Dr. Matheus Trilico Neurologia

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Dr. Matheus Trilico Neurologia Dr. Matheus acredita que o ser humano precisa conhecer bem sua saúde. Por isso, transmite as informações sobre o quadro clínico de forma clara e didática.

Um compromisso com a exímia relação médico-paciente e uma neurologia de qualidade.

Quem convive com autismo ou TDAH aprende cedo a esconder o próprio cansaço. A camuflar o esforço. A dizer “tô bem” quand...
27/09/2026

Quem convive com autismo ou TDAH aprende cedo a esconder o próprio cansaço. A camuflar o esforço. A dizer “tô bem” quando o corpo e a mente gritam o contrário.

Por isso, o sofrimento muitas vezes só aparece em frases soltas, que parecem desabafo comum, mas são, na verdade, um pedido silencioso de ajuda.

O que a ciência mostra é que esse sofrimento não é raro: a prevalência de ideação suicida é alta em adultos autistas, e o risco de tentativa é maior em quem tem TDAH, especialmente quando há depressão junto.

Se você leu este carrossel e se reconheceu: você não está sozinho.

Onde buscar ajuda (urgente)
CVV — 188 (ligação gratuita, 24h) ou cvv.org.br
CAPS mais próximo da sua cidade
UPA / emergência em caso de risco imediato
Neurologista ou psiquiatra para acompanhamento, além de um psicólogo.

Compartilhe com quem precisa ler isso hoje 💙

Muitos pacientes chegam ao consultório exaustos de tentar “escolher um lado” entre o TEA e o TDAH. A verdade é que, no A...
26/09/2026

Muitos pacientes chegam ao consultório exaustos de tentar “escolher um lado” entre o TEA e o TDAH.

A verdade é que, no AuDHD/AuTDAH, você precisa cuidar das duas necessidades ao mesmo tempo.

Enquanto o lado autista pede por segurança e previsibilidade, o lado TDAH teme o tédio da repetição. O resultado dessa luta interna costuma ser a paralisia ou o isolamento excessivo.

O isolamento pode parecer um descanso para o TEA, mas para o TDAH, ele pode ser uma armadilha que drena a motivação. Por isso, buscar pequenas doses de novidade, as “microaventuras”, é uma estratégia clínica para manter o cérebro estimulado e saudável.

♾️ As peças se encaixam quando você entende como seu cérebro funciona.

Qual desses conselhos você mais precisava ler hoje? Comente aqui embaixo, quero te ouvir. 👇

Dr. Matheus Trilico - Neurologista
CRM 35805/PR | RQE 24818

22/09/2026

Autismo em idosos: quando a “ranzinzice” não é só ranzinzice

O autismo em adultos finalmente começou a ser discutido. Mas um grupo segue praticamente invisível: os idosos.

POR QUE ESSA GERAÇÃO PASSOU DESPERCEBIDA?

Os critérios diagnósticos que usamos hoje só se ampliaram a partir dos anos 1980 e 1990. Quem nasceu antes disso simplesmente não teve a chance de ser avaliado. Muitos atravessaram a vida inteira sendo chamados de estranhos, difíceis ou antissociais.

Vários relatam ter passado décadas camuflando traços (masking) para se encaixar. Com o envelhecimento, a perda de rotina, de trabalho e de rede social costuma tornar essa camuflagem insustentável, e os traços aparecem com mais clareza.

O PONTO MAIS IMPORTANTE:
O autismo está presente desde o início da vida. Não surge na velhice.

Então, se um idoso que sempre foi sociável mudou de comportamento nos últimos meses ou anos, isso não é autismo. Mudança recente de personalidade, isolamento novo ou irritabilidade nova pedem investigação de outras causas: demências (inclusive a frontotemporal), depressão, perda auditiva ou visual, efeito de medicamentos, entre outras.

Confundir as duas coisas atrasa diagnósticos que têm janela de tratamento. Essa diferença é decisiva.

QUANDO A HIPÓTESE DE AUTISMO FAZ SENTIDO:
Quando os traços sempre estiveram lá: dificuldade social desde a juventude, rigidez com rotinas, interesses muito específicos e de longa data, sensibilidade a barulho, luz ou texturas.

Para que serve um diagnóstico aos 70 anos?

