19/05/2024
Não é raro eu receber a seguinte pergunta no consultório: “Bianca, como é que eu faço quando ele/ela não quer fazer de jeito nenhum o que você orientou?”. Especialmente as famílias, nas nossas sessões de Orientação Familiar, costumam me trazer essa preocupação, muito legítima, baseando-se, provavelmente, na ideia de que eu, em sessão, consigo cumprir com o meu planejamento com a criança “perfeitamente”. Eu costumo responder à essa pergunta com a seguinte reflexão: existe aquilo que é o ideal e aquilo que é possível; o ideal é isso mesmo que a palavra diz “está no mundo das ideias”, o possível é aquilo que PODEMOS fazer, naquele dia, naquele momento. O possível é tão mais cheio de possibilidades! Até porque, o NOSSO possível (o meu, o seu e especialmente o possível daquela criança/adolescente) muda TODOS OS DIAS. Em alguns dias, o nosso possível chega quase àquela “perfeição”; em outros, o possível é começar a sessão mexendo na areia com água, para assim, depois, já com o coração acolhido e mais calmo, a gente possa seguir. 🩵💛