21/09/2026
Já imaginou precisar inventar uma reunião na agenda para conseguir trabalhar?
Pois isso está acontecendo.
Uma reportagem recente do Financial Times mostrou profissionais criando reuniões fictícias no próprio calendário para proteger blocos de tempo e conseguir realizar tarefas que exigem concentração.
A história parece curiosa, mas talvez revele um problema muito maior: quantas vezes você já terminou um dia cheio de reuniões, mensagens, e-mails e interrupções com a sensação de que esteve ocupado o tempo inteiro, mas ainda precisava encontrar tempo para fazer o seu trabalho?
Dados da Microsoft ajudam a dimensionar essa fragmentação: 48% dos empregados pesquisados disseram que o trabalho parece caótico e fragmentado, enquanto reuniões e comunicações disputam períodos importantes de concentração.
E existe outra questão: será que as pessoas sentem que podem dizer não?
Em uma pesquisa com 632 profissionais, os participantes disseram que gostariam de recusar 31% dos convites para reuniões, mas efetivamente recusavam apenas 14%.
Por isso, quando falamos em gestão do tempo, talvez seja injusto colocar toda a responsabilidade sobre o indivíduo.
Organizações também administram o tempo das pessoas.
Na quantidade de reuniões que criam, na urgência que normalizam, na disponibilidade que esperam, na autonomia que oferecem e no espaço que protegem (ou não) para concentração.
Ser produtivo não deveria parecer estar ocupado, certo?
E diante disso tudo, é importante nos questionarmos como estamos organizando o trabalho para que as pessoas tenham tempo de trabalhar. Pense nisso.