Psicóloga Luana Ribeiro

Psicóloga Luana Ribeiro Psicóloga | Abordagem Humanista e Intercultural | Psicoterapia para vínculos, presença e autocuidado.

Acolho pais e filhos adultos no caminho do afeto, do autoconhecimento e da liberdade de estar presente e pertencer ao mundo.

Nem sempre o silêncio é tranquilidade.Às vezes, ele é uma forma de evitar o que parece difícil: uma conversa, um limite,...
18/05/2026

Nem sempre o silêncio é tranquilidade.

Às vezes, ele é uma forma de evitar o que parece difícil: uma conversa, um limite, um posicionamento.

E, no curto prazo, isso pode até trazer alívio.
Mas o que não é dito não deixa de existir — só muda de lugar.

Vai se acumulando, aparecendo em forma de irritação, afastamento ou desgaste na relação.

Se posicionar não é sobre criar conflito.
É sobre não sustentar, sozinho, algo que precisa ser olhado.

E, aos poucos, aprender a dizer o que precisa ser dito… também é cuidado. 🤍

14/05/2026

Em algum momento da sua vida, você aprendeu que sentir era perigoso. Não foi uma escolha consciente, foi algo que foi sendo construído aos poucos, nas falas que você ouviu, nas reações que recebeu, nas vezes em que mostrar emoção trouxe consequência. E você se adaptou.

Talvez tenha sido dentro de casa, talvez fora. Mas a mensagem ficou: sentir expõe, vulnerabilidade enfraquece, é melhor segurar. E você segurou. Tanto que hoje isso já nem parece uma escolha, parece quem você é.

O problema é que aquele menino que aprendeu a se proteger ainda está aí. Ainda reage, ainda evita, ainda controla. E muitas vezes você chama isso de personalidade, quando na verdade é defesa.

E não começou em você. É um padrão que vem sendo repetido há gerações, homens ensinando homens a reprimir, a endurecer, a não acessar o que sentem. Ninguém questionou, só passou adiante.

Mas agora é você que está aqui. E isso muda tudo.

Porque você já não é mais aquele menino que precisava se proteger de tudo. Hoje você pode olhar para isso com consciência, entender de onde vem, e escolher diferente.

Sentir não é ameaça. Vulnerabilidade não é rejeição. E quando você começa a acessar isso, você não só muda a sua forma de viver, você interrompe um ciclo inteiro.

E talvez, pela primeira vez, você consiga existir sem precisar se defender o tempo todo.

Quando um homem chega na terapia, geralmente ele já tentou resolver sozinho.Já pensou demais.Já tentou controlar.Já tent...
12/05/2026

Quando um homem chega na terapia, geralmente ele já tentou resolver sozinho.

Já pensou demais.Já tentou controlar.Já tentou ignorar.Já tentou seguir como se estivesse tudo bem.

E mesmo assim, continua esbarrando nos mesmos padrões, nas mesmas reações e nos mesmos desgastes emocionais.

Por isso, o início da terapia não é sobre dar respostas rápidas.

É sobre entender como esse homem aprendeu a funcionar ao longo da vida. Como reage ao desconforto, como se protege, como lida com o que sente e como se relaciona consigo e com os outros.

Porque, muitas vezes, o sofrimento não está apenas no que aconteceu. Está na forma como ele precisou aprender a suportar tudo sozinho.

E sem compreender esse padrão, qualquer tentativa de mudança vira apenas esforço repetido.

Terapia não é sobre fragilidade.É sobre clareza.Sobre consciência.E sobre conseguir fazer diferente de forma real.

07/05/2026

Você aprendeu que tem que dar conta sozinho. Que pedir ajuda é fraqueza. Que homem resolve, suporta, aguenta. Então você segue assim. Carregando tudo. Sem dividir, sem elaborar, sem entender de onde vem o que você sente.

Só que isso não te fortalece. Só te mantém no mesmo lugar.

Porque o que não é enfrentado, se repete. Nos seus relacionamentos, nas suas reações, nas escolhas que você faz sem perceber. E muitas vezes você acha que é “seu jeito”, quando na verdade são padrões que você nunca parou para olhar.

Terapia não é para quem não aguenta. É para quem decidiu parar de viver no automático. Para quem quer entender por que reage do jeito que reage, por que se afasta, por que repete, por que não consegue sustentar certas coisas.

Isso não é fuga. É confronto.

É você assumir responsabilidade pelo que sente, pelo que faz e pelo impacto que isso tem na sua vida e nas pessoas ao seu redor.

E quando você faz isso, você não só muda a sua história. Você interrompe um padrão que poderia continuar por gerações.

Isso não é fraqueza. É força de verdade.

Você aprendeu, de alguma forma, que amadurecer era se tornar mais controlado, mais distante, menos afetado pelo que sent...
04/05/2026

Você aprendeu, de alguma forma, que amadurecer era se tornar mais controlado, mais distante, menos afetado pelo que sente. E com o tempo, isso pode até parecer estabilidade.

