Dra. Anelise Rocha Raymundo

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Dra. Anelise Rocha Raymundo Médica Dermatologista
Dermatologia Clínica e Estética
Membro da Sociedade Brasileira de Dermatolo

14/09/2026

“Mas é só na pele…”

Quem convive com uma doença dermatológica sabe o quanto essa frase pode ser dolorosa.

Porque não é “só na pele”.

É a coceira que não deixa dormir.
São as limitações para se movimentar.
É escolher uma roupa pensando nas lesões.
É evitar situações sociais por medo do olhar do outro.

E, muitas vezes, é também a ansiedade de pensar: “Será que vou estar bem no dia da minha formatura?” “E no meu casamento?”

O impacto de uma doença de pele pode ser muito maior do que aquilo que conseguimos enxergar.

Por isso, no consultório, uma das coisas que considero mais importantes é ouvir o paciente para além das lesões.

Quero saber como aquela doença está afetando a sua rotina, seus planos, sua autoestima e a sua qualidade de vida.

E existe algo muito importante que você também pode fazer: conte isso ao seu dermatologista.

Se você tem uma formatura, uma viagem, um casamento ou qualquer momento importante se aproximando, fale sobre isso.

Saber o que é importante para você também ajuda o médico a pensar no tratamento e no tempo necessário para chegar ao melhor controle possível da doença.

Porque tratar uma doença de pele não é apenas melhorar aquilo que vemos.

É devolver liberdade para você viver a sua vida. 💙

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Dra. Anelise
Médica Dermatologista

10/09/2026

Dermatite atópica não é mais uma doença que vemos apenas na infância. 👀

Durante muito tempo, aprendemos que a dermatite atópica começava na infância e que, em grande parte dos casos, melhorava ao longo dos primeiros anos de vida, deixando apenas uma tendência à pele seca.

Mas esse cenário está mudando.

Hoje estamos observando cada vez mais casos de dermatite atópica que começam na idade adulta e até mesmo em pessoas idosas.

E isso traz um desafio importante: reconhecer o diagnóstico.

A dermatite atópica é uma doença cujo diagnóstico é essencialmente clínico. Não existe um exame específico que simplesmente diga: “sim, você tem dermatite atópica”.

Até mesmo uma biópsia pode apenas trazer alterações sugestivas, sem conseguir confirmar o diagnóstico de forma definitiva.

Por isso, conhecer as diferentes formas de apresentação da doença e entender que ela pode surgir em diferentes fases da vida é tão importante.

E quando falamos sobre esse aumento de casos na vida adulta, muitas perguntas ainda estão sendo estudadas.

Será que nosso estilo de vida tem influência?

A alimentação cada vez mais baseada em produtos industrializados, o menor contato com a natureza e com animais e mudanças no nosso ambiente são alguns dos fatores que vêm sendo investigados.

Ainda temos muito a descobrir.

Mas uma coisa já sabemos: se você começou a apresentar coceira, ressecamento e lesões recorrentes na vida adulta, não descarte a possibilidade de dermatite atópica apenas porque você nunca teve isso na infância.

Um diagnóstico correto é o primeiro passo para encontrar o tratamento adequado. 💙

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Dra. Anelise
Médica Dermatologista

28/08/2026

Se você tem dermatite atópica, hidratar a pele todos os dias não é um detalhe. É parte do tratamento. 💙

A dermatite atópica tem um componente genético e está relacionada a alterações na barreira de proteção da pele. Em muitos pacientes, existe uma deficiência de filagrina, uma proteína importante para manter essa barreira íntegra.

É como se a pele tivesse uma camada a menos de proteção. Por isso, ela tende a ser mais seca, sensível e vulnerável à inflamação.

É justamente aí que a hidratação diária faz diferença.

O ideal é apostar em hidratantes mais densos, que ajudam a reforçar essa barreira e reduzir a perda de água da pele.

