Kaio Siqueira.

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Pés descalços 🦶🌊Há quem caminhe olhando o horizonte, quem sente na areia para pensar, quem entra no mar sem pressa e que...
09/04/2026

Pés descalços 🦶🌊

Há quem caminhe olhando o horizonte, quem sente na areia para pensar, quem entra no mar sem pressa e quem só molha os pés... gestos de descanso, diversão, fuga, encontro, espera...

A praia não apaga as diferenças, mas as coloca lado a lado. Corpos distintos, ritmos distintos, modos distintos de existir ocupando o mesmo espaço. Tudo se mistura como em um grande improviso, e por alguns instantes a vida parece menos rígida, mais respirável...

Longe da idealização, por trás, há cansaço, há excesso, há silêncio e há barulho. Pessoas tentando, à sua maneira, habitar/aproveitar o tempo, o corpo e o dia.

No fim, é isso: um lugar onde as pessoas continuam sendo quem são, só que com os pés descalços.

Quiçá, podendo sair um pouco melhor do que entraram. Não é terapia, mas é terapêutico.

"Ninguém entra no mesmo MAR uma segunda vez, pois quando isso acontece já não se é o mesmo, assim como as águas que já serão outras". (Heráclito).

Momento Psi.: Outubro Rosa 🩷Esse mês é um lembrete sobre o cuidado e a importância da prevenção. Nesse evento da cidade,...
09/04/2026

Momento Psi.: Outubro Rosa 🩷

Esse mês é um lembrete sobre o cuidado e a importância da prevenção. Nesse evento da cidade, diversas ações se uniram com um propósito: promover saúde e autocuidado.

Houve atendimento com mastologista, orientações sobre a prevenção ao câncer de mama, vacinação contra DT, Hepatite B e Influenza. Além disso, o CRAS (de vários lugares da cidade) marcou presença com oficinas de designer de sobrancelhas, tranças, manicure e massagem, foi um momento de acolhimento e valorização.

Na psicologia, o cuidado com o corpo também está profundamente ligado ao cuidado com a mente. Desde o toque de uma massagem ou a escuta de um profissional, todos são formas de reconhecer-se, reconstruir-se e reafirmar o próprio valor.

Outubro Rosa é sobre prevenção, mas também é sobre amor-próprio, apoio e sensibilidade.

Momento Psi.: Amorzinho  🦜Entre uma fotografia e outra, surgiu uma cena fora do comum. Um homem caminhando com um papaga...
09/04/2026

Momento Psi.: Amorzinho  🦜

Entre uma fotografia e outra, surgiu uma cena fora do comum. Um homem caminhando com um papagaio no ombro, chamado “Amorzinho”.

Nenhum dos dois parecia se importar com o movimento ao redor. Parecia uma rotina silenciosa de afeto: o senhor oferecia pedaços de fruta, falava baixo, e o pássaro, tranquilo, retribuía com confiança.

Um retrato de vínculo. Em tempos em que o cuidado muitas vezes é reduzido à pressa, aquela relação lembrava que o afeto também é aprendido no cotidiano, nos gestos simples, em presença, no olhar atento ao outro, mesmo quando esse outro tem asas...

À luz da psicologia, o cuidado e a convivência são práticas que constroem subjetividades. E talvez o que vi ali fosse exatamente isso: um laço que, embora “pequeno” e singular, carrega em si algo essencial sobre o que é viver em relação, seja entre humanos, entre animais animais ou com o próprio tempo.










Momento Psi.: Entre Letras e Notas ✏️ 🎶 O Centro de Convivência e Cultura (CECO) funciona como uma prática de cuidado am...
09/04/2026

Momento Psi.: Entre Letras e Notas ✏️ 🎶

O Centro de Convivência e Cultura (CECO) funciona como uma prática de cuidado ampliado dentro do Programa de Saúde Mental: um espaço que usa a arte (música, expressão corporal, artes visuais e artesanato) e práticas integrativas como instrumentos terapêuticos e de convivência.

Aberto à comunidade, o CECO acolhe pessoas de diferentes idades e realidades sociais, com atenção especial para quem vive situações de maior vulnerabilidade, entre elas, pessoas com sofrimento mental. Ao centralizar a criação e a troca coletiva, o espaço oferece alternativas para o sofrimento que passam pela escuta, pela experimentação e pela produção de sentido, e não apenas pela medicalização.

Na perspectiva da Psicologia Social Comunitária, iniciativas como essas promovem pertencimento (fortalecendo vínculos, seja entre pessoas ou na comunidade local), ampliam capacidades individuais (autonomia, expressão, autoestima)... A arte, nesse contexto, é ferramenta de cuidado e de inclusão social.

Em suma: o CECO trabalha na interface entre cultura, saúde e cidadania. Seu valor não está apenas nas oficinas oferecidas, mas na possibilidade de transformar relações comunitárias, reduzir estigmas e fortalecer a capacidade coletiva de produzir bem-estar.
araruama











09/04/2026

Momento Psi.: CECO 🎶

Um lindo evento organizado pela CECO (Centro de Convivência e Cultura) no Open Mall. Um projeto Entre Letras e Notas que ganha novas formas através da arte, da escuta e da convivência.

O CECO é uma estratégia viva de cuidado em saúde que parte de uma lógica ampliada: acredita que criar também é cuidar. A arte, nesse contexto, não é acessório, é a ferramenta principal. Pintar, cantar, escrever, dançar ou simplesmente estar, tudo isso são formas de produzir saúde.

