20/11/2025
TEA e TDAH são condições para a vida toda. Isso não signif**a que nada muda.
Terapia não “cura” rótulos; constrói habilidades. E habilidade aprendida vira autonomia no dia a dia.
Para TEA, terapia signif**a:
• Comunicação funcional: palavras, gestos, recursos visuais — sair da frustração e conseguir se fazer entender.
• Interação e brincar compartilhado: dividir turnos, olhar, esperar, combinar.
• Autocuidado e rotina: vestir-se, higiene, alimentação — passo a passo até virar hábito.
• Comportamentos desafiadores: identif**ar gatilhos, ensinar alternativas e autorregulação (em vez de só “podar” o comportamento).
• Sensorial: ampliar tolerâncias (sons, texturas) com segurança.
• Família e escola treinadas: o que fazer, como fazer, quando reforçar.
Para TDAH, terapia signif**a
• Organização e planejamento: quebrar tarefas, usar timers, checklist, agenda visual.
• Atenção e impulsividade: treinar “parar–pensar–fazer”, tolerar frustração, combinar recompensas.
• Rotina de estudos: ambiente sem ruído, método simples e repetível.
• Autoestima pelo progresso: reforçar esforço e estratégia, não só nota.
• Treinamento parental: comandos objetivos, limites consistentes, reforço positivo que funciona.
(Em alguns casos, a medicação pode ser indicada para TDAH e potencializa o que a terapia ensina.)
Por trás disso tudo está a neuroplasticidade: o cérebro aprende com repetição + reforço. Não é mágica, é processo. Metas claras, passos pequenos, acompanhamento — e, com o tempo, mais autonomia, menos sofrimento e melhor participação na escola e em casa.
Não é sobre “curar” . É sobre dar ferramentas para que ele viva melhor quem ele é. 💛
Klesia Adaynny
Médica Neurologista - Cuiabá- MT
CRM 11127-MT RQE 7193
cuiabá