Psicóloga Vanessa Martins Romancini

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31/07/2026

É triste perceber que muitas pessoas medem o sucesso apenas pelo que você é capaz de consumir. Se, financeiramente, você não está em um padrão considerado elevado ou "invejável", para muitos é como se você não tivesse conquistado nada na vida. Podem até criticá-lo e perguntar por que você não escolheu outra profissão, uma que "desse mais dinheiro".

O fato de você se sentir conectado com a sua própria humanidade, de fazer o que ama, de encontrar felicidade no seu trabalho e de não viver sob o estresse de uma profissão escolhida apenas pelo retorno financeiro, para essas pessoas, parece não ter valor algum.

Mas, no fim das contas, quem terá que lidar com o peso das próprias escolhas é você.

Quando escolhi ser psicóloga, jamais foi apenas pelo dinheiro. Eu queria exercer uma profissão que estivesse alinhada com aquilo que dá sentido à minha existência. Não escolhi uma carreira para agradar aos outros, para corresponder às expectativas da família ou para conquistar status. Escolhi um caminho coerente com a minha essência.

Se a sociedade, em sua maioria, vive em busca de algo que apenas permite consumir, mas que nunca será capaz de preencher as necessidades da alma, prefira seguir a sua intuição. Ela sabe o que realmente lhe trará paz, em vez de conduzi-lo a uma busca insaciável por algo que, no fim, nunca será suficiente.

Viva com propósito. Quando sua vida faz sentido para você, qualquer sacrifício deixa de ser apenas um peso e passa a fazer parte da construção de uma existência que vale a pena ser vivida.

Psicóloga Vanessa Martins Romancini
CRP 12/16493





30/07/2026

Pais não nascem sabendo exatamente como agir em todas as etapas do desenvolvimento dos filhos. Não são perfeitos. Mas, ao saberem que serão pais e da responsabilidade que passam a ter, precisam refletir sobre a forma como tratam seus filhos.

Não podem simplesmente reproduzir a educação que receberam de seus próprios pais. Se ela não lhes fez bem, faz sentido manter esse ciclo?

Você pode errar ao educar, mas por que justificar seus erros e normalizá-los? Por que não aprender com eles e tentar ter uma atitude mais coerente?

Tendo em mente que os danos causados na infância podem trazer sequelas para a vida adulta, essa consciência deve moldar a maneira como tratarão seus filhos, mais do que a opinião alheia ou aquilo que aprenderam com seus genitores.A saúde mental dos seus filhos é a coisa mais importante. Nada deve estar acima disso.

Por isso, antes mesmo de se tornarem pais, precisam rever como está a própria saúde mental e se há algo mal resolvido que poderá afetar seus futuros filhos.

O amor também se manifesta quando nos preparamos psicologicamente para receber um ser humano que não merece carregar as consequências das nossas feridas

Psicóloga Vanessa Martins Romancini
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29/07/2026

Segundo José Saramago: "A pessoa só morre completamente quando morre a sua testemunha." Isso porque tudo aquilo que aprendemos com quem se foi continua vivendo em nós.

Eu perdi fisicamente o meu pai, mas tudo o que ele me ensinou permanece comigo. Aquilo que ele era e que me fazia bem, eu absorvi em minha essência. Ele era alegre, otimista e leve. Não era apegado aos bens materiais. Sabia aproveitar a vida e tudo o que fazia, fazia com amor.

Ele tinha o sorriso mais lindo, porque nele era possível enxergar toda a sua energia. Ele irradiava luz.

Jamais serei como ele, mas procuro cultivar o coração bondoso que tinha, a leveza e o otimismo que transmitia. Enquanto essas virtudes viverem em mim, ele jamais morrerá completamente, porque existe um pouco dele em quem eu sou.

Aqueles que partem só desaparecem por inteiro quando ninguém mais leva consigo um pouco da sua essência.

Se você perdeu alguém muito amado, saiba que não está completamente desamparado. Essa pessoa deixou um pouco de si neste mundo e também em você. Olhe para a experiência que viveu ao lado dela e pergunte a si mesmo: o que essa pessoa me ensinou que posso levar para a minha vida?

Quando fazemos esse exercício, o vazio deixado pela perda começa, aos poucos, a dar lugar a uma nova forma de seguir em frente. A saudade permanece, mas deixa de ser apenas ausência para também se tornar presença. Reconhecemos que o outro continua vivendo em nós, porque aquilo que ele despertou, ensinou e inspirou passou a fazer parte de quem somos.

Talvez essa seja uma das formas mais bonitas de vencer a morte: permitir que o amor, os ensinamentos e a essência de quem partiu continuem vivos em nossas escolhas, em nossos gestos e na maneira como seguimos vivendo.

Psicóloga Vanessa Martins Romancini
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28/07/2026

A psicoterapia é um encontro. Um espaço para aprender a ouvir as necessidades da alma.

