação. Há tratamento, isso é importante. Às vezes, a família f**a perdida, sofre, não sabe como lidar com o paciente e acaba tendo atitudes que agravam ainda mais o quadro. Acima de tudo, um paciente com transtorno mental precisa de amor e carinho, pois, o adoecimento é apenas um aspecto de sua existência e não o constitui de todo. Ninguém se apresente e diz: " Olá, eu sou o fulano gripado"... então... Por que dizer : "Sou o ciclano bipolar?"- Outro equívoco é tratar o paciente com transtorno como se ele tivesse algum defeito grave, como se pudesse ser destratado, desrespeitado porque tem uma forma de pensar e sentir por vezes diferente...Não podemos banalizar e transformar tudo em doença, esse cuidado é razoável principalmente nos dias de hoje quando se nota um excessivo uso de medicações antidepressivas, nem sempre com indicação adequada. Mas também não podemos fechar os olhos para essa realidade em que a Organização Mundial de Saúde aponta alguns transtornos mentais como a depressão, por exemplo, como uma as principais causas de morte e comorbidades para a população até o ano de 2030, com índices alarmantes do aumento do número de casos. É importante ter informações adequadas, procurar pelos profissionais (Psicólogos e Psiquiatras) em caso de dúvidas próprias ou se há algum caso na família. Acima de tudo é importante lutar contra o preconceito e a ignorância, que levam muitos pacientes ao ponto de não buscarem ajuda adequada por receio de sofrerem ao lado daqueles que deveriam acolher com amor....sua família, seus amigos...
Todos nós já passamos por alguma situação em que, ao sentir o sintoma de uma dor ou doença mental, fomos subestimados. A falta de ânimo, de inspiração, de vontade de viver pode ser taxada por terceiros como preguiça, corpo mole, manha. Bem… a dor existe, visível ou não. É preciso estar atento aos si…