05/12/2025
A catarata acontece quando o cristalino, a lente natural que temos dentro dos olhos, deixa de ser transparente. Com o passar dos anos, as proteínas dessa lente vão se modificando e se acumulando, fazendo com que a luz não entre mais de forma limpa. Esse processo está bem descrito em estudos e é considerado uma consequência natural do envelhecimento.
Apesar de a idade ser o principal fator, existem outros motivos comprovados que podem antecipar ou acelerar o aparecimento da catarata:
Uso prolongado de corticoides (comprimidos ou colírios).
Diabetes mal controlado, que aumenta o estresse oxidativo no cristalino.
Histórico familiar, indicando maior predisposição genética.
Tabagismo, exposição intensa ao sol (radiação UV), traumas e algumas cirurgias oculares prévias também são fatores reconhecidos por estudos epidemiológicos.
Quando a catarata passa a ser um problema?
Do ponto de vista prático, a pergunta não é “eu tenho catarata?”, mas sim:
1. A catarata está atrapalhando sua vida?
A indicação cirúrgica não depende apenas do diagnóstico no consultório. O que realmente importa é o impacto na rotina: dirigir, ler, trabalhar no computador, reconhecer rostos, sentir mais dificuldade em ambientes escuros ou com luzes fortes.
Se a perda de nitidez interfere no dia a dia e o exame confirma que a catarata é a causa, a cirurgia passa a ser uma decisão baseada em evidências.
2. Existe outra doença ocular envolvida?
Condições como degeneração macular, retinopatia diabética e glaucoma podem limitar o quanto a visão vai melhorar após a cirurgia.
Por isso, o oftalmologista examina o fundo do olho, mede a pressão ocular e, quando necessário, solicita exames complementares antes de confirmar a indicação operatória.
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