Klesia Adaynny Rodrigues

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Klesia Adaynny Rodrigues Médica neurologista com foco em atendimento infantil em Cuiabá-MT

26/03/2026

A intenção não é causar alarmismo e sim mostrá-los que, muitas vezes, temos que avaliar o todo em volta das nossas crianças para conseguir compreender um quadro clínico.

E que a visão dos pais e cuidadores, atenta e constante faz toda a diferença. Sobretudo para a saude mental das crianças e na prevenção de abuso infantil

Dra. Klesia Adaynny
Médica Neurologista em Cuiabá MT
CRM 11127-MT RQE 7193

20/03/2026

Você já sabia que existem 3 todos de TDAH?

Qual sua dúvida sobre o assunto? Deixe aqui nos comentários que eu te respondo.

Dra. Klesia Adaynny
Médica Neurologista
CRM 11127-MT RQE 7193

Não é incomum ouvirmos, em consulta, pais referirem que seu filho começou a desenvolver a fala, falando “mamãe”, “papai”...
25/11/2025

Não é incomum ouvirmos, em consulta, pais referirem que seu filho começou a desenvolver a fala, falando “mamãe”, “papai”, dando tchau, dentre outras habilidades iniciais, e que depois parou, não evoluindo e passando a perder aquilo que tinha aprendido.

Este fenômeno é uma realidade que pode ocorrer em até 20% a 30% das crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Estas crianças aparentam inicialmente ter um desenvolvimento típico, quando então começam a perder habilidades que já haviam adquirido.

Geralmente a média de idade desta regressão é entre 1 a 2 anos de idade, os pais frequentemente percebem sinais como a diminuição da comunicação verbal, menos interação social, e até mesmo comportamentos repetitivos que podem surgir nesse estágio.

Infelizmente, até o momento, os estudos não se mostraram suficientemente semelhantes, o que torna difícil respostas robustas sobre o momento exato ou o tipo de regressão observada em diferentes crianças.

Porém, alguns sinais devem ser levados em consideração:

• Diminuição no uso de palavras ou frases que a criança costumava usar.

• Retraimento em atividades sociais, como brincar com outras crianças.

• Mudanças no comportamento, como aumento da irritabilidade ou frustração.

É fundamental que os pais e cuidadores estejam atentos a qualquer perda de habilidade. O reconhecimento precoce de qualquer marco anteriormente adquirido é um sinal de alarme e deve ser conversado com seu médico.

Klesia Adaynny
Médica Neurologista - Cuiabá- MT
CRM 11127-MT RQE 7193

TEA e TDAH são condições para a vida toda. Isso não signif**a que nada muda.Terapia não “cura” rótulos; constrói habilid...
20/11/2025

TEA e TDAH são condições para a vida toda. Isso não signif**a que nada muda.

Terapia não “cura” rótulos; constrói habilidades. E habilidade aprendida vira autonomia no dia a dia.
Para TEA, terapia signif**a:

• Comunicação funcional: palavras, gestos, recursos visuais — sair da frustração e conseguir se fazer entender.
• Interação e brincar compartilhado: dividir turnos, olhar, esperar, combinar.
• Autocuidado e rotina: vestir-se, higiene, alimentação — passo a passo até virar hábito.
• Comportamentos desafiadores: identif**ar gatilhos, ensinar alternativas e autorregulação (em vez de só “podar” o comportamento).
• Sensorial: ampliar tolerâncias (sons, texturas) com segurança.
• Família e escola treinadas: o que fazer, como fazer, quando reforçar.
Para TDAH, terapia signif**a
• Organização e planejamento: quebrar tarefas, usar timers, checklist, agenda visual.
• Atenção e impulsividade: treinar “parar–pensar–fazer”, tolerar frustração, combinar recompensas.
• Rotina de estudos: ambiente sem ruído, método simples e repetível.
• Autoestima pelo progresso: reforçar esforço e estratégia, não só nota.
• Treinamento parental: comandos objetivos, limites consistentes, reforço positivo que funciona.

(Em alguns casos, a medicação pode ser indicada para TDAH e potencializa o que a terapia ensina.)

