13/10/2021
Boa tarde ! Como você está hoje?
Na semana passada eu fiz uma pausa em meu trabalho como psicóloga e tive um bom período de descanso e renovação.
E também de reflexão. Mais uma vez eu percebi que a relação com o meu trabalho ainda pode melhorar muito, pois muitas vezes eu tenho dificuldade em respeitar os meus limites em prol da minha saúde. E por focar demasiadamente no trabalho, esqueço de dar atenção a outras partes de mim.
Já passou por algo parecido?
Essa minha atitude está estritamente relacionada à uma crença que possuo. Lembram-se do que são crenças? São ideias enraizadas que funcionam como verdades absolutas em nós, construídas desde a infância, podendo ser boas ou ruins.
A crença que várias vezes me influencia a não saber quando parar de trabalhar é prejudicial. E estou em um processo contínuo para torná-la mais funcional, mais saudável, e assim melhorar a relação comigo mesma.
Costumo dizer aos meus pacientes que eles devem respeitar os seus próprios processos. Ter paciência na gradativa mudança que vão construindo.
O mesmo vale para mim, o mesmo vale para você.
E seguindo nesse raciocínio, pergunto a você:
➡️ Alguma vez você já se sentiu culpado por descansar, e não estar em plena atividade (seja trabalhando ou estudando)?
➡️ Quando você tem tempo para descansar, você aproveita? Ou a sua mente vagueia no que você "deveria" estar fazendo?
Se você disse sim a essas perguntas, já pensou no porquê?
Ao meu ver, há um valor social engrandecido sobre o trabalho, e muitas vezes a nossa identidade (quem somos) aparece atrelada a uma ocupação. Portanto, a frase “eu sou” geralmente termina com palavras como estudante, estagiário, professor, designer, escritor, empreendedor, enfermeiro, advogado, entre outros.
E em função desse peso social do trabalho, é comum que haja culpa quando não estamos produzindo. Como se fosse errado ter tempo para outras facetas de nós mesmos.
Portanto, você realmente se resume à sua ocupação? Quem você é para além do seu trabalho?
Tenha uma boa quarta! 🤗