Coletiva Antimanicomial do Paraná

Coletiva Antimanicomial do Paraná Coletiva Composta por Trabalhadoras/es, Usuárias/os e Familiares em defesa das Lutas Antimanicomial

Agradecemos aos mais de CEM APOIOS declarados!!! em Defesa do protagonismo das pessoas em processo de sofrimento psiquic...
26/03/2023

Agradecemos aos mais de CEM APOIOS declarados!!! em Defesa do protagonismo das pessoas em processo de sofrimento psiquico, usuárias da RAPS, no CONTROLE SOCIAL, na contrição de POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAUDE MENTAL. Obrigada! Sigamos pra uma reunião online ampla rumo à construção de documento popular pra ser levado para a Nacional de Saúde Mental, prevista para outubro deste ano. Sugiram maneiras de conseguirmos alcançar coletivamente essa construção.

Apóiem a Moção de Pesar e Solidariedade Aprovada na V Conferencia Estadual de Saúde Mental do Paraná.Eu, Fabiane Helene ...
27/10/2022

Apóiem a Moção de Pesar e Solidariedade
Aprovada na V Conferencia Estadual de Saúde Mental do Paraná.

Eu, Fabiane Helene Valmore, RG ___________, integrante da Coletiva de Luta Antimanicomial do Paraná (CLAP), observadora nessa V Conferência Estadual de Saúde Mental do Paraná, socióloga, usuária do CAPS em Curitiba, juntamente com demais integrantes da CLAP, declaramos o nosso pesar pela ausência expressiva de pessoas em processo de sofrimento psíquico, usuárias dos serviços públicos de Saúde Mental, participando como delegadas nas Conferências de Saúde Mental do Paraná. Considerando que 5O% das vagas para delegados são destinadas ao segmento dos usuários, se faz urgente perguntar e superar os motivos pelos quais grande parte dos usuários, pessoas historicamente estigmatizadas e vulnerabilizadas, não consegue alcançar tais espaços democráticos e populares de disputa e construção de políticas públicas de saúde mental. A não ser e quando muito, na condição de usuários convidados para se apresentarem por meio da arte e da cultura; a não ser, por exemplo, na condição de usuários integrantes de grupos de Economia Solidária convidados para realizar exposições e comercializarem produtos como forma de geração de renda e de inclusão pelo trabalho. No limite, exibindo parte do resultado alcançado pela RAPS no tratamento e cuidado da Saúde Mental. Desse modo, qual o papel social e político que cabe aos usuários ocupar quando, mesmo adentrando espaços de construção de políticas públicas, como esse, nessa V Conferencia, não lhes cabe participar do processo democrático de construção, debate e eleições de propostas que dizem respeito também a eles próprios? Senão o papel de ludicidade - de expressão artística - e de geração de renda pelo trabalho? Como acolhê-los para além disso, uma vez que se fala em autonomia, protagonismo e emancipação dos usuários dos serviços de saúde mental? Como garantir o direito de participação como delegados que lhes cabe também?

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A Coletiva de Luta Antimanicomial do Paraná (CLAP) surgiu em novembro de 2020 como resposta às ameaças governamentais de...
26/10/2022

A Coletiva de Luta Antimanicomial do Paraná (CLAP) surgiu em novembro de 2020 como resposta às ameaças governamentais de aprofundamento dos retrocessos contra a Política Nacional de Saúde Mental Brasileira construída nos últimos 40 anos. Desde então, seus integrantes têm se esforçado para que o Paraná some e contribua com o Movimento da Luta Antimanicomial em defesa da Democracia, do Cuidado em Liberdade, do SUS, especialmente dos dispositivos da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), embasados e fortalecidos pela Ética da Redução de Danos.

Repudiamos qualquer forma de racismo, machismo, LGBTfobia, autoritarismo e injustiça social. Combatemos a imposição da lógica manicomial seja pela redução de verba pública para os CAPS e demais serviços substitutivos como pelo financiamento público de Comunidades Terapêuticas, ampliação de leitos psiquiátricos e as internações involuntárias. Nenhum Passo atrás: manicômio nunca mais! Defendemos a reabilitação psicossocial com o fortalecimento da Economia Solidária e demais formas cooperativas de inclusão socioprofissional pelo trabalho.

Lutamos para que haja, no Paraná, Centros de Convivência no território. Lutamos por Arte e Cultura, Lazer, Esporte e inclusão digital na Saúde Mental. Pelo fim de um país violento, miserável e adoecido. Pelo fim das desigualdades sociais. Lutamos pela despatologização da vida. Pelo fim do estigma que recai sobre os usuários dos serviços de saúde mental. Pela sua Autonomia, Protagonismo e Emancipação. Pelo fim da violência policial que tem a população preta e periférica como alvo. Esta que é a maioria encarcerada em prisões e em internações involuntárias e compulsórias. A nossa luta é antimanicomial. É antirracista!

Defendemos e entendemos que a organização e mobilização política social é nossa maneira de nos fortalecermos e construirmos uma RAPS forte, pública, gratuita e de qualidade. Entre nós, trabalhadores/as, usuários/as dos serviços, pensando estratégias de luta e avanços antimanicomiais. Ocupando também espaços de participação do Controle Social, associações, organizações e outras articulações de coletivos.

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