17/09/2026
Quase metade dos médicos de UTI apresenta esgotamento emocional elevado.
Esse dado não fala apenas sobre medicina. Ele revela o que pode acontecer quando uma pessoa permanece por muito tempo em um ambiente de alta cobrança, decisões difíceis e pouca recuperação.
Esgotamento não é necessariamente falta de resiliência.
Às vezes, é a resposta previsível de um organismo que precisou permanecer forte por tempo demais.
Muitos profissionais continuam trabalhando, liderando equipes e entregando resultados enquanto convivem silenciosamente com:
— dificuldade para desligar;
— irritabilidade e impaciência;
— sono pouco reparador;
— sensação constante de alerta;
— perda de motivação;
— distanciamento emocional.
O levantamento ouviu 2.338 médicos intensivistas brasileiros. Por ter sido baseado em questionários, ele não estabelece sozinho um diagnóstico individual. Mas chama atenção para algo importante: nem todo sofrimento se resolve exigindo ainda mais disciplina da pessoa.
Em alguns momentos, é necessário compreender e modificar os padrões emocionais que mantêm o estado de alerta funcionando mesmo quando o perigo imediato já passou.
No meu trabalho com terapia breve e hipnose clínica, ajudo profissionais a reconhecer esses padrões e desenvolver respostas emocionais mais adequadas ao presente.
Se você consegue sustentar tudo profissionalmente, mas sente que internamente está chegando ao limite, talvez seja o momento de olhar para isso com mais atenção.
Atendimento presencial em Curitiba e online.
Fonte do levantamento citado no post:
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/09/quase-metade-dos-medicos-de-utis-brasileiras-tem-risco-de-burnout-diz-estudo.shtml