Por trás disso tudo está a neuroplasticidade: o cérebro aprende com repetição + reforço. Não é mágica, é processo. Metas claras, passos pequenos, acompanhamento — e, com o tempo, mais autonomia, menos sofrimento e melhor participação na escola e em casa.
Não é sobre “curar” . É sobre dar ferramentas para que ele viva melhor quem ele é. 💛
Klesia Adaynny
Médica Neurologista - Cuiabá- MT
CRM 11127-MT RQE 7193

cuiabá

Um sono de qualidade é essencial para o desenvolvimento físico e cognitivo das crianças.Se você tem dúvidas ou está preo...
18/11/2025

Um sono de qualidade é essencial para o desenvolvimento físico e cognitivo das crianças.

Se você tem dúvidas ou está preocupado com o sono do seu filho, entre em contato e agende uma consulta.

Klesia Adaynny
Médica Neurologista
CRM 11127-MT RQE 7193

Uma convulsão é um evento assustador para qualquer pai ou responsável.Ela ocorre quando há uma atividade elétrica anorma...
13/11/2025

Uma convulsão é um evento assustador para qualquer pai ou responsável.

Ela ocorre quando há uma atividade elétrica anormal no cérebro, levando a movimentos anormais do corpo, perda de consciência, ou outros sinais e sintomas.

Nas crianças, convulsões podem ser causadas por febre alta, infecções do sistema nervoso, traumas, hipoglicemia, distúrbios hidroeletrolíticos ou condições neurológicas, como epilepsia.

Alguns cuidados de como agir durante uma crise convulsiva:
✅Mantenha a calma: Respire fundo e mantenha a tranquilidade.
✅Deite a criança de lado: Isso ajuda a evitar que ela se engasgue com saliva ou vômito.
✅Afaste objetos perigosos: Retire objetos ao redor que possam machucar a criança.
❌Não segure a criança: Evite segurar os movimentos dela; apenas proteja sua cabeça, evitando que bata no chão.
❌Não coloque nada na boca e não segure a língua: Isso pode causar lesões. Deixe a boca e o nariz livre. Não jogue água no rosto da criança.
✅Observe a duração da crise: Se durar mais de 5 minutos, a criança deve ser avaliada imediatamente no PS mais perto de sua casa. Se necessário, chame o SAMU (192).
✅Procure ajuda médica: Após a crise, leve seu filho ao médico para uma avaliação detalhada.

Lembre-se, saber como agir pode fazer toda a diferença.
Sempre mantenha a calma e siga esses passos para proteger seu filho durante uma convulsão.

Klesia Adaynny
Médica Neurologista
CRM 11127-MT RQE 7193

O diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) deve ser feito por um médico que atue na área e muitas vezes, requ...
11/11/2025

O diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) deve ser feito por um médico que atue na área e muitas vezes, requer uma abordagem multidisciplinar, é clínico e envolve:

Observação e Relatos: observação da criança nos ambientes e descrição dos cuidadores sobre o comportamento e desenvolvimento da criança;

Avaliação Comportamental: Ferramentas de rastreamento e de diagnóstico, e entrevistas estruturadas são usadas por profissionais treinados;

Uma boa e estruturada anamnese e exame físico;

Em alguns casos, podem ser necessários te**es neuropsicológicos e exames laboratoriais, a fim de elucidação diagnóstica complementar.

E sempre lembrar: Pediatras, neuropediatras, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicopedagogos, entre outros, trabalham juntos!

A detecção precoce é essencial para intervenções ef**azes.

Klesia Adaynny
Médica Neurologista - Cuiabá- MT
CRM 11127-MT RQE 7193

Já tentou dizer a um bebê de 1 ano para não mexer na tomada? Como foi? Frustrante, né?Por que será?Primeiro, nós devemos...
05/11/2025

Já tentou dizer a um bebê de 1 ano para não mexer na tomada? Como foi? Frustrante, né?

Por que será?
Primeiro, nós devemos entender que o cérebro de uma criança não está completamente formado. Longe disso!

O cérebro das crianças ainda está em desenvolvimento. O córtex pré-frontal, responsável por autorregulação do comportamento, para controle dos nossos impulsos e para tomadas de decisão. Ele começa a se desenvolver entre 3 - 4 anos de idade e só está totalmente formado na terceira década de vida.

