Fernanda Brunkow Psicologia Analítico-Comportamental

Fernanda Brunkow Psicologia Analítico-Comportamental • Transformando ciência em cuidado ético e humano
• Psicologia baseada em evidências e transdiagnóstico
• CRP 08 | 17834

28/08/2026

Um mito muito comum é que os transtornos mentais sejam causados por um desequilíbrio químico no cérebro. Portanto, a medicação restauraria estes problemas e a saúde mental das pessoas.

Essa perspectiva sobre saúde mental é mais do que ingênua: é equivocada.

Embora a nossa biologia tenha seu papel e as medicações sejam importantes em muitos casos, os transtornos mentais são complexos.

Eles envolvem componentes biológicos, psicológicos e sociais. Por isso são chamados de biopsicossociais.

A medicação não irá resolver sua dificuldade em impor limites no trabalho. Não irá mudar suas crenças negativas sobre si. Não irá resolver problemas culturais como desigualdade social. Não irá magicamente te ensinar a desenvolver relações íntimas.

Cuidar da saúde mental, envolve uma compreensão ampla sobre um indivíduo vivendo em um contexto. E não apenas sobre um cérebro.

Compartilha com quem você acha que precisa saber disso!

27/08/2026

Talvez uma das partes mais bonitas da psicologia seja justamente não existir um roteiro pronto para cada história que chega até nós.

A clínica nos ensina a conviver com a complexidade, com as dúvidas e com aquilo que não podemos controlar. E, ao mesmo tempo, nos permite testemunhar mudanças que, muitas vezes, começam em pequenos movimentos.

Depois de 14 anos, talvez o que mais faça sentido para mim seja aceitar que não terei todas as respostas e, ainda assim, continuar disponível para a experiência humana que acontece diante de nós.

Um feliz dia para nós, que lidamos todos os dias com essa profissão desafiadora, e que, ao mesmo tempo, é tão cheia de significado. 🤍

Na prática clínica, a comorbidade pode tornar o raciocínio terapêutico ainda mais complexo.Na aula aberta “Tratando a co...
26/08/2026

Na prática clínica, a comorbidade pode tornar o raciocínio terapêutico ainda mais complexo.

Na aula aberta “Tratando a comorbidade entre transtorno por uso de substâncias e transtornos ansiosos”, vamos discutir como compreender os processos envolvidos pode ampliar as possibilidades de tratamento.

📅 31 de agosto, às 20h.

A aula também será uma oportunidade para conhecer o Dominando o UP e saber mais sobre a próxima turma.

Inscreva-se pelo link da bio! 🤍

25/08/2026

Trabalhar habilidades sociais na clínica é algo mais complexo do que parece, e ao mesmo tempo algo que quase sempre precisamos treinar ou refinar.

A assertividade é nossa capacidade de comunicar desejos, pedidos e limites de forma clara. Porém, muitas vezes pode ser visto como a grande “salvação” dos nossos problemas.

- “se eu me comunicar meu parceiro vai mudar”
- “se eu me expressar bem, meu colega de trabalho vai aceitar meu não”
- “se eu explicar direitinho, minha família vai entender minha decisão”

Comunicação é importante, é a nossa parte na equitação. Mas é algo que depende do outro: o quanto ele está disposto a mudar? O quanto ele tem a capacidade de atender o nosso pedido? Ele deseja as mesmas coisas?

Quando a assertividade não é suficiente, podemos mudar como lidamos com a situação, como a interpretamos. Ou mesmo, sair do contexto em que estamos.

Eu sei, o que a gente quer é ter nossos pedidos atendidos. Mas nem sempre isso é possível.

E às vezes a terapia é sobre lidar com essa frustração e pensar em alternativas. Outras opções que estejam dentro do nosso controle.

Faz sentido?

Um diagnóstico pode responder muitas perguntas, mas também pode criar outras. 💭Para algumas pessoas, ele traz alívio. Pa...
25/08/2026

Um diagnóstico pode responder muitas perguntas, mas também pode criar outras. 💭

Para algumas pessoas, ele traz alívio. Para outras, medo. Há quem passe a entender melhor a própria história, e há quem comece a enxergar a si mesmo apenas por aquele rótulo.

→ Nenhuma dessas reações é incomum.

O importante é lembrar que um diagnóstico é uma ferramenta clínica, ele organiza informações, orienta decisões terapêuticas e favorece a comunicação entre profissionais. Mas ele não define quem você é, nem determina o que será possível construir a partir dali.

O que faz diferença não é apenas saber o nome do sofrimento, mas o que você faz com esse conhecimento ao longo do processo terapêutico.

Porque compreender a própria experiência é um passo importante, já transformá-la é um caminho!

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Post de opinião pessoal:Quando o desejo de ganhar dinheiro vira o centro da tomada de decisão de carreira de um profissi...
21/08/2026

Post de opinião pessoal:

Quando o desejo de ganhar dinheiro vira o centro da tomada de decisão de carreira de um profissional de saúde, ficamos muito próximos da falta de ética.

