12/08/2026
A Malassezia sp. é um fungo comum na pele dos animais e, no geral, não causa nenhum problema. Ele faz parte da microbiota dérmica, ou seja, é normal.
Entretanto, muitas vezes este microorganismo tem ação oportunista e se multiplica em excesso quando ocorre algum desequilíbrio na pele. Dessa forma, ocorre a malasseziose.
As regiões mais afetadas, apresentando grande parte das lesões, são: abdominal, torácica, face, parte inferior do pescoço, axilas e patas (principalmente entre os dedos). Verifica-se uma hiperpigmentação da pele, vermelhidão, áreas sem pelo, aspecto espesso na pele, e seborreia seca ou oleosa.
Quando acomete o conduto auditivo, a Malassezia gera a otite externa (inflamação). Nesse caso, o excesso de pelos no ouvido, orelhas pendulosas (raças “orelhudas”), e principalmente a umidade, são alguns dos fatores predisponentes no desenvolvimento excessivo das colônias desse agente.
Uma vez que esse fungo é natural da pele, o diagnóstico da doença se dá pela prova do aumento populacional, somado aos sinais clínicos característicos, indicando a presença da doença.
Os exames laboratoriais mais utilizados são a Pesquisa direta para Malassezia que é um exame de resultado para o mesmo dia, e o Micológico (Cultura fúngica) que apesar de ser mais demorado, nos dá a oportunidade de realizar o antifungigrama para posterior tratamento adequado.
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MV. Fernanda Hummelgen do Nascimento CRMV-PR 9868