Dra. Ana Lucia Ivatiuk - Psicóloga

Dra. Ana Lucia Ivatiuk - Psicóloga Psicóloga(UFPR)• CRP08/7292• Doutora em Psicologia. Sócia Fundadora da Alive-Serviços de Saúde Mental

Existe um mito curioso de que psicólogos vivem em um estado constante de serenidade e têm a vida 100% resolvida. A verda...
25/08/2026

Existe um mito curioso de que psicólogos vivem em um estado constante de serenidade e têm a vida 100% resolvida.

A verdade? Nós também sentimos ansiedade diante de imprevistos, ficamos exaustos ao final de uma semana intensa e sentimos raiva quando nossos limites são ultrapassados. A psicologia não nos torna imunes às emoções humanas — ela nos dá ferramentas para navegar por elas.

A grande diferença do lado de cá não é a ausência de conflitos, mas o compromisso de aplicar em nós mesmos a flexibilidade cognitiva e a autocompaixão que ensinamos aos nossos pacientes.

Ser terapeuta é lembrar diariamente que a saúde mental não é perfeição, é manejo. Você também já achou que psicólogo vive no “piloto automático da paz”?

🧠 Psicóloga.
📚 Mestre e Doutora pela PUC-Campinas.
⭐ Especialista em T. Comportamental e Cognitivo pela USP-SP e em Psicologia Positiva pela PUC-RS.
📍 CRP 08/7292

Não somente a agenda, mas os posts... Este aqui era para sair sexta, mas teve a promoção do livro e me envolvi com aquil...
25/08/2026

Não somente a agenda, mas os posts... Este aqui era para sair sexta, mas teve a promoção do livro e me envolvi com aquilo e acabei deixando para hoje. A vida e assim quase todos os dias: a gente planeja o dia todo em blocos de horários perfeitos... e vem a vida real reorganizar tudo em cinco minutos!

No papel e na teoria da TCC, a gestão de tempo é impecável. Na prática do cotidiano:
— Um trânsito inesperado que atrasa o trajeto;
— Um cancelamento de última hora seguido de um reagendamento urgente;
— Ou o café que derrama na blusa bem no intervalo entre dois atendimentos.

Antigamente, a minha mente rígida tentaria lutar contra o imprevisto com frustração. Hoje, a maturidade (e a própria psicologia) me ensina a rir do cenário e acionar a flexibilidade cognitiva em tempo real.

Saber ajustar as velas quando o vento muda não tira a nossa organização — é apenas a demonstração prática de que saúde mental é saber conviver bem com a realidade imperfeita.

Por aí, como está a sua semana? Com roteiro ou você já precisou recalcular a rota com bom humor?

🧠 Psicóloga.
📚 Mestre e Doutora pela PUC-Campinas.
⭐ Especialista em T. Comportamental e Cognitivo pela USP-SP e em Psicologia Positiva pela PUC-RS.
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Você já reparou como a nossa mente mantém um comentário contínuo sobre tudo o que nos acontece ao longo do dia? Na Terap...
19/08/2026

Você já reparou como a nossa mente mantém um comentário contínuo sobre tudo o que nos acontece ao longo do dia?

Na Terapia Cognitivo-Comportamental, chamamos esses fluxos instantâneos de Pensamentos Automáticos.

Eles surgem em fração de segundos diante de uma situação: uma mensagem que não foi respondida, uma reunião importante ou um imprevisto na rotina. Sem percebermos, esses pensamentos determinam o que sentimos e a forma como reagimos.

O ponto central é lembrar que pensamentos são hipóteses, não verdades absolutas.

Quando estamos exaustos ou ansiosos, nossos pensamentos automáticos tendem a ser mais rígidos e catastróficos. Treinar a habilidade de pausar e questionar — “Isto é um fato ou apenas uma interpretação da minha mente?” — é uma das ferramentas mais libertadoras da reestruturação cognitiva.
Como tem sido a “conversa interna” da sua mente esta semana?

