30/06/2026
Ontem, reta final do segundo tempo. Brasil 1, Japão 1. O relógio passando dos 90 minutos e o gol da vitória que teimava em não sair. Se você sentiu o coração disparar e aquele aperto no peito esperando a bola entrar, não estava sozinho — e isso tem explicação.
Para a maioria das pessoas, o aperto de um jogo decisivo é só emoção, e passa. Mas estudos sérios mostram que partidas de alta tensão aumentam, de forma mensurável, o número de infartos e arritmias. Durante a Copa de 2006, na Alemanha, as emergências cardíacas chegaram a ser quase três vezes mais frequentes nos dias de jogo da seleção, com pico nas duas primeiras horas de partida.
O detalhe mais importante: quase metade das pessoas que passaram mal durante esses jogos já tinha doença no coração diagnosticada. O jogo não cria a doença — ele revela uma fragilidade que, muitas vezes, já estava lá, silenciosa.
Ou seja: o risco não é igual para todo mundo. Quem tem pressão alta, colesterol elevado ou diabetes não controlados, quem fuma ou tem histórico de infarto na família merece atenção redobrada — e, principalmente, merece saber como anda a saúde do próprio coração antes que uma emoção forte descubra isso por ele.
Quem aí nunca segurou a respiração nos minutos finais? Conta nos comentários. 👇
Escrevi um artigo completo sobre o assunto: https://angelo.med.br/blog/assistir-futebol-pode-causar-infarto/
👨⚕️ Dr. Angelo Bannack — Médico de Família e Comunidade
CRM-PR 44753 · RQE 32141
📍 Curitiba · angelo.med.br