25/08/2026
Porque, para muitas pessoas, ele nunca foi “só um animal”. Ele fazia parte da rotina, esperava na porta, ocupava um lugar no sofá, participava dos momentos bons e difíceis e, aos poucos, tornou-se parte da família.
E essa percepção não é apenas afetiva. ⚠️ Dados do IBGE mostram que, já em 2019, 46,1% dos domicílios brasileiros tinham pelo menos um cachorro e 19,3% tinham ao menos um gato.
Quando esse vínculo é interrompido, o sofrimento pode ser profundo. Um estudo brasileiro sobre o impacto emocional após a perda de animais de companhia identificou percepção de luto em 78% dos participantes. Para 50%, a sensação foi comparável à perda de um familiar.
E existe ainda uma dificuldade adicional: nem sempre essa dor é compreendida por quem está ao redor. Uma pesquisa da Universidade Federal de Pelotas identificou sentimentos como incompreensão, isolamento, culpa e receio de demonstrar o próprio sofrimento quando o luto pela perda do pet não é legitimado.
Por isso, sentir profundamente a partida de um pet não é exagero. É a consequência de um vínculo construído com convivência, afeto e muitas histórias compartilhadas.
Cada pessoa vive essa despedida de uma maneira. Respeitar esse tempo, permitir a saudade e encontrar formas de homenagear essa história também fazem parte do processo. 🤍🐾