Dr Giovanni Targa

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Receber um diagnóstico de câncer e ouvir que a cirurgia é necessária é um momento de muita informação em pouco tempo. Ne...
06/08/2026

Receber um diagnóstico de câncer e ouvir que a cirurgia é necessária é um momento de muita informação em pouco tempo. Nesse contexto, buscar uma segunda opinião não é desconfiança — é parte do processo de tomar uma decisão bem embasada.

A segunda opinião cirúrgica existe justamente para isso: confirmar se a indicação está correta, entender se há mais de uma abordagem possível para o mesmo caso, e saber o que cada opção oferece em termos de resultado e recuperação.

Na oncologia, isso é especialmente relevante porque a primeira cirurgia é, na maioria das vezes, a cirurgia com maior potencial de cura. Uma decisão mal tomada no início pode limitar as opções que vêm depois.

O bom cirurgião não se sente ameaçado por uma segunda opinião. Pelo contrário — ela fortalece a confiança do paciente e garante que o caminho escolhido é realmente o mais adequado para aquele caso específico.

Se você recebeu indicação cirúrgica e tem dúvidas, agende uma avaliação.

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A esofagectomia - remoção do esôfago - é uma das cirurgias mais exigentes da oncologia. O esôfago percorre o pescoço, o ...
31/07/2026

A esofagectomia - remoção do esôfago - é uma das cirurgias mais exigentes da oncologia. O esôfago percorre o pescoço, o tórax e o abdômen, o que torna o acesso cirúrgico naturalmente complexo.

Durante décadas, esse acesso dependia de grandes incisões no tórax e no abdômen. Com o desenvolvimento das técnicas minimamente invasivas - laparoscópica, toracoscópica e, mais recentemente, robótica - o cirurgião passou a operar por incisões menores, com câmera e instrumentos de alta resolução, sem perder a capacidade de remover o tumor com a extensão necessária.

Os benefícios documentados incluem menor sangramento, recuperação respiratória mais rápida e menor tempo de internação em casos adequados. O pulmão, que precisa ser parcialmente mobilizado durante a cirurgia, responde melhor às abordagens menos invasivas.

A técnica, porém, exige treinamento específico e estrutura hospitalar compatível. Nem todo centro realiza esofagectomia minimamente invasiva com o mesmo nível de resultado.

Se você tem diagnóstico de câncer de esôfago e a cirurgia está sendo discutida como parte do seu tratamento, agende uma consulta para falar sobre a abordagem mais indicada no seu caso.

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Durante muito tempo, a cirurgia aberta foi o único caminho para tratar o câncer de estômago. Hoje, em casos selecionados...
28/07/2026

Durante muito tempo, a cirurgia aberta foi o único caminho para tratar o câncer de estômago. Hoje, em casos selecionados, é possível realizar a gastrectomia por laparoscopia ou por robótica - com incisões menores, menos sangramento e recuperação mais rápida.

A abordagem minimamente invasiva não é um atalho. Ela exige o mesmo rigor oncológico da cirurgia aberta: remoção do tumor com margens adequadas e retirada dos gânglios linfáticos da região - o que os cirurgiões chamam de linfadenectomia D2, o padrão recomendado internacionalmente.

A escolha entre aberta, laparoscópica ou robótica depende de vários fatores: localização do tumor no estômago, tamanho e extensão local, condições clínicas do paciente e experiência do cirurgião com cada técnica.

O que não muda em nenhuma dessas abordagens é o objetivo: retirar o tumor com segurança e com as melhores condições para o resultado oncológico.

Se você tem diagnóstico de câncer de estômago e quer entender qual abordagem é mais adequada para o seu caso, esse é o momento de conversar com um cirurgião oncológico experiente.

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24/07/2026

A cirurgia de Whipple — nome técnico: duodenopancreatectomia cefálica — é o procedimento padrão para tumores localizados na cabeça do pâncreas. É também uma das cirurgias mais extensas realizadas em oncologia abdominal.

Nela, o cirurgião remove a parte da cabeça do pâncreas onde está o tumor, junto com o duodeno — o primeiro trecho do intestino delgado —, parte do estômago em alguns casos, a vesícula biliar e um segmento do ducto biliar. Em seguida, reconecta todas essas estruturas para que a digestão volte a funcionar.

A complexidade é real. Mas nas mãos de um cirurgião experiente e num centro com estrutura adequada, ela é realizada com segurança. O tempo de recuperação varia, e o pós-operatório pede acompanhamento próximo — especialmente para a adaptação digestiva e o controle de complicações.

A Whipple só é indicada quando o tumor tem condições técnicas de ser retirado com margem adequada. Quando isso é possível, ela é o tratamento com maior potencial curativo disponível.

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O PSA — antígeno prostático específico — é uma proteína produzida pela próstata. Seus níveis no sangue sobem em diferent...
22/07/2026

O PSA — antígeno prostático específico — é uma proteína produzida pela próstata. Seus níveis no sangue sobem em diferentes situações: câncer de próstata é uma delas, mas não é a única.

Infecções urinárias, inflamação da próstata e até o crescimento benigno do órgão também elevam o PSA. Por isso, um resultado alterado não é diagnóstico. É um sinal que precisa de contexto.

O que o médico avalia junto ao PSA: a velocidade com que o valor subiu entre exames, a relação entre PSA livre e PSA total, a idade do paciente, o volume da próstata e, quando necessário, a biópsia para confirmar ou afastar o diagnóstico.

O que um PSA elevado nunca deve ser é ignorado. Porque quando o câncer de próstata está confinado à glândula — sem se espalhar para outras estruturas —, as opções de tratamento cirúrgico são as mais eficazes.