E o cuidado não termina no hidratante. Na hora do banho, evite água muito quente e sabonetes muito adstringentes, que fazem muita espuma e podem remover a camada de gordura natural que também ajuda a proteger a pele.

Prefira produtos mais suaves, como os syndets, que limpam sem agredir tanto essa barreira.

Mas existe um ponto importante: se mesmo com esses cuidados você continua tendo lesões, muita coceira e crises frequentes, não signif**a que precisa apenas “hidratar mais”.

A dermatite atópica tem tratamento.

Hoje temos opções muito ef**azes, desde terapias tópicas até imunobiológicos e medicamentos orais, e muitos pacientes conseguem passar longos períodos sem lesões e sem aquela coceira que tanto interfere na qualidade de vida.

Cuidar da barreira da pele é essencial. Mas, quando ela não é suficiente, procure um dermatologista. ✨

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Dra. Anelise
Médica Dermatologista

21/08/2026

Dermatite atópica não é apenas pele seca. A pele é só a ponta do iceberg. 🧊💙

Quem convive com dermatite atópica muitas vezes escuta que precisa apenas “hidratar mais” ou “cuidar melhor da pele”. Mas a realidade é muito mais complexa.

Hoje sabemos que a dermatite atópica faz parte de um quadro chamado atopia, que pode envolver diferentes manifestações do organismo, incluindo a pele e o sistema respiratório, como asma e rinite.

E essa manifestação pode mudar ao longo da vida: algumas pessoas começam na infância, outras apresentam mudanças na adolescência ou na fase adulta.

Por isso, quando falamos em dermatite atópica, precisamos olhar além da lesão que aparece na pele.

Existe uma predisposição genética envolvida. Em muitos pacientes, há alterações relacionadas à filagrina, uma proteína importante para a formação e manutenção da barreira cutânea.

Quando essa barreira não funciona adequadamente, a pele perde mais água e f**a mais vulnerável à entrada de agentes externos, favorecendo ressecamento, inflamação e coceira.

Então, não é simplesmente “falta de hidratação” ou algo que você está fazendo errado.

É uma condição complexa, que precisa ser compreendida e tratada de forma individualizada.

E entender o que está por trás da doença é um dos primeiros passos para conseguir controlá-la melhor. ✨

Se você convive com dermatite atópica, lembre-se: não é culpa sua. Existe uma doença por trás daquilo que aparece na sua pele.

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Dra. Anelise
Médica Dermatologista

19/08/2026

Conhecimento também é uma forma de prevenção. 💙

Neste último final de semana, estive em Florianópolis para participar do 5º Simpósio Catarinense de Imunobiológicos e Pequenas Moléculas, onde tive o prazer de ministrar uma aula sobre um tema muito importante dentro da dermatologia: psoríase em áreas especiais.
Áreas como couro cabeludo, unhas, face, região ge***al, mãos e pés, são áreas pequenas do corpo, mas quando a psoríase está ali, tem um impacto gigante na qualidade de vida dos pacientes.

Nós, dermatologistas, temos um papel fundamental no diagnóstico precoce e tratamento correto dessas áreas. Temos um desafio, pois são áreas que muitas vezes não conseguimos usar os cremes e as pomadas.

Também temos um papel importante , pois psoríase nessas áreas signif**a maior risco desse paciente desenvolver a doença articular.

Ou seja, na maioria das vezes o dermatologista é o primeiro médico a ter contato com esse paciente e precisa reconhecer os sinais, investigar quando necessário e encaminhar ou iniciar o tratamento adequado o mais cedo possível.

Quando identif**amos a doença precocemente, conseguimos agir antes que ela cause danos funcionais importantes e podemos contribuir para preservar a qualidade de vida do paciente.

Por isso, tratar psoríase não é olhar apenas para a pele.

É enxergar o paciente como um todo. ✨

Foi um privilégio participar desse simpósio, trocar experiências com grandes colegas e compartilhar conhecimento sobre um tema tão relevante dentro da Psoríase.