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Vejo muitas pessoas hesitarem diante do conceito de “aceitação” por acreditarem que aceitar uma situação significa conco...
18/08/2026

Vejo muitas pessoas hesitarem diante do conceito de “aceitação” por acreditarem que aceitar uma situação significa concordar com ela ou se conformar com o sofrimento.

Mas na psicologia cognitiva, aceitação e resignação são coisas completamente opostas.

A resignação é passiva: é cruzar os braços, sentir-se impotente e continuar alimentando o ressentimento diante da realidade.

A aceitação, por outro lado, é um ato de coragem e clareza. É parar de gastar energia lutando contra o que já aconteceu ou contra o que não está sob o seu controle, para conseguir direcionar a sua força para aquilo que você realmente pode transformar.

Aceitar a realidade como ela é hoje não significa que você gosta dela — significa apenas que você escolheu parar de desgastar a sua saúde mental com negações, para começar a agir com funcionalidade.

Você tem conseguido diferenciar a luta inútil da escolha consciente por mudanças?

Uma excelente terça-feira a todos!

🧠 Psicóloga.
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Existe um mito muito comum de que uma pessoa emocionalmente “equilibrada” nunca sente raiva, frustração ou indignação. N...
17/08/2026

Existe um mito muito comum de que uma pessoa emocionalmente “equilibrada” nunca sente raiva, frustração ou indignação.

Na Psicoterapia, olhamos para as emoções sem o peso do julgamento moral. Nenhuma emoção é “errada” ou “inadequada” em si mesma.

A raiva, por exemplo, é um sinalizador neurobiológico fundamental: ela nos avisa quando nossos limites foram violados, quando nossos valores foram feridos ou quando precisamos nos posicionar diante de uma situação desequilibrada.

Tentá-la reprimir ou fingir que ela não existe costuma gerar o efeito oposto: acúmulo de tensão, somatização ou explosões desproporcionais mais adiante.

O trabalho no consultório não é apagar o que você sente, mas sim desenvolver a maturidade emocional para responder ao que sente com discernimento, firmeza e respeito a si mesma.

Como você costuma lidar quando a raiva bate à porta?

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Aproveitando a Semana da Família, a minha indicação de leitura para este sábado traz um convite corajoso ao afeto e à ac...
15/08/2026

Aproveitando a Semana da Família, a minha indicação de leitura para este sábado traz um convite corajoso ao afeto e à aceitação: o livro “Muitas Belezas”, de Daiana Garbin e Dra Ana Clara Floresi | Psiquiatra

Em uma narrativa muito leve, transparente e acolhedora, o que torna essa leitura tão especial para o ambiente familiar é perceber o quanto os nossos olhares, falas e julgamentos em casa impactam a forma como as crianças e familiares constroem a própria autoimagem e autoestima.

Aprender a cultivar um olhar autocompassivo dentro de casa — que celebra as diferenças e enxerga o valor das pessoas para além da aparência — é um dos maiores presentes e legados que podemos deixar para quem amamos.

Uma leitura fluida, emocionante e perfeita para desacelerar o final de semana, nos lembrando de que a verdadeira beleza mora na liberdade de ser quem a gente é.

Você já conhecia essa obra? Como tem sido o exercício da autocompaixão por aí? Bom sábado e ótima leitura em família!

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Arrasta para o lado para ver o bastidor real da mente humana em ação... A neurociência e a psicologia cognitiva nos lemb...
14/08/2026

Arrasta para o lado para ver o bastidor real da mente humana em ação...
A neurociência e a psicologia cognitiva nos lembram diariamente de uma verdade simples: nosso cérebro tem limites de processamento de informação, e a fadiga atencional atinge a todos nós.

Mas no imaginário popular, o psicólogo precisa ter uma memória fotográfica impecável e uma dicção perfeita durante as oito horas do dia de atendimento.

A realidade do consultório? — Tentar pronunciar “descatastrofização” no final de uma sexta-feira exaustiva e gaguejar no próprio termo técnico. — Chamar o gato do paciente pelo nome do cachorro (que ele mencionou há três sessões). — Ou ir falar “conceitualização” e sair um trava-línguas sem sentido.