Colocar o bem do outro como principal finalidade do nosso trabalho, requer deixar os nossos interesses em segundo plano. Requer entender que o nosso principal objetivo é ajudar outras pessoas a transformarem suas vidas. E não atingir um certo faturamento.

Veja, não estou dizendo que entender sobre negócios, marketing, administração e almejar viver bem da profissão não seja necessário ou válido. Muitos psicólogos tem justamente dificuldade nestes aspectos e é importante aprender.

Mas…

Cuidado quando o discurso de: “seja valorizado pelo seu trabalho” se torna “sua profissão é um negócio”. Ou o paciente passa a ser tratado como “melhor” ou “pior” por um cálculo sobre o quanto paga e o quanto “demanda”.

Fiquem alertas com profissionais que trabalham desta forma. Eles podem até representar sucesso e fazer muito dinheiro, mas provavelmente são menos éticos no tratamento direto com as pessoas que atendem.

A minha clínica é em primeiro lugar, um espaço de cuidado. Meus pacientes nunca serão só um número.

20/08/2026

🧠 Saúde mental não acontece em uma única dimensão. Nossa experiência é atravessada pelo corpo, pela nossa história e pelo contexto em que vivemos.

Por isso, reconhecer a influência de fatores sociais e psicológicos não significa que os recursos biológicos deixem de ter lugar no tratamento. A medicação pode ser uma ferramenta importante, assim como a psicoterapia e mudanças possíveis nas condições de vida. 💊

O ponto não é escolher entre uma explicação "biológica" ou "psicológica", mas compreender qual combinação de estratégias pode ajudar aquela pessoa, naquele contexto. E, claro, o uso de medicação deve ser avaliado e acompanhado por um profissional habilitado.

O que você acha disso?

19/08/2026

💭 Muitos terapeutas se julgam falhos quando uma intervenção não produz, imediatamente, uma mudança permanente na vida do paciente.

- Trabalhei aceitação e a pessoa continua evitando emoções.
- Fizemos reestruturação cognitiva e a pessoa continua distorcendo a interpretação das situações.
- Ensinei regulação emocional e a pessoa continua com ações impulsivas.

Mas de onde vem a expectativa ilusória de que a aprendizagem envolve uma única tentativa? Quem dera mudar fosse tão fácil!

Os padrões do paciente provavelmente não foram aprendidos em uma única ocasião. É fundamental: repetir, avaliar dificuldades, melhorar, avaliar se o conteúdo está sendo favorável à retenção do novo padrão.

➡️ Aprender a variar nossos padrões é importante.
Selecionar (repetir), reter e criar contextos favoráveis é o que cria mudança sustentável.

A Terapia Baseada em Processos tem uma forma muito cuidadosa de olhar para isso.



Inspirado por um post de

Na clínica, é comum buscarmos um “diagnóstico principal” para organizar o tratamento. Mas existem outras formas de compr...
18/08/2026

Na clínica, é comum buscarmos um “diagnóstico principal” para organizar o tratamento. Mas existem outras formas de compreender essa complexidade.

A literatura tem mostrado que muitos dos fatores envolvidos na instalação e manutenção dos transtornos mentais são transdiagnósticos, ou seja, não se restringem aos limites de uma única categoria diagnóstica. Além disso, a comorbidade é extremamente frequente na prática clínica.

Na minha aula aberta, vamos discutir como olhar para os processos subjacentes aos transtornos emocionais pode ajudar o terapeuta a compreender melhor esses casos e construir um tratamento mais efetivo.

Vamos falar especialmente sobre a comorbidade entre transtorno por uso de substâncias e transtornos ansiosos, condições que frequentemente se influenciam mutuamente e tornam o raciocínio clínico ainda mais complexo.

Mais do que pensar em dois diagnósticos coexistindo, a proposta é compreender como diferentes processos interagem e quais caminhos terapêuticos podem fazer sentido diante dessa complexidade.

📅 Save the date: 31 de agosto, às 20h.

A aula também será uma oportunidade para conhecer melhor o Dominando o UP e, para quem participar, teremos uma condição exclusiva para a nova turma da formação.

Espero você! 🤍

14/08/2026

Existe uma diferença entre saber muitas técnicas e saber pensar clinicamente. A formação baseada em evidências nos trouxe um repertório enorme de intervenções, mas o desafio do terapeuta não termina quando ele aprende uma nova técnica.

→ Ele precisa saber quando utilizá-la, por que utilizá-la e como adaptá-la à pessoa que está à sua frente.

Talvez construir competência clínica tenha menos a ver com acumular protocolos e mais com desenvolver um raciocínio que permita organizar o conhecimento e tomar boas decisões diante da complexidade da prática.

É essa perspectiva que tenho buscado aprofundar e compartilhar no Dominando o UP. E se você tem interesse em saber mais, digite "protocolo" para receber o link da lista de espera! 🔗

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