01/10/2026
Uma parte do seu laudo de hoje foi sugerida por um software, e você aceitou ou corrigiu em poucos segundos, sem tempo de pensar no critério que usou para decidir.
Essa decisão de poucos segundos é o assunto de uma manhã inteira em Curitiba.
Anna Svatikova, dos Estados Unidos, abre falando da próxima fronteira da IA em eletrocardiograma e ecocardiografia. Na sequência vem o bloco sobre strain de ventrículo esquerdo, ventrículo direito e átrio esquerdo, com a pergunta que a prática já faz sozinha, aliado ou armadilha. Depois, um bloco lembra que RVSP elevada nem sempre significa hipertensão pulmonar, que é o tipo de erro que a automação repete em escala quando ninguém revisa. Adelaide Arruda-Olson trata do caminho entre o laudo de imagem e a beira do leito, com processamento de linguagem natural e apoio à decisão. Fabricio Z. Amorim fecha com transformação digital dentro de uma instituição que já reorganizou o próprio fluxo por causa disso.
É o Simpósio Mayo Clinic/DIC, quinta-feira, 15 de outubro, das 10h40 às 12h10.
E a manhã começa antes. Às 8h, a sessão "IA no meu dia a dia: ela já está no meu laudo!" reúne Fabricio Z. Amorim, Santiago José Vigo, da Argentina, e Claudio Tinoco em torno de função sistólica do ventrículo esquerdo, miocardiopatias, valvopatias e de como avaliar a qualidade de um estudo diagnóstico que usa IA.
Quem trabalha com imagem cardiovascular vai passar os próximos anos respondendo essas perguntas em plantão, sozinho, com o paciente esperando. Ou vai passar uma quinta-feira de outubro respondendo junto com quem já sistematizou isso.
Se tem alguém no seu serviço que discute IA em laudo toda semana no corredor, essa é a manhã dele.
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