Vivemos tão ocupados com a rotina, tão absorvidos pelos deveres diários, que muitas vezes deixamos de perceber aquilo que realmente precisa da nossa atenção. Aos poucos, aquilo que nos fere, nos sobrecarrega ou nos adoece passa despercebido.

Na psicoterapia, o indivíduo é convidado a olhar para si por uma nova perspectiva. Com o auxílio do psicólogo, torna-se possível enxergar aspectos que, sozinho, talvez nunca conseguisse perceber. Não porque lhe falte inteligência ou força, mas porque existem dores, crenças e padrões que se tornam invisíveis quando estamos imersos neles.

Poucos de nós fomos ensinados que o autocuidado também cura. Não aprendemos a desacelerar, a reorganizar a vida interior ou a reservar um tempo para colocar em ordem aquilo que existe dentro da nossa alma.

A psicoterapia é, justamente, esse lugar de reencontro consigo mesmo. Um espaço para reaprender a cuidar de si, questionar crenças que impedem o amor-próprio e abandonar ideias que fazem você acreditar que não merece respeito, acolhimento ou descanso.

Ao longo desse processo, você aprende que voltar para si não é egoísmo, mas uma necessidade. E, pouco a pouco, começa a cultivar o seu próprio jardim, para que a vida possa florescer de dentro para fora.

Psicóloga Vanessa Martins Romancini
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23/07/2026

Na psicoterapia de abordagem analítica, fundamentada na Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung, o objetivo não é eliminar diretamente os sintomas. Isso porque a dor possui um propósito: ela sinaliza que algo na vida psíquica precisa ser compreendido. É uma forma simbólica de a alma comunicar ao indivíduo que há conflitos, necessidades ou aspectos de si mesmo que pedem atenção.

Quando apenas silenciamos aquilo que incomoda, corremos o risco de interromper um processo importante de transformação. O sintoma pode até diminuir temporariamente, mas a causa profunda permanece, e a oportunidade de mudança é adiada.

Por isso, tanto o psicólogo quanto o paciente precisam exercer paciência. Existe um caminho que precisa ser percorrido, e ele não deve ser apressado. O processo acontece no tempo do indivíduo, respeitando os limites do ego e aquilo que ele é capaz de suportar em cada momento. Em um ambiente terapêutico seguro, a dor pode ser acolhida, compreendida e transformada, favorecendo um crescimento psíquico mais profundo e duradouro.

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22/07/2026

Não existe despertar da consciência anestesiando os sintomas, fugindo dos problemas ou fingindo que está tudo bem.

O primeiro passo para iniciar um processo de mudança é aceitar o desconforto, inconformar-se com a situação a ponto de lutar para sair dela. Inevitavelmente, haverá dor: a dor de sair da zona de conforto, de abrir mão das ilusões e de encarar a realidade como ela é.

Talvez seja justamente por isso que muitas pessoas evitam a psicoterapia. Nela, não distraímos o paciente nem alimentamos mecanismos de fuga. O foco é o cuidado consigo mesmo. Ao longo do processo, são feitas reflexões que favorecem o reconhecimento da responsabilidade que cada pessoa precisa assumir pela própria vida.

Comprometer-se com o autocuidado exige coragem. A psicoterapia é, antes de tudo, um encontro com a sua verdadeira face. É um espaço de escuta, acolhimento e autoconhecimento, no qual você é acompanhado por um profissional que o ajuda a compreender seus padrões, enfrentar seus conflitos e viver de forma cada vez mais congruente com quem realmente é.

A mudança pode ser dolorosa, mas permanecer preso ao sofrimento também tem um custo. A diferença é que a dor do processo de transformação abre caminho para uma vida mais autêntica, consciente e alinhada com a sua essência.

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21/07/2026

Se o peso da culpa, dos pensamentos negativos e da dor emocional está difícil de carregar, busque ajuda.

Faça psicoterapia. Nela, você encontrará um espaço seguro de acolhimento, apoio e fortalecimento para que seja capaz de enfrentar e suportar a sua dor.

Se cuidar de si mesmo e lidar consigo parece algo impossível; se você acredita que não conseguirá enfrentar o seu pior inimigo — que, muitas vezes, são os próprios pensamentos —, em vez de desistir da vida, lute com todas as suas forças para tentar mais uma vez. Acolha-se. Abrace a sua maior causa: você. E, se precisar de ajuda para alcançar esse objetivo, permita-se recebê-la.

Muitos acreditam que pedir ajuda é sinal de fracasso. Mas o verdadeiro fracasso seria desistir de si mesmo.

Acredite: é possível vencer essa batalha. Pense no psicólogo como um mentor, alguém a quem você pode recorrer para auxiliá-lo a enfrentar, com mais sabedoria, as guerras silenciosas que ninguém vê, mas que você trava todos os dias.

Psicóloga Vanessa Martins Romancini
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20/07/2026

Presas em prisão perpétua estão as duas adolescentes, do túmulo jamais sairão! É um escárnio da justiça não dar respostas as famílias das jovens.

