Leila Aguiar - Psicanalista

Leila Aguiar - Psicanalista ✨ Escuta clínica para dores que silenciam, recomeços e sentido da vida.
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Será que reconhecemos aquilo que sentimos?Ou aprendemos, aos poucos, a esconder, controlar, disfarçar e seguir como se a...
26/08/2026

Será que reconhecemos aquilo que sentimos?

Ou aprendemos, aos poucos, a esconder, controlar, disfarçar e seguir como se algumas emoções não estivessem ali?

Medo, raiva, tristeza, amor, confusão… cada uma comunica algo sobre nós (e todas são MUITO importantes).

O que acontece quando tentamos negar o que sentimos, quando mostramos apenas o que parece aceitável para nós e para os outros, deixando guardado aquilo que julgamos difícil, feio ou inadequado?

Há emoções que aprendemos a esconder por medo de sermos julgados. Outras foram chamadas de exagero, fraqueza ou inadequação.

O melhor caminho não é lutar contra elas, nem tentar silenciar o que aparece, mas permitir que possam existir, ganhar nome e encontrar um lugar.

Cuide de você. Acolha suas emoções 🩷

Obs.: Na foto, estou com os “Amigos das Emoções”, recurso terapêutico criado pela Dra. Carla Froner Carla Froner ✨

Leitura da vez 😍O estudo é contínuo, assim como o compromisso com a escuta, com o cuidado e com o aprofundamento da prát...
19/08/2026

Leitura da vez 😍

O estudo é contínuo, assim como o compromisso com a escuta, com o cuidado e com o aprofundamento da prática clínica. Cada leitura faz com que eu amplie meu olhar sobre os vínculos, as histórias e os modos de existir de cada pessoa.

Seguimos aprendendo e nos desenvolvendo 💖

13/08/2026

Há vazios que, por muito tempo, buscamos preencher sendo escolhidos, amados, vistos e reconhecidos.

Mas chega um momento em que a vida nos convoca a olhar para a própria história com mais verdade.

Responsabilizar-se não é negar a dor do que faltou. É começar a cuidar dela sem entregar ao outro a tarefa impossível de nos salvar.

A análise pode ser esse encontro com a própria escuta, com aquilo que ainda dói e com a possibilidade de, aos poucos, escolher a si 🩷

Há pessoas que partem, mas nunca deixam de habitar aquilo que somos.Hoje, no Dia dos Pais, olho para esta fotografia e e...
09/08/2026

Há pessoas que partem, mas nunca deixam de habitar aquilo que somos.

Hoje, no Dia dos Pais, olho para esta fotografia e encontro muito mais do que uma lembrança. Encontro uma história, um vínculo, um olhar e tantas marcas afetivas que permanecem em mim.

A Psicanálise nos ensina que o pai não é apenas aquele que está fisicamente presente. Sua presença — e também sua ausência — pode deixar marcas profundas na constituição de quem somos. Palavras, gestos, afetos, silêncios e experiências vão compondo nossa história psíquica.

Meu pai já não está aqui para receber meu abraço, mas continua presente nas minhas memórias, nas lembranças que guardo e em partes de mim que foram construídas a partir dessa relação.

A saudade é, talvez, uma das formas que o amor encontra para continuar existindo depois da ausência.

Hoje, não quero apenas falar sobre a falta. Quero celebrar a presença que um dia existiu — e tudo aquilo que ela deixou em mim.

Feliz Dia dos Pais!
Aos pais presentes, aos pais ausentes, aos que vivem na memória e a todos aqueles que deixaram marcas de amor em nossa história 🩵

A gente aprende a cumprir o dia, responder ao mundo, cuidar dos outros, manter a rotina em pé...Mas continuar não signif...
01/08/2026

A gente aprende a cumprir o dia, responder ao mundo, cuidar dos outros, manter a rotina em pé...

Mas continuar não significa elaborar.

Muita coisa vai sendo empurrada para depois. E esse depois, quando se acumula demais, começa a pesar no corpo, no humor, nas relações e na forma como a pessoa se sente diante da própria vida.

Não é fraqueza cansar. É humano chegar ao limite quando a dor passa tempo demais sem lugar.

Cuidar do que dói também é uma responsabilidade consigo 💞

Nem toda distância nasce da falta de amor.Algumas distâncias nascem da necessidade de se proteger.Há afastamentos que ta...
27/07/2026

Nem toda distância nasce da falta de amor.

Algumas distâncias nascem da necessidade de se proteger.

Há afastamentos que também doem, porque envolvem saudade, culpa, ambivalência e a difícil aceitação de que permanecer perto talvez custasse caro demais.

Às vezes, a pessoa se afasta não porque deixou de se importar.

Mas porque, em algum momento, percebeu que continuar ali significava perder partes importantes de si.

E isso também pode ser vivido como luto.

O luto de abrir mão do que se desejou.
Do que se esperou.
Do que poderia ter sido.
E da versão daquela relação que existia dentro de nós.

Se afastar para se proteger também pode ser um gesto de cuidado.

Mesmo quando dói.

Em A Arte de Amar, Erich Fromm nos lembra que muitas pessoas veem o amor mais como o desejo de serem amadas do que como ...
23/07/2026

Em A Arte de Amar, Erich Fromm nos lembra que muitas pessoas veem o amor mais como o desejo de serem amadas do que como uma capacidade de amar.

E talvez isso ajude a pensar a idealização.

Porque, muitas vezes, a pessoa não se vincula ao outro como ele realmente é, mas àquilo que espera receber dele.

A um gesto pequeno, dá o peso de uma promessa.
A uma possibilidade, dá o nome de amor.
A uma ausência, responde com esperança.

Mas amar também exige realidade.

Exige olhar para o outro sem transformar pequenos sinais em grandes promessas.

Porque, quando nos apaixonamos apenas pelo que imaginamos, podemos deixar de enxergar o que de fato está sendo vivido.

21/07/2026

Há uma diferença entre amar alguém e amar aquilo que esperamos que essa pessoa um dia se torne.

A esperança pode nos manter por muito tempo em lugares que a realidade já mostrou serem dolorosos.

Olhar para o vínculo como ele é — e não apenas como gostaríamos que fosse — pode ser difícil.

Mas também pode ser profundamente libertador.

Porque uma relação precisa existir no presente, não apenas na promessa de um futuro que nunca chega.

Há momentos em que a vida parece retornar sempre ao mesmo lugar.As mesmas dores.As mesmas escolhas.Os mesmos vínculos.As...
17/07/2026

Há momentos em que a vida parece retornar sempre ao mesmo lugar.

As mesmas dores.
As mesmas escolhas.
Os mesmos vínculos.
As mesmas formas de reagir, silenciar ou permanecer.

A análise pode abrir caminhos justamente aí: onde antes parecia haver apenas repetição.

Não como resposta pronta.

Mas como possibilidade de compreender a própria história com mais verdade — e, aos poucos, construir novas formas de existir 🩷

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