Para trocar décadas de culpa por compreensão, orientar a família e permitir ajustes simples que melhoram muito a qualidade de vida.

A avaliação em idosos ainda é um campo pouco estudado e exige um profissional com experiência tanto em autismo quanto em envelhecimento.

Salve este post para conversar com a família.

Dr. Matheus Trilico | Neurologista
CRM 35805/PR | RQE 24818
Conteúdo informativo. Não substitui consulta médica.

21/09/2026

Autistas têm empatia? O que a ciência diz sobre empatia e autismo.

A ideia de que pessoas autistas “não têm empatia” ainda é comum, e está desatualizada. A pesquisa mostra um quadro bem mais detalhado.

🧠 Empatia não é uma coisa só
Os estudos costumam separar dois componentes:
- Empatia cognitiva: perceber e interpretar o que o outro pensa ou sente a partir de pistas como expressão facial, tom de voz e subentendidos. Muitos autistas têm mais dificuldade aqui, principalmente com sinais implícitos.
- Empatia afetiva: se importar e se sensibilizar com o que o outro sente. Em média, esse componente tende a estar preservado em autistas.

Ou seja: ter dificuldade para ler o outro não é o mesmo que não se importar com ele.

O que também entra nessa conta
- Alexitimia: dificuldade de identificar e nomear as próprias emoções. É bem mais frequente em autistas e explica parte das diferenças atribuídas ao autismo.
- Problema da dupla empatia: a dificuldade de compreensão é uma via de mão dupla. Pessoas não autistas também costumam interpretar mal as emoções de pessoas autistas.
- Sobrecarga: muitos autistas relatam sentir as emoções do ambiente com muita intensidade. O que parece “frieza” de fora pode ser uma forma de lidar com esse excesso, ou apenas um jeito diferente de demonstrar.

Cada pessoa autista é única. Esses são padrões observados em estudos, não regras.

Não confunda dificuldade de expressar emoções com incapacidade de senti-las.

Salve este post e compartilhe com alguém que ainda acredita nesse mito.

Dr. Matheus Trilico | Neurologista
CRM 35805/PR | RQE 24818
Conteúdo informativo. Não substitui consulta médica.

18/09/2026

Burnout autista: o que é, como reconhecer e por que não é “só cansaço”.

Você é autista (ou suspeita que seja) e sente que “quebra” depois de longos períodos de esforço?

Isso pode ser burnout autista, um quadro descrito a partir do relato de adultos autistas e cada vez mais estudado pela ciência.

🧠 O que se sabe hoje

- Não é um diagnóstico formal no DSM-5-TR nem na CID-11, mas é reconhecido na literatura científica sobre autismo em adultos.

- Envolve exaustão prolongada, perda de habilidades e menor tolerância a estímulos, geralmente por meses.

- Está associado ao acúmulo de demandas sem apoio adequado, incluindo o esforço contínuo de camuflar traços autistas (masking).

- Os mecanismos cerebrais ainda estão em estudo. Não existe exame que confirme o quadro.

5 sinais que merecem atenção:

1️⃣ Perda de habilidades que antes eram automáticas
2️⃣ Mais dificuldade para planejar, iniciar e concluir tarefas
3️⃣ Sensibilidade maior a sons, luz, toque e ambientes cheios
4️⃣ Esgotamento ao tentar manter a “persona social”
5️⃣ Mais crises (meltdowns ou shutdowns) em situações antes manejáveis

Burnout autista x burnout profissional x depressão

Os três podem se parecer e até coexistir. O burnout profissional está ligado ao trabalho. O autista vem da sobrecarga da vida como um todo. A depressão tem critérios próprios.

Diferenciar exige avaliação clínica.

💡 Se você se identificou, procure um profissional com experiência em autismo em adultos. O cuidado costuma ser multiprofissional: reduzir demandas, ajustar o ambiente sensorial, descansar de verdade e ter apoio psicológico e de terapia ocupacional.

Salve para consultar depois.
Dr. Matheus Trilico | Neurologista

Conteúdo informativo. Não substitui consulta médica.

17/09/2026

Dormir 12 horas não resolve. Tirar férias não resolve. E tarefas simples, como responder um e-mail ou até falar, viram montanhas.

Se você é autista, isso tem nome: burnout autista.

Não é preguiça nem falta de força de vontade.

