07/04/2026
Eu vivi anos achando que tinha algo de errado comigo.
Desde criança, eu sentia que minha cabeça funcionava diferente.
Eu até tentava acompanhar, me organizar, focar… mas parecia sempre mais difícil pra mim do que para os outros.
Era como se eu estivesse sempre um passo fora do ritmo.
Na infância e na adolescência, meu pai percebeu isso.
Ele me levou em vários profissionais, tentou entender, buscou respostas…
Mas naquela época, a informação era muito limitada.
E eu cresci sem um diagnóstico, só com a sensação de que havia algo errado comigo.
Isso me acompanhou por muitos anos.
Mesmo adulta, essa sensação não foi embora.
Eu sabia que tinha algo ali… só não sabia o quê.
Foi quando comecei a estudar mais profundamente, principalmente depois da minha formação em psicanálise, que comecei a olhar pra mim com outros olhos.
Eu entendia os pacientes,
mas, no fundo, comecei a me reconhecer em muitas histórias.
Decidi investigar.
Procurei um neurologista e um psiquiatra, iniciei acompanhamento e foi no ano de 2024 que veio o diagnóstico: TDAH.
E, junto com ele, veio um alívio que eu nem sei explicar.
Não era falta de esforço.
Não era desorganização “por descuido”.
Não era incapacidade.
Era o meu cérebro funcionando de uma forma diferente, um cérebro divergente.
E, pela primeira vez na vida, tudo começou a fazer sentido.
Eu nunca vou esquecer o dia em que iniciei o tratamento.
A primeira vez que tomei a medicação adequada pra mim…
Foi como se, de repente, minha mente tivesse se organizado.
Silenciou um pouco.
Focou.
Fluiu.
Pela primeira vez, eu consegui sustentar a atenção de verdade.
Foi quase… mágico.
Mas, mais do que isso, foi libertador.
Porque quando a gente tem a informação certa,
a gente para de se culpar e começa a se entender.
E isso muda tudo.
Se você também se sente assim, perdido, sobrecarregado, “diferente”, saiba:
talvez não seja culpa sua.
Talvez você só ainda não tenha tido acesso à informação certa.
🦋