23/03/2026
Quem gosta de plantas sabe que aquelas que recebem água, adubo e atenção constante tendem a florescer. Já as que ficam esquecidas em um canto, sem cuidado, acabam murchando aos poucos. Essa imagem simples diz muito sobre a forma como, muitas vezes, conduzimos a liderança no dia a dia.
É natural termos mais facilidade em desenvolver quem já está próximo, quem responde bem ao feedback ou quem demonstra mais abertura. Esses profissionais acabam recebendo mais atenção, mais orientação e mais investimento. Enquanto isso, aqueles que apresentam mais dificuldade, seja para receber feedback, evoluir ou se posicionar, muitas vezes são deixados de lado, ainda que de forma não intencional.
O ponto é que desenvolvimento não acontece de forma pontual. Não basta uma conversa, um direcionamento ou um feedback isolado. Assim como uma planta não cresce com uma única rega, pessoas também precisam de consistência, acompanhamento e cuidado contínuo para evoluir.
Liderar, nesse sentido, é ir além do óbvio. Não se trata apenas de potencializar quem já está performando bem, mas de olhar com responsabilidade para quem ainda precisa de mais suporte. É ter disposição para voltar, explicar de novo, orientar mais uma vez e sustentar o processo de crescimento, mesmo quando ele é mais lento ou desafiador.
Talvez a reflexão mais importante seja essa: dentro do seu time, quem está “no canto”, precisando de mais atenção, e não está recebendo?
Porque, no fim, liderança também é sobre não desistir de desenvolver pessoas.