É o esgotamento de quem passa o dia inteiro processando luzes, sons e texturas e ainda gasta energia no masking, o esforço constante de disfarçar os próprios traços para parecer “normal”.

A pesquisa descreve três sinais principais (Raymaker et al., 2020; Higgins et al., 2021):

exaustão intensa, física e mental
perda de habilidades que você já dominava
menor tolerância a estímulos

E, para ser burnout, isso persiste por 3 meses ou mais.

O que ajuda: reduzir demandas de verdade, voltar aos seus interesses de sempre e parar de camuflar nos ambientes em que você está seguro.

⚠️ Importante: burnout autista ainda não é um diagnóstico oficial e os sinais se confundem com depressão. Se você se reconheceu aqui, procure avaliação. Descansar é parte do caminho, mas não substitui o diagnóstico correto.


Dr. Matheus Trilico | Neurologista
CRM 35805/PR | RQE 24818

16/09/2026

Estudos indicam que entre 50% e 70% das pessoas com autismo também apresentam TDAH simultaneamente.

Essa coexistência, chamada de AuDHD, frequentemente passa despercebida e resulta em anos de diagnósticos incorretos.

Quando os dois transtornos coexistem, seus sintomas se mascaram mutuamente, dificultando a identificação.

O diagnóstico tardio não apaga o histórico de dificuldades, mas oferece uma explicação clínica para padrões que antes pareciam inexplicáveis.

Com avaliação especializada e tratamento adequado, é possível compreender o próprio funcionamento neurológico e desenvolver estratégias mais eficazes para o dia a dia.

Dr. Matheus Trilico | Neurologista | CRM 35805/PR | RQE 24818

15/09/2026

Autismo é sinônimo de agressividade?

Não. Mas ignorar que a agressividade nunca acontece também não ajuda.

Episódios de agressividade podem acontecer, sim, principalmente durante um meltdown: uma sobrecarga do sistema nervoso que costuma vir de:

• excesso de estímulos (sons, luzes, toques)
• dificuldade de expressar o que sente ou precisa
• mudanças bruscas na rotina
Nessas horas, gritos e movimentos bruscos não são um ataque planejado. São o corpo tentando escapar de algo insuportável.

Por isso meltdown não é simplismente birra.

Se isso acontece na sua família, procure acompanhamento de profissional habilitado. Dá para identificar os gatilhos e reduzir as crises.



Dr. Matheus Trilico | Neurologista
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Parecer funcional por fora, mas por dentro…Já passou por isso? Depressão e ideação su*cida em neurodivergentes não apare...
14/09/2026

Parecer funcional por fora, mas por dentro…

Já passou por isso?

Depressão e ideação su*cida em neurodivergentes não aparecem do nada. Elas crescem quando o sofrimento não é reconhecido.

Sinais que pedem atenção:

Silêncio prolongado, isolamento, desistir de coisas que antes davam prazer, e a sensação de “ser um peso” são sinais que pedem escuta e avaliação.

Perguntar diretamente como a pessoa está NÃO aumenta o risco. O silêncio sim.

Procure ajuda de um profissional habilitado.

Este conteúdo tem caráter educativo e não configura diagnóstico. Avaliação e conduta exigem consulta com profissional habilitado.

Dr. Matheus Trilico | Neurologista | CRM-PR 35.805 | RQE 24.818

Açafrão: evidência ou moda?No Brasil, a maioria dos potes vendidos como “açafrão” é cúrcuma. Os estudos em TDAH testaram...
11/09/2026

Açafrão: evidência ou moda?

No Brasil, a maioria dos potes vendidos como “açafrão” é cúrcuma. Os estudos em TDAH testaram o Crocus sativus: plantas diferentes, efeitos diferentes.

E o que a ciência diz até agora? Quatro ensaios, 118 participantes, quase todos crianças e adolescentes. Nenhum estudo brasileiro em adultos. Os próprios autores pedem mais pesquisa antes de qualquer conclusão.

Minha orientação como neurologista: nenhuma “alternativa natural” substitui o tratamento sem conversar com seu médico. Suplemento não é remédio, e promessa de cura não é evidência.

Antes de comprar, faça as duas perguntas do carrossel.

Compartilha esse conteúdo com quem precisa saber.

Dr. Matheus Trilico | Neurologista | CRM-PR 35.805 | RQE 24.818

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