16/09/2026
Na prática clínica, poucos pacientes desenvolvem uma crise dolorosa sem que alterações funcionais tenham surgido previamente.
Sobrecarga repetitiva, fadiga muscular, mudanças no padrão de movimento e mecanismos compensatórios frequentemente antecedem o episódio agudo.
Quando essas adaptações persistem, ocorre aumento progressivo da demanda sobre tecidos periféricos e do processamento nociceptivo, favorecendo a cronificação.
A crise representa, muitas vezes, o desfecho de um processo fisiopatológico já estabelecido, e não seu ponto de partida.
Reconhecer essa sequência é fundamental para uma abordagem baseada em mecanismos, e não apenas no sintoma.
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Dr. Marco Nihi | CRM-PR 36475 | RQE 28638 - 29730