19/08/2026
“Mãe, por que eu faço tantas terapias e meus amigos não fazem?”
Foi com essa pergunta que o Lucas percebeu que existia algo diferente na história dele.
E foi aí que eu sentei com ele e falei sobre o autismo.
Não foi uma conversa sobre “ser menos” ou “ser mais”. Foi uma conversa sobre ser diferente, entender suas necessidades e reconhecer também suas potencialidades.
Lucas é nível 1 de suporte, tem suas habilidades cognitivas preservadas e, hoje, já consegue compreender que o autismo também lhe garante alguns direitos — como a prioridade em filas.
E vou confessar: às vezes ele usa esse benefício até demais! 😂
Mas, por trás dessa situação divertida, existe algo muito sério:
Nossos filhos precisam saber quem são.
Precisam entender o próprio diagnóstico, conhecer seus direitos, reconhecer suas dificuldades e, principalmente, perceber que um diagnóstico não define o tamanho dos seus sonhos.
Falar sobre autismo com uma criança não é colocar um rótulo.
É dar a ela informação para compreender a própria história. 💙
E talvez essa seja uma das conversas mais importantes que podemos ter com nossos filhos.