A atualização constante faz parte do nosso compromisso com uma medicina cada vez mais precisa, preventiva e individualizada.

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Dra. Anelise
Médica Dermatologista

13/08/2026

A pele mostra apenas uma parte da história. ✨

Há 11 anos, como dermatologista, acompanho de perto a evolução no conhecimento e no tratamento das doenças de pele. E posso dizer: estamos vivendo uma verdadeira revolução.

Ontem tive o privilégio de participar de um encontro promovido pela Pelo Atópica, ao lado de pessoas que convivem diariamente com a dermatite atópica, para conversar, ouvir histórias, trocar experiências e falar sobre os avanços que temos hoje.

Eu sempre digo aos meus pacientes: conhecimento é poder.

Quanto mais você entende sobre a sua doença, mais preparado você está para participar das decisões sobre o seu tratamento e, junto com o seu médico, encontrar o melhor caminho.

Porque aquilo que vemos na pele é muitas vezes apenas a ponta de um grande iceberg.

Por trás de uma lesão, de uma coceira ou de uma crise, existe todo um processo inflamatório e imunológico que precisa ser compreendido.

E foi muito especial poder conversar sobre isso de forma tão próxima, ouvir quem vive essa realidade e mostrar que hoje temos cada vez mais conhecimento e opções para cuidar dessas doenças.

A ciência evolui. Os tratamentos evoluem. E, principalmente, a forma de enxergar o paciente também precisa evoluir. 💙

Meu agradecimento à Pele Atópica pelo convite e a todos que estiveram presentes e compartilharam suas histórias comigo.

Que possamos continuar transformando informação em conhecimento, e conhecimento em cuidado.

29/07/2026

Psoríase na infância existe. E quanto mais cedo ela for tratada, melhor para a qualidade de vida da criança. ✨

Muitas pessoas ainda acreditam que a psoríase é uma doença exclusiva dos adultos, mas ela também pode surgir na infância.

E, nas crianças, ela costuma ter algumas características diferentes: é comum acometer a face e outras áreas mais expostas, o que pode gerar impactos importantes na autoestima, na convivência social e no bem-estar, mesmo quando a criança não consegue expressar esse incômodo.

A boa notícia é que evoluímos muito no tratamento da psoríase pediátrica.

Hoje contamos com medicamentos modernos, ef**azes e seguros, incluindo imunobiológicos aprovados para uso em crianças a partir dos 6 anos, como o guselcumabe e o risanquizumabe.

Esses tratamentos oferecem um excelente controle da doença, com esquemas de aplicação confortáveis e a possibilidade de proporcionar uma infância muito mais tranquila para esses pacientes.

Por isso, deixo um recado especialmente aos pais:

não tenham medo de buscar tratamento.

Com o acompanhamento de um dermatologista experiente no manejo da psoríase pediátrica, é possível controlar a doença de forma segura, reduzir seus impactos e permitir que a criança cresça, se desenvolva e viva sua infância com muito mais qualidade de vida.

A psoríase tem tratamento. E nenhuma criança deve deixar de viver plenamente por causa dela. 💙

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Dra. Anelise
Médica Dermatologista

27/07/2026

Ensinar também é uma forma de cuidar. ✨

No mês de maio, tive a honra de participar do Primoderma, curso promovido pela SBD-PR com o objetivo de atualizar dermatologistas sobre o manejo das doenças imunomediadas e as terapias mais modernas disponíveis na dermatologia.

Tive o privilégio de coordenar o bloco de psoríase ao lado da Dra. Adriane, compartilhando conhecimentos sobre os imunobiológicos disponíveis atualmente, os cuidados necessários durante o acompanhamento desses pacientes e o papel dos inibidores da JAK no tratamento da doença.

Também participei do bloco de dermatite atópica, discutindo as terapias orais mais atuais e os avanços que vêm transformando o tratamento dessa condição.