Se o seu PSA veio alterado ou você nunca fez esse exame, esse é o momento de conversar com um especialista.

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A maioria das pessoas convive por semanas ou meses com a dificuldade de engolir antes de procurar um médico. Atribui o s...
17/07/2026

A maioria das pessoas convive por semanas ou meses com a dificuldade de engolir antes de procurar um médico. Atribui o sintoma a refluxo, a estresse, a "algo que ficou preso". Mas quando a disfagia é progressiva — começa com carnes e pão, avança para purês e depois para líquidos —, ela precisa ser investigada com urgência.

O câncer de esôfago raramente dá sinais antes de crescer. A disfagia progressiva é frequentemente o primeiro sintoma percebido, e já indica que o tumor tem um tamanho relevante dentro do esôfago.

Outros sinais que costumam acompanhar: perda de peso não intencional, regurgitação de alimentos, dor ao engolir e rouquidão persistente.
Nenhum desses sintomas isolado confirma um diagnóstico. Mas qualquer combinação deles, com duração superior a duas semanas, indica que uma avaliação não pode esperar.

O esôfago tem tratamento. Quanto antes o diagnóstico, maiores as opções cirúrgicas disponíveis.

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O pâncreas é um órgão profundo, protegido por outras estruturas abdominais. Isso tem uma consequência direta: quando um ...
15/07/2026

O pâncreas é um órgão profundo, protegido por outras estruturas abdominais. Isso tem uma consequência direta: quando um tumor começa a se desenvolver ali, dificilmente provoca sintomas no início.

A dor abdominal ou nas costas, a icterícia — aquele amarelamento da pele e dos olhos — e a perda de peso não intencional costumam aparecer quando o tumor já atingiu um tamanho relevante ou se espalhou para estruturas próximas. Não é descuido do paciente. É a biologia do órgão.

Por isso, qualquer combinação de sintomas abdominais persistentes e inexplicados merece investigação, especialmente em pessoas com histórico familiar de câncer de pâncreas, diabetes de início recente em adulto sem fator de risco aparente, ou pancreatite de causa não identificada.

O diagnóstico precoce no câncer de pâncreas ainda é o principal fator que amplia as possibilidades cirúrgicas. E cirurgia, quando possível, é o tratamento com maior potencial de resultado.

Em caso de sintomas persistentes, procure avaliação.

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A cirurgia robótica representa um avanço real na oncologia, mas não é uma resposta universal. Ela é uma ferramenta, e co...
10/07/2026

A cirurgia robótica representa um avanço real na oncologia, mas não é uma resposta universal. Ela é uma ferramenta, e como qualquer ferramenta, sua utilidade depende do contexto em que é usada.

Em tumores que exigem dissecção precisa em espaços anatômicos estreitos, como a pelve no câncer de próstata ou o mediastino em certos casos de esôfago, a robótica oferece vantagens concretas: maior amplitude de movimento, visão tridimensional ampliada e tremor eliminado dos instrumentos.

Em outros cenários, a cirurgia laparoscópica convencional ou mesmo a abordagem aberta pode ser mais adequada, dependendo da localização do tumor, do estágio da doença, das condições clínicas do paciente e da anatomia individual.

A decisão não é entre "robótica" e "convencional". É entre a abordagem que oferece o melhor resultado para aquele paciente, naquele momento, com aquele tumor específico.

Se você tem dúvidas sobre qual técnica cirúrgica é mais indicada para o seu caso, essa conversa começa numa consulta com um cirurgião oncológico experiente.

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A gastrectomia — cirurgia para retirada parcial ou total do estômago — é um dos procedimentos mais complexos da oncologi...
07/07/2026

A gastrectomia — cirurgia para retirada parcial ou total do estômago — é um dos procedimentos mais complexos da oncologia abdominal. Mas a dúvida que mais aparece no consultório não é sobre a cirurgia em si: é sobre o que vem depois.

Quando parte do estômago é removida, o cirurgião reconecta o sistema digestivo para que o alimento continue percorrendo o caminho correto. Existem diferentes técnicas de reconstrução, e a escolha depende da extensão da cirurgia e da anatomia de cada paciente.

No pós-operatório, o organismo passa por uma fase de adaptação. As refeições ficam menores e mais frequentes. O trânsito alimentar muda. Algumas pessoas precisam ajustar a dieta de forma mais significativa do que outras — e isso faz parte do processo, não é sinal de que algo deu errado.

Com acompanhamento adequado, a maioria dos pacientes retoma uma rotina alimentar funcional. O objetivo da cirurgia é a cura ou o controle da doença — e esse objetivo não muda.

Se você ou alguém próximo tem diagnóstico de câncer de estômago, converse com um especialista em cirurgia oncológica sobre todas as etapas do tratamento.

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A cirurgia da próstata evoluiu muito nas últimas décadas. Hoje, a técnica robótica permite ao cirurgião operar com instr...
04/07/2026

A cirurgia da próstata evoluiu muito nas últimas décadas. Hoje, a técnica robótica permite ao cirurgião operar com instrumentos articulados que se movem com mais liberdade do que a mão humana dentro de um espaço pequeno como a pelve.

Isso se traduz em menor sangramento durante a cirurgia, visualização em alta definição ampliada e, em casos selecionados, maior chance de preservar as estruturas responsáveis pela continência urinária e função erétil.

Mas a técnica não substitui a avaliação. Cada caso tem suas particularidades — localização do tumor, volume da próstata, histórico do paciente. O que determina o melhor caminho não é o equipamento, é a indicação cirúrgica correta para aquele paciente específico.

Se você tem diagnóstico de câncer de próstata e ainda não discutiu as opções cirúrgicas com um especialista, esse é o próximo passo.

Agende uma avaliação.

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