Na psicologia, reconhecemos que o cuidado não se faz apenas entre quatro paredes, mas nas relações, no pertencimento, no reconhecimento mútuo. E é isso que o CECO promove: encontros entre pessoas que, juntas, constroem vínculos, narrativas e formas de estar no mundo.

Entre letras e notas: onde o cuidado se faz com arte, e a arte se faz cuidado!









Entre troncos cortados e animais em fuga, a história se revela. Mas em qual direção? A lâmina atinge a árvore, mas també...
09/04/2026

Entre troncos cortados e animais em fuga, a história se revela. Mas em qual direção?
A lâmina atinge a árvore, mas também corta memórias, lares e o curso da floresta. Uma onça carrega seu filhote como quem carrega o futuro...

No barro, mãos moldam vozes. Cartazes se erguem, não de papel, mas de terra:
‘Paz e amor’.
‘Esse não é o futuro’.
‘Chega de racismo’.
‘Fora os corruptos’.
‘Escola com qualidade’.

A arte não cala.
Ela denuncia, ela acolhe, ela desafia.
Mesmo quando o grito cansa, o barro, a madeira e o olhar do artista continuam a resistir.

Porque resistir… é também criar.

Um pouco de arte! 📸
09/04/2026

Um pouco de arte! 📸

09/04/2026

Aquele dia… 💭

Aquele dia começou com o barulho do motor do barco cortando as águas escuras do rio. A paisagem se abria diante dos olhos, e sem pressa, percebe-se os detalhes: a madeira das casas, o vai e vem das pessoas, os animais que fazem parte da rotina, o cheiro, a chuva, o calor...

Aquele dia foi um ritmo vivido diferente, onde o tempo parece se mover de outro jeito. Nem sempre chegaremos a um lugar e iremos sair o mesmo, certas experiências te mudam. O cotidiano de uma comunidade nos atravessa com sua simplicidade complexa, não no sentido de idealizar/romantizar, mas de reconhecer que ali também há desafios, contradições, luta e muita beleza.

Um dia que deixou marcas como quem aprende mais ouvindo do que falando, mais convivendo do que passando. Conhecer um lugar é também escutar as pessoas, suas histórias, seus silêncios...

Aquele dia passou... mas amanhã voltarei!

O silêncio da paisagem era cortado apenas pelo som do remo tocando a água.A canoa é ferramenta, não adorno. O remo, exte...
09/04/2026

O silêncio da paisagem era cortado apenas pelo som do remo tocando a água.

A canoa é ferramenta, não adorno. O remo, extensão do corpo. No rio, cuidadoso.

Era tarde, o sol já descia e o cansaço chegava...

O rio, que para tanto é paisagem, ali é caminho, sustento, ligação entre casas e muita história.

Comunidade do Pesqueiro: Turismo de Base Comunitária 🐟Nessa comunidade ribeirinha, o turismo é uma oportunidade de renda...
09/04/2026

Comunidade do Pesqueiro: Turismo de Base Comunitária 🐟

Nessa comunidade ribeirinha, o turismo é uma oportunidade de renda e desenvolvimento local. A comunidade tem se organizado para oferecer serviços turísticos, como passeios de barco, organizam serviços de hospedagem, compartilham saberes sobre pesca artesanal e a dinâmica dos manguezais e experiências gastronômicas que destacam a culinária regional.

O Turismo de Base Comunitária (TBC) tem sido promovido como uma forma de envolver a população local na gestão turística e na distribuição dos benefícios gerados, criando um impacto positivo nas economias locais e contribuindo para a preservação cultural e ambiental.

A Psicologia Social Comunitária ressalta a importância dessa autogestão para a autoestima de uma comunidade e para a construção de laços de confiança, elementos essenciais para enfrentar os desafios de exclusão social ainda presentes na região.

PARAFUSOS 🔩Reconhecido em 2020 como Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial de Sergipe (em Lagarto), Parafusos mantém...
09/04/2026

PARAFUSOS 🔩

Reconhecido em 2020 como Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial de Sergipe (em Lagarto), Parafusos mantém vivo um ritual de resistência que mistura dança, música e memória coletiva.

Segundo a lenda: o Parafusos nasceu no contexto colonial como representação da fuga das pessoas escravizadas em direção aos quilombos. Essas pessoas no momento da fuga roubavam várias anáguas das sinhás, no intuito de cobrir o corpo todo (até o pescoço) e no rosto usavam tabatinga/barro branco. Muitos associavam com fantasmas, logo, tinham medo. E nessa fuga, diz-se que muitos giravam para evitar ser reconhecidos.

Umas das canções do grupo: “Quem quiser ver o bonito, saia fora e venha ver. Venha ver os parafusos a torcer e distorcer”.

Grupo folclórico que resiste pelo corpo e pelo movimento. Espaço para novas gerações, para garantir que essa tradição não se perca. Afinal, girar o “parafuso” é também apertar os laços que nos unem enquanto grupo, enquanto sociedade.

Entre Gerações 🌱Na plateia, sua família.Sentada, atenta, presente.Ali não era só o corpo que ouvia. Era o tempo que se m...
09/04/2026

Entre Gerações 🌱

Na plateia, sua família.
Sentada, atenta, presente.
Ali não era só o corpo que ouvia. Era o tempo que se movia: gerações que testemunhavam a resistência sendo dita, palavra por palavra. 

A emoção que escapa na fala dos palestrantes indígenas carrega não apenas a dor da sua trajetória pessoal, mas a marca de um processo histórico. E ao ser ouvida, compreendida, legitimada, respeitada, essa fala se torna um ponto de ruptura.

Uma interseção entre a história e a escuta que, se for sincera e atenta, pode transformar.

Endereço

Curitiba, PR

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