A dermatologia evolui em um ritmo muito rápido, e momentos como esse reforçam a importância da atualização constante para oferecer aos nossos pacientes tratamentos cada vez mais seguros, ef**azes e baseados nas melhores evidências científ**as.

Foi um grande privilégio dividir esse momento com colegas tão competentes e contribuir para a formação e atualização de outros dermatologistas.

A ciência avança quando compartilhamos conhecimento. 💙

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Dra. Anelise
Médica Dermatologista

17/06/2026

O atraso no tratamento da Acne pode custar caro para a sua pele ✨

Uma das coisas que mais me preocupa no consultório é quando o paciente chega anos depois do início da acne, já com manchas e cicatrizes que poderiam ter sido evitadas.

A acne tem tratamento.

E, quando tratada precocemente, as lesões costumam cicatrizar bem, com poucas marcas permanentes.

O problema é que, enquanto a acne permanece ativa, é comum manipular as lesões, apertar, se expor ao sol sem proteção adequada. Tudo isso aumenta o risco de manchas e cicatrizes ao longo do tempo.

Por isso, deixo um recado especialmente para os pais e mães de adolescentes:

não espere a acne piorar para procurar ajuda.

Hoje temos diversas opções de tratamento, desde rotinas de skincare e medicamentos tópicos até tratamentos orais, incluindo antibióticos e isotretinoína, sempre com acompanhamento médico e segurança.

E se a acne já deixou marcas?

Também existem alternativas para melhorar o aspecto das cicatrizes.

Peelings, lasers, microagulhamento e outras tecnologias podem ajudar a suavizar essas alterações e devolver mais uniformidade à pele.

Quanto antes começamos a tratar, maiores são as chances de evitar danos permanentes.

Acne não é falta de cuidado.
É uma doença de pele que merece tratamento adequado.

Se você ou alguém da sua família convive com acne, não adie esse cuidado 💬✨

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Dra. Anelise
Médica Dermatologista

16/06/2026

A dermatologia está vivendo um momento muito especial: cada vez mais opções de tratamento para doenças que, até pouco tempo atrás, tinham poucas alternativas ef**azes ✨

No congresso americano de 2026, vimos novidades muito promissoras para acne, eczema crônico das mãos e hidradenite supurativa.

Para acne, uma das expectativas é a chegada da clascoterona tópica ao Brasil.

Ela representa uma nova opção de tratamento e pode ampliar ainda mais as possibilidades de controle da doença, especialmente para pacientes que precisam de abordagens mais individualizadas.

Outra novidade que me chamou atenção foi o delgocitinib, um inibidor da JAK tópico.

Estamos falando de uma alternativa para pacientes com eczema crônico das mãos, aqueles casos persistentes de dermatite que causam coceira, vermelhidão, fissuras e muito desconforto.

A possibilidade de controlar a inflamação sem depender continuamente de corticoides é um avanço extremamente importante para esses pacientes.

Mas um dos temas que mais gerou expectativa foi a hidradenite supurativa.

Essa é uma doença inflamatória crônica que impacta profundamente a qualidade de vida e que ainda representa um grande desafio tanto para os pacientes quanto para os dermatologistas.

Hoje já contamos com tratamentos biológicos aprovados no Brasil que ajudam no controle da doença.

Mas a grande mensagem reforçada durante o congresso foi:

diagnóstico precoce e tratamento precoce fazem diferença.

Porque, embora consigamos controlar a inflamação, os danos causados pela hidradenite podem ser permanentes quando o tratamento demora para começar.

Além disso, estudos com inibidores da JAK, como o povorcitinib e outras moléculas em desenvolvimento, vêm mostrando resultados muito animadores e trazem ainda mais esperança para o futuro.

O que mais me entusiasma é perceber que estamos caminhando para tratamentos cada vez mais específicos, ef**azes e capazes de devolver qualidade de vida aos pacientes.

E isso muda tudo. 💙

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Dra. Anelise
Médica Dermatologista

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