25/08/2026
Você já percebeu que, às vezes, uma situação pequena no presente desperta uma reação emocional muito maior do que parecia fazer sentido?
Uma palavra, um tom de voz, uma rejeição, uma crítica ou até uma situação de abandono podem tocar em algo muito antigo.
Isso acontece porque algumas experiências emocionalmente marcantes não ficam simplesmente no passado. Quando não são adequadamente processadas, podem permanecer associadas a emoções, pensamentos e sensações que continuam sendo ativados diante de situações semelhantes.
É como se uma parte daquela experiência tivesse sido arquivada, mas não verdadeiramente elaborada.
E então, anos depois, algo acontece no presente... e aquela dor antiga encontra uma porta de entrada.
Você pode pensar: “Por que isso mexeu tanto comigo?” “Eu sei que já passou, mas ainda dói.” “Por que eu reajo dessa forma?” “Eu queria esquecer, mas parece que meu corpo não esqueceu.”
O EMDR trabalha justamente com essas experiências que continuam produzindo sofrimento no presente. Por meio de um protocolo estruturado e baseado em evidências, busca-se favorecer o processamento e a integração dessas memórias, para que elas possam ser lembradas sem provocar a mesma intensidade de sofrimento.
O objetivo não é apagar o passado. É permitir que ele ocupe o lugar que realmente lhe pertence: o passado.
Porque aquilo que aconteceu faz parte da sua história, mas não precisa continuar determinando quem você é, como você se sente ou como você vive hoje. 🤍
Se algumas dores parecem antigas, mas continuam presentes, talvez elas estejam pedindo para ser cuidadas — não ignoradas.
Marta Wodonos
🧠 Psicóloga Crp 08-16143
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