Aprender a manejar esses lapsos com naturalidade, bom humor e transparência não tira o rigor da nossa prática. Pelo contrário: demonstra flexibilidade, quebra a rigidez e lembra ao paciente que do outro lado da mesa existe um ser humano — com quase três décadas de prática técnica, sim, mas também sujeito ao cansaço e às limitações atencionais do cotidiano.

Afinal, a busca na psicoterapia é pela funcionalidade e pela saúde emocional, nunca pela perfeição inalcançável.
Qual foi a trava de língua ou o lapso atencional da sua semana por aí? Bom final de semana a todos!

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Um ponto cego frequente nos atendimentos clínicos e nos encontros de supervisão é a sensação de que o caso “estagnou” e ...
13/08/2026

Um ponto cego frequente nos atendimentos clínicos e nos encontros de supervisão é a sensação de que o caso “estagnou” e não avança mais.
Quando isso acontece, o movimento automático de muitos terapeutas é buscar novas ferramentas ou mudar a intervenção bruscamente. No entanto, a prática clínica nos mostra que a falta de progresso raramente se resolve acumulando novas técnicas.
Na maioria das vezes, o platô reflete uma de duas coisas:
1. A necessidade de revisar a formulação do caso (talvez algum dado importante tenha passado despercebido);
2. A necessidade de usar a metacomunicação para examinar a própria aliança terapêutica com o paciente.
Abrir espaço na sessão para perguntar “Como você percebe o nosso ritmo até aqui?” ou “O que acha que está nos impedindo de avançar nas metas?” é um ato de maturidade técnica que devolve o engajamento e fortalece o vínculo.
Colega psicólogo: quando percebe um platô nos seus atendimentos, qual costuma ser o seu primeiro passo de checagem?
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Quando ouvimos o termo “Reestruturação Cognitiva”, pode parecer uma expressão técnica distante da vida real. Mas, na prá...
12/08/2026

Quando ouvimos o termo “Reestruturação Cognitiva”, pode parecer uma expressão técnica distante da vida real. Mas, na prática, essa é uma das ferramentas mais importantes da Psicoterapia.

Diante de um desafio, o nosso cérebro tende a produzir pensamentos automáticos instantâneos. Muitas vezes, esses pensamentos são distorcidos pelo medo, pelo cansaço ou por experiências passadas, nos fazendo prever o pior cenário possível.

Reestruturar não é adotar um otimismo cego ou ingênuo. Reestruturar é colocar o pensamento no banco dos réus e examinar os fatos com rigor: Isto é uma certeza ou apenas um receio meu? Quais são as evidências reais?

Ao substituir interpretações catastróficas por pensamentos mais realistas e funcionais, reduzimos a intensidade das emoções dolorosas e recuperamos a capacidade de agir com equilíbrio.

Como você costuma avaliar os seus pensamentos nos momentos de estresse?

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Uma das angústias mais frequentes do paciente é a pressa em “ficar bem logo”. Vivendo em uma rotina que exige respostas ...
11/08/2026

Uma das angústias mais frequentes do paciente é a pressa em “ficar bem logo”. Vivendo em uma rotina que exige respostas imediatas para tudo, é natural querer que a reestruturação emocional aconteça com um estalar de dedos. Mas a mente humana funciona por consolidação e repetição.

As crenças e os padrões de comportamento que você carrega hoje levaram anos — às vezes décadas — para se estruturar. Criar caminhos neurais e aprender a responder de forma diferente às pressões do cotidiano exige treino, consistência e, acima de tudo, paciência com o próprio processo.

O amadurecimento emocional não acontece em linha reta. Haverá dias de clareza e dias de hesitação, e isso não significa que você retrocedeu: significa apenas que o aprendizado está sendo assimilado.

Respeitar a sua velocidade de integração é a forma mais leal de praticar a autocompaixão ao longo do caminho.
Como você tem lidado com o seu tempo de evolução? Tem conseguido respeitar o seu ritmo?

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