Renata Correa de Freitas - Psicóloga

Renata Correa de Freitas - Psicóloga Renata Correa de Freitas - Psicóloga Clínica - Atendimento individual e familiar. CRP-08/23118
Gra Psicólogo

15/04/2026

Tem uma armadilha disfarçada de evolução pessoal: a ideia de que curar é virar “alguém melhor”, mais leve, mais produtiva, mais admirável….como se existir fosse um eterno projeto de melhoria e não uma experiência humana.

Mas a verdade é mais desconfortável - e muito mais libertadora: curar não é apagar quem você foi, não é consertar cada imperfeição até caber num ideal bonito de mostrar, não é se livrar da sua “pior versão” como se ela fosse um erro.

Curar é ter coragem de sentar ao lado dessa versão, sem pressa, sem julgamento, sem vergonha…é olhar para aquela parte sua que você esconde, critica e que você gostaria que ninguém conhecesse e, ainda assim, dizer: “Eu não vou te abandonar.”

Porque foi essa versão que te protegeu quando você não sabia como, foi ela que reagiu com o que tinha, foi ela que sobreviveu.

A gente aprendeu a amar só o que é bonito, controlado e aceitável, mas a cura começa quando o amor deixa de ser condicionado. Quando você entende que não precisa se tornar perfeita pra ser digna de carinho, que não precisa performar equilíbrio o tempo todo, que não precisa se corrigir antes de se acolher.

Existe uma paz muito diferente quando você para de lutar contra si mesma. E, talvez, seja exatamente isso que a gente mais teme: descobrir que nunca precisou ser outra pessoa…só precisava parar de se rejeitar.

Curar é isso: integrar, não eliminar; acolher, não corrigir; amar - inclusive onde você jurou que era impossível.

Faz sentido? 🫶🏼

19/03/2026

Quem se identificou?

02/03/2026

Você não é uma máquina de bater meta, você não é um relatório em aberto, você não é a soma dos seus boletos, nem o número de notificações não lidas no seu celular - você é humano.

E, ser humano, é sentir cansaço sem motivo aparente, é precisar de pausa, é errar, é mudar de ideia, é rir alto demais, é chorar escondido, é querer abraçar alguém no meio do dia só porque sim.

A gente vive numa era que glorifica produtividade como se descanso fosse fraqueza, como se desacelerar fosse sinônimo de ficar para trás. Mas desde quando viver virou corrida? Desde quando respirar fundo se tornou perda de tempo?

Você não nasceu só para trabalhar, você não nasceu para viver no automático, você não nasceu apenas para performar….você nasceu para sentir o vento no rosto, para perceber o gosto do café, para olhar nos olhos de alguém enquanto conversa, para ouvir sua música favorita e cantar mesmo desafinado, para ficar em silêncio sem culpa, para estar presente.

O “aqui” é o único lugar onde a vida acontece, o “agora” é o único tempo que é real - o resto é memória ou ansiedade.
Então hoje, desacelere um pouco: caminhe sem pressa, deixe o celular de lado por alguns minutos, observe o céu, agradeça algo simples e fique inteiro onde seus pés estão.

Você não precisa ser extraordinário o tempo todo, você só precisa ser verdadeiro e, isso, já é mais do que suficiente.

Se essa mensagem fez sentido para você, compartilhe com alguém que também anda se esquecendo que é humano. ♡

A gente passa boa parte da vida tentando se proteger - proteger o coração, as expectativas, os sonhos, o orgulho…como se...
26/02/2026

A gente passa boa parte da vida tentando se proteger - proteger o coração, as expectativas, os sonhos, o orgulho…como se viver fosse um campo minado e a MAIOR vitória fosse sair ileso.

O problema é que, quando transformamos proteção em princípio absoluto, começamos a confundir segurança com estagnação.

Existe uma diferença sútil, mas profunda, entre maturidade emocional e medo disfarçado de prudência. Maturidade é saber que há riscos e ainda assim escolher com consciência. Medo é usar o risco como justificativa para não se permitir.

TODA, absolutamente T O D A experiência significativa envolve vulnerabilidade. Amor envolve a possibilidade de perda, empreender envolve a possibilidade de fracasso, se expor envolve a possibilidade de crítica, sonhar grande envolve a possibilidade de cair de uma altura maior.

Mas evitar tudo isso não nos livra da dor - apenas nos entrega outro tipo dela: a dor do “e se?” Essa é a dor de viver pela metade, porque a vida não recompensa quem se esconde de todos os riscos, ela transforma quem aprende a lidar com eles.

É arriscado demais passar anos construindo muros e chamar isso de paz. A questão não é: “como não me machucar?” A questão é: “que tipo de dor vale a pena enfrentar para viver algo verdadeiro?”

Porque no fim, sair intacto não te faz sair transformado - te faz sair preservado, mas não vivido. E existir não é a mesma coisa que viver.

Se esse post te atravessou, salva para poder ler sempre que precisar 🫶🏼

20/02/2026

O seu corpo está gritando o que a sua história não pôde dizer. Você aprendeu a ser forte cedo demais, a engolir sentimentos, a sustentar relações, a ocupa papéis que nunca deveriam ser seus e, agora, se culpa por não dar conta.

Ninguém adoece do nada, adoecemos tentando aguentar tudo. Então, a sua ansiedade tem contexto, sua explosão tem raiz e seu esgotamento tem história.

Talvez você esteja sobrecarregada com dinâmicas que nunca foram organizadas. Se você parar para se olhar, pode acontecer de todo o sistema que você está inserida, se reorganizar.

Se isso gerou algo em você - um desconforto, um questionamento ou um insight, me conta aqui. 🫶🏼

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