01/06/2026
Vivemos uma era em que visibilidade virou sinônimo de competência.
O algoritmo passou a influenciar a forma como muitos profissionais são percebidos — e, às vezes, até escolhidos.
Mas alcance não é, necessariamente, expertise.
Número de seguidores não equivale à profundidade clínica.
Frequência de postagem não mede capacidade diagnóstica.
Engajamento não substitui formação, ética, experiência ou responsabilidade técnica.
Isso não significa negar a potência das redes sociais como ferramenta de comunicação em saúde.
Significa apenas reconhecer um risco: quando “ser visto” passa a valer mais do que “saber cuidar”.
Porque alguns dos profissionais mais cuidadosos, sérios e tecnicamente qualificados podem não dominar o algoritmo.
E alguns pacientes podem deixar de chegar a cuidados de qualidade por estarem aprendendo a avaliar profissionais pelas métricas erradas.
Talvez valha a reflexão:
Estamos usando a visibilidade como ferramenta de comunicação… ou como critério de valor profissional?