Graziela - Crimes & Mistérios
Em maio de 2003, as adolescentes Tarsila Gusmão Vieira de Melo e Maria Eduarda Dourado, ambas de 16 anos, viajaram com amigos para passar o feriado na praia de Serrambi, em Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco.

No dia 3 de maio, após um passeio de lancha, as duas perderam o horário de retorno com os amigos, eles foram embora, e elas ficaram sozinhas na praia e decidiram pedir carona para voltar à casa onde estavam hospedadas.

Segundo as investigações da Polícia Civil, as adolescentes entraram em uma kombi após serem vistas pedindo carona próximo à entrada de Porto de Galinhas.

Depois disso, nunca mais foram vistas com vida.

Sem notícias das jovens, familiares acionaram a polícia e iniciaram uma intensa mobilização para encontrá-las.

Dez dias após o desaparecimento, os corpos de Tarsila e Maria Eduarda foram localizados em um canavial.

As duas haviam sido assassinadas com extrema violência e apresentavam marcas de disparos de arma de fogo. As investigações também apontaram indícios de violência s3xual.

Durante a apuração, testemunhas relataram ter visto as adolescentes entrando em uma kombi.

Com base em depoimentos, reconhecimento de testemunhas e provas coletadas no veículo, como fios de cabelo e objetos semelhantes aos encontrados no local do crime, a Polícia Civil apontou os irmãos Marcelo e Valfrido Lira, conhecidos como "kombeiros", como os principais suspeitos.

Os dois sempre negaram qualquer envolvimento.

Após anos de investigação, trocas de delegados e divergências entre policiais e integrantes do Ministério Público, os irmãos foram levados a júri popular em 2010. Por maioria dos votos, foram absolvidos e colocados em liberdade.

A decisão foi questionada pelas famílias das vítimas, que recorreram à Justiça.

No entanto, tanto o Tribunal de Justiça de Pernambuco quanto o Superior Tribunal de Justiça mantiveram o resultado do júri, encerrando definitivamente o processo.

Mais de duas décadas depois, o Caso Serrambi continua sendo um dos crimes de maior repercussão da história de Pernambuco e permanece cercado de controvérsias.

Enquanto os irmãos foram definitivamente absolvidos pela Justiça, delegados responsáveis pelas investigações continuam afirmando que as provas reunidas apontavam para a participação deles no duplo homicídio.

17/07/2026

A vida é o agora. Ela realmente começa todos os dias, no instante em que você acorda e se encontra com o momento presente.

É verdade que nem tudo pode ser feito agora. Há coisas que exigem tempo, preparo e paciência. Mas, em tudo o que fizer, leve a sua alma junto. Faça o seu melhor. Não reserve a sua melhor versão para amanhã, porque ninguém pode garantir que haverá um amanhã.

Ouse existir como se o seu tempo na Terra fosse breve, como se a morte estivesse sempre à espreita. Não para viver com medo, mas para viver com intensidade e presença. Quem tem essa consciência tende a valorizar mais o hoje, a amar com mais sinceridade, a perdoar mais depressa e a adiar menos o que realmente importa.

Talvez o pensamento mais doloroso seja perceber, tarde demais, que os planos ficaram para depois, que a melhor versão de si nunca foi vivida ou que o perdão que poderia ter sido oferecido jamais poderá ser dado, porque a jornada terminou antes do esperado.

E pode ser ainda mais inesperado: a vida pode acabar sem qualquer aviso.

Por isso, valorize o hoje. É no presente que a vida acontece, e é somente nele que você pode amar, escolher, mudar e verdadeiramente existir.

Psicóloga Vanessa Martins Romancini
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17/07/2026

Às vezes, você faz algo, não dá certo e desiste. Talvez o que faltasse não fosse abandonar o caminho, mas rever o que fez, compreender o que não funcionou e tentar de uma forma diferente, como quem experimenta uma nova receita.

Foi exatamente isso que escolhi fazer. Já preparei várias receitas de brownie e, até então, nenhuma havia me agradado completamente. Resolvi tentar mais uma vez. Misturei técnica com um pouco de intuição, fiz alguns ajustes e o resultado me surpreendeu.

Na vida acontece da mesma forma. Você tenta novamente, faz mudanças que fazem sentido para você e, de repente, se surpreende com o que é capaz de alcançar.

Não se limite aos erros. Eles mostram aquilo que você ainda precisa aprender. Eles ajudam a ajustar a rota e a enxergar novas possibilidades. É possível tirar lições até mesmo enquanto se cozinha, porque nada passa despercebido quando a consciência está ampliada.

A psicoterapia ajuda a desenvolver esse olhar diante de qualquer experiência que a vida possa proporcionar. Ela nos ensina a perceber que a existência está o tempo todo revelando algo necessário para a nossa evolução. Tudo o que precisamos fazer é estar atentos.

Psicóloga Vanessa Martins Romancini
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