Por isso, f**a mais fácil entender porque as crianças têm a imensa dificuldade em:
Em obedecer/ cumprir o não
Parar uma atividade quando solicitamos e passar para outra (principalmente se da nossa vontade)
Realizar mais do que uma tarefa ao mesmo tempo
Manter a concentração por longos períodos
Agir de forma “adequada” em certos momentos
Controlar impulsos

Como ajudar?
Mantenha a calma: Sua serenidade ajuda a criança a se acalmar e mostra que você está ao lado dela, disposto a ajudar.

Redirecione a atenção: Em vez de insistir na ordem, tente mudar o foco da criança para outra atividade, ao invés de f**ar na árdua tentativa de impor a ordem.

Evite repreensões durante a crise: Foque em oferecer suporte emocional em vez de corrigir no calor do momento.

Converse quando a situação estiver tranquila: Ajude a criança a entender seus sentimentos e trabalhar juntos em estratégias para lidar melhor com esses momentos.

A chave é o entendimento e a paciência. As crianças precisam de ajuda para aprender a lidar com suas emoções, não de mais estresse.

Klesia Adaynny
Médica Neurologista | Cuiabá- MT
CRM 11127-MT RQE 7193

Você começa a orientar e, no meio da frase, ela já está do outro lado da sala.Hiperatividade é o cérebro acelerado, muit...
30/10/2025

Você começa a orientar e, no meio da frase, ela já está do outro lado da sala.

Hiperatividade é o cérebro acelerado, muito além do “agitada para a idade”. Por isso, redobre sua paciência, pois será essencial para estabelecer uma boa comunicação.

Como tornar a conversa possível no dia a dia:

1️⃣ Chegue perto e ganhe o olhar: chame pelo nome, agache ao nível dos olhos.
2️⃣ Uma instrução por vez: “agora sapato; depois mochila”. Frases curtas, verbos de ação.
3️⃣ Ambiente limpo de distrações: TV e celular off na hora de orientar.
4️⃣ Confirme a compreensão: “me conta o que vem primeiro?”.
5️⃣ Mostre a rotina: 3–5 passos num quadro simples + o tempo.
6️⃣ Movimento antes de foco: 10–15 min de gasto de energia (pular, correr, elástico) antes da tarefa.
7️⃣ Elogie o esforço visível: “vi que você ficou sentado 8 minutos, ótimo começo!”.

Repita com a mesma calma: consistência ensina segurança.

Isso não “estraga” ninguém. Ajusta o ambiente para o cérebro dela conseguir entregar o que sabe. Se o impacto for grande em casa ou na escola, uma avaliação com neurologista infantil ajuda a traçar estratégia (e, quando indicado, complementar com terapias e orientação aos pais).

Cuidar de uma criança hiperativa cansa. Respire entre uma tentativa e outra. Um passo de cada vez ainda é caminho.

Klesia Adaynny
Médica Neurologista - Cuiabá- MT
CRM 11127-MT RQE 7193

Cobrar direitos na escola cansa e muitas vezes desgasta a relação. Entrar com laudo, explicar de novo, ouvir “vamos obse...
28/10/2025

Cobrar direitos na escola cansa e muitas vezes desgasta a relação. Entrar com laudo, explicar de novo, ouvir “vamos observar”… tudo isso pesa. E, ainda assim, você segue. Isso não é ser “mãe difícil”; é ser ponte entre o que seu filho precisa e o que a escola deve oferecer.

Vale lembrar: pedir por escrito não é criar conflito, é organizar o processo. Insistir em adaptação é garantir acesso. Fazer follow-up não é chatice, é cuidado.

Você não precisa dar conta de tudo de uma vez. Respire, delegue quando puder, celebre as pequenas vitórias. Estamos aqui para informar e acolher, para que essa travessia seja mais leve e o seu filho tenha o que é dele por direito. 💛

Klesia Adaynny
Médica Neurologista
CRM 11127-MT RQE 7193

Endereço

R. Das Papoulas, 244/Jardim Cuiaba
Cuiabá, MT
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