Mas muitas vezes é só uma forma de adaptação ao que nunca foi elaborado.

Quando o acesso ao que se sente diminui, não desaparece apenas o desconforto. Também se reduz a capacidade de conexão, de comunicação e de presença nas relações.

Maturidade não é ausência de emoção. É capacidade de sustentar o que se sente sem precisar se fechar para isso.

E isso não vem com o tempo. Vem com consciência.

02/05/2026

Você aprendeu que precisa produzir para valer alguma coisa. Que quanto mais entrega, mais merece respeito, reconhecimento, amor. E sem perceber, sua vida começa a girar em torno disso. Trabalhar, resolver, sustentar, dar conta. Sempre mais. Sempre além.

Só que esse cansaço não é só do corpo. É aquele peso constante de nunca se sentir suficiente, de achar que se parar tudo desmorona, de viver em alerta mesmo quando não existe ameaça real. E ninguém vê. Ninguém pergunta. Porque de fora, parece que está tudo sob controle.

O problema é que você não foi ensinado a existir, foi ensinado a performar. E quando o valor f**a preso ao desempenho, descansar parece fraqueza, parar parece fracasso, pedir ajuda parece sinal de incapacidade.

Só que o corpo cobra. A mente cobra. E esse desgaste começa a aparecer em silêncio, no distanciamento, na falta de energia, na dificuldade de se conectar de verdade com alguém.

Você não é só o que você produz. E enquanto você não se permitir existir além disso, vai continuar tentando provar um valor que nunca vai se sustentar.

Descansar não te diminui. Te mantém inteiro. E às vezes, a força que você acha que precisa provar… começa exatamente quando você para.

Você não explode porque é agressivo, você explode porque aprendeu a reprimir. Desde menino, você ouviu que homem não cho...
28/04/2026

Você não explode porque é agressivo, você explode porque aprendeu a reprimir. Desde menino, você ouviu que homem não chora, que tem que ser forte, e você acreditou. Então aprendeu a engolir, a fingir que está tudo bem, a seguir como se nada estivesse acontecendo, até isso virar automático.

Mas o que é reprimido não desaparece. Se acumula, se transforma e começa a sair de outras formas. Na irritação, no tom mais duro, no controle, no afastamento. E aos poucos, você vai afastando as pessoas sem perceber, sem entender exatamente o porquê.

Não é falta de sentimento. É falta de acesso ao que você sente. E quando você não consegue acessar, também não consegue comunicar. E aquilo que não é dito acaba sendo expresso da pior forma.

Vulnerabilidade não é fraqueza. É a capacidade de reconhecer o que acontece dentro de você sem precisar se defender o tempo todo. E o homem que desenvolve isso não perde força, ele ganha controle de verdade.

Esse pode ser você.

Você não aprendeu a sentir, aprendeu a controlar. E quando não existe palavra, tudo vira a mesma coisa. Raiva vira respo...
20/04/2026

Você não aprendeu a sentir, aprendeu a controlar. E quando não existe palavra, tudo vira a mesma coisa. Raiva vira resposta pra tudo, mesmo quando não é raiva. Às vezes é medo, às vezes é insegurança, às vezes é aquela sensação de não ser suficiente que nunca foi dita, nem pra ninguém, nem pra si mesmo.

O problema é que isso não f**a dentro. Sai no jeito de falar, no tom, no silêncio, no afastamento, no controle. E quem está do outro lado não vê medo, vê dureza. Não vê insegurança, vê frieza. E aos poucos, a relação vai desgastando sem que você entenda exatamente o porquê.

Não é falta de sentimento. É falta de vocabulário. E sem vocabulário emocional, você não consegue reconhecer o que sente, muito menos comunicar. E aquilo que não é nomeado, sempre encontra um jeito de sair, normalmente da pior forma.

Aprender a dar nome ao que acontece dentro de você não te enfraquece. Te organiza. Te dá consciência. E só quem entende o que sente consegue, de fato, ter controle.

17/04/2026

Tem homem que não é agressivo, ele só nunca aprendeu a dizer o que sente. E quando você não tem palavra, você usa o que tem. A raiva vira resposta pra tudo, mas nem sempre é raiva.

E isso aparece como grosseria, silêncio, afastamento, controle. E quem está do outro lado enxerga um homem difícil, quando, na verdade, existe um homem que não sabe se explicar nem por dentro.

Não é falta de sentimento. É falta de vocabulário. E sem vocabulário emocional não existe comunicação, não existe relação que sustente, não existe controle de verdade. Porque controlar não é reprimir, é entender o que está acontecendo dentro de você.

E isso começa pelo básico: saber dar nome ao que sente. Porque aquilo que você não nomeia sempre encontra um jeito de sair. Vamos juntos?

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