30/07/2026
🍎 "Por que meu filho rejeita certos alimentos?"
Essa é uma das maiores preocupações das famílias de crianças com autismo.
Mas a seletividade alimentar raramente é apenas uma questão de "não querer comer".
Para o cérebro, comer é uma experiência complexa. É preciso integrar o sabor, o cheiro, a textura, a temperatura, os movimentos da boca e, ao mesmo tempo, perceber os sinais internos de fome, saciedade e desconforto. Esse processo envolve o processamento sensorial e a interocepção.
Quando essas informações são percebidas de forma diferente, um alimento que parece comum para nós pode ser extremamente desagradável para a criança.
Por isso, insistir ou obrigar a comer nem sempre resolve. Antes, é preciso compreender por que aquele alimento está sendo recusado.
No Método Poli, trabalhamos a integração entre processamento sensorial, interocepção e sistema nervoso autônomo, ajudando a criança a reconhecer os sinais do próprio corpo, regular suas respostas sensoriais e construir, de forma gradual e segura, uma relação mais positiva com a alimentação.
Cada pequeno avanço representa uma conquista para a criança e para toda a família.
📚 Referências
• Chen WG et al. The Emerging Science of Interoception: Sensing, Integrating, Interpreting, and Regulating Signals within the Self. Trends in Neurosciences, 2021.
• Loureiro F, Ringold SM, Aziz-Zadeh L. Interoception in Autism: A Narrative Review of Behavioral and Neurobiological Data. 2024.
• Cermak SA, Curtin C, Bandini LG. Revisões sobre processamento sensorial, seletividade alimentar e autismo (2016–2024).
IntegraçãoSensorial TerapiaOcupacional MétodoPoli Neurociência Neurosense