30/09/2026
O nascimento de um bebê costuma ser associado a felicidade, realização e amor. Mas a realidade do pós-parto também pode envolver exaustão, insegurança, ansiedade e mudanças emocionais intensas. E, para algumas mulheres, esse sofrimento vai além do que podemos considerar uma adaptação normal ao puerpério.
A depressão pós-parto pode se manifestar como tristeza persistente, perda de interesse, culpa excessiva, ansiedade, falta de energia, dificuldade para dormir ou a sensação de não se reconhecer mais. Algumas mães também podem sentir dificuldade em criar vínculo com o bebê — e isso não significa falta de amor ou que ela seja uma mãe ruim.
Existe uma diferença importante entre o chamado baby blues, que é comum nos primeiros dias após o parto e tende a melhorar espontaneamente, e um quadro depressivo, que pode ser mais intenso, persistente e interferir na vida da mulher.
Por isso, finalizando Setembro Amarelo, é importante falar sobre saúde mental materna também é falar sobre prevenção. A mãe também precisa ser cuidada. Se algo não parece bem, não é preciso esperar chegar ao limite para pedir ajuda. Reconhecer o sofrimento e buscar avaliação profissional pode mudar completamente a experiência do pós-parto.
💮 Dra Julia Guimarães
CRM-MT 9126 | RQE 5656