Dr. Raul Anselmi Jr. - Cirurgião Oncológico e do Aparelho Digestivo

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Dr. Raul Anselmi Jr. - Cirurgião Oncológico e do Aparelho Digestivo Esta é a página do cirurgião, Dr. Raul Anselmi Júnior. Aqui, queremos ajudar pacientes a encontrar informações de qualidade.

27/09/2026

Segunda opinião não significa falta de confiança no seu médico.

Em oncologia, algumas decisões podem mudar completamente o caminho do tratamento: operar ou não operar, qual cirurgia fazer, começar pela quimioterapia, usar radioterapia, imunoterapia ou até rever o diagnóstico.

E quanto mais complexa a situação, mais sentido pode fazer ouvir outro especialista.

Principalmente quando existe dúvida sobre o diagnóstico, quando as opções são muito diferentes entre si, quando foi proposta uma cirurgia de grande porte ou quando disseram que o tumor não pode ser operado.

Um bom médico não deveria se incomodar com uma segunda opinião.

Porque o objetivo é o mesmo: que o paciente tome uma decisão importante com o máximo de informação e segurança possível.

Você buscaria uma segunda opinião antes de uma decisão importante no tratamento do câncer?

18/09/2026

Recebi o diagnóstico de carcinomatose peritoneal. E agora?

A primeira coisa é entender que carcinomatose peritoneal não é uma doença única. Ela pode ter origem no ovário, intestino, apêndice, estômago e outros órgãos — e cada situação tem um tratamento diferente.

Em alguns pacientes, o tratamento será principalmente com quimioterapia. Em outros, pode haver indicação de cirurgia citorredutora, algumas vezes associada à HIPEC.

Por isso, antes de concluir que “não há mais o que fazer”, é fundamental avaliar três pontos: de onde veio o tumor, qual a extensão da doença e se ela pode ser tratada cirurgicamente.

O diagnóstico de carcinomatose peritoneal é sério, mas existem diferentes possibilidades de tratamento. A avaliação por uma equipe com experiência em neoplasias do peritônio pode fazer diferença na definição da estratégia.

11/09/2026

O câncer de ovário pode ser silencioso no início, mas alguns sintomas merecem atenção quando aparecem de forma nova, persistem ou começam a acontecer com frequência.

Barriga inchada, dor abdominal ou pélvica, sensação de ficar satisfeita muito rápido ao comer e vontade de urinar com maior frequência podem ter muitas causas — e, na maioria das vezes, não significam câncer.

Mas quando esses sintomas são persistentes, principalmente se forem diferentes do habitual, vale procurar avaliação médica.

No câncer de ovário, reconhecer que algo mudou no seu corpo pode contribuir para uma investigação mais precoce.

Informação não é motivo para medo. É uma ferramenta para procurar ajuda no momento certo.

Repost from HIPEC Brasil 🇧🇷•A medicina está em constante evolução — e o tratamento da metástase peritoneal também. 🧬A HI...
09/09/2026

Repost from HIPEC Brasil 🇧🇷
•
A medicina está em constante evolução — e o tratamento da metástase peritoneal também. 🧬

A HIPEC representa uma estratégia que combina cirurgia citorredutora e quimioterapia intraperitoneal aquecida em casos selecionados, dentro de uma abordagem que exige avaliação individualizada e atuação multidisciplinar.

Mais do que uma nova tecnologia, a evolução está em como diferentes conhecimentos e estratégias são integrados para cada paciente.

Porque inovar também é ampliar possibilidades de cuidado.

Hoje recebi uma visita que me emocionou.Há dois anos, esta paciente chegou até mim após passar pela avaliação de nove ci...
04/09/2026

Hoje recebi uma visita que me emocionou.

Há dois anos, esta paciente chegou até mim após passar pela avaliação de nove cirurgiões.

Ela tinha um tumor de ovário muito volumoso, que já dificultava até sua respiração, além de um problema cardíaco grave. A cirurgia seria aberta, de grande porte e com riscos muito elevados. Mas não operar também teria consequências.

Conversamos com clareza. Ela e sua família confiaram em nossa equipe, e decidimos enfrentar o desafio juntos.

Hoje, dois anos após a cirurgia, ela está viva, bem e sem sinais da doença.

Ela voltou para dizer “obrigada”. Mas a gratidão é recíproca: pela confiança, pela coragem e por ter caminhado conosco.

Na medicina, nem sempre existe uma escolha sem risco. Algumas decisões precisam ser tomadas com responsabilidade, sinceridade e de mãos dadas.

25/08/2026

Essa dúvida costuma vir acompanhada de uma preocupação: se o tumor foi retirado, indicar outro tratamento significa que a cirurgia não foi suficiente?

Não necessariamente.

Em muitos tipos de câncer, a cirurgia e o tratamento complementar têm funções diferentes. A cirurgia remove a doença que conseguimos identificar. Já a quimioterapia, a imunoterapia ou outros tratamentos podem agir sobre possíveis células microscópicas, invisíveis até mesmo nos melhores exames.

O objetivo é reduzir o risco de a doença voltar e aumentar as chances de cura em longo prazo.

Nem todo paciente precisa de tratamento depois da cirurgia. A decisão depende do tipo e do estágio do tumor, do resultado da análise da peça cirúrgica, dos linfonodos, dos biomarcadores e das condições clínicas de cada pessoa.

Quando indicamos um tratamento complementar, não significa que a cirurgia falhou. Significa que estamos utilizando todas as estratégias disponíveis para buscar o melhor resultado possível.

Salve este vídeo e compartilhe com alguém que esteja passando por essa dúvida.

17/08/2026

A imunoterapia mudou profundamente o tratamento de alguns pacientes com câncer de reto.

Neste caso, uma paciente com doença localmente muito avançada apresentou uma resposta importante ao tratamento. Mas surgiu um novo desafio: no local onde estava o tumor, permaneceu uma fibrose intensa, causando obstrução do reto.

E aí aparece uma pergunta difícil: o que vemos é apenas cicatriz ou ainda existe tumor residual?

Nem sempre os exames conseguem responder isso com absoluta segurança.

Além disso, para reconstruir o trânsito intestinal e possibilitar a retirada da ileostomia, pode ser necessário operar justamente a região previamente acometida.

É um exemplo de como os avanços da oncologia estão mudando também o papel da cirurgia: em alguns pacientes, ela deixa de ser o primeiro passo, mas pode continuar sendo fundamental para completar o tratamento e recuperar qualidade de vida.

Cada caso precisa ser discutido individualmente por uma equipe multidisciplinar.

11/08/2026

Quimioterapia antes da cirurgia: todo paciente com carcinomatose peritoneal de câncer colorretal precisa?

O estudo CAIRO6 ajuda a responder uma das questões mais importantes no tratamento desses pacientes.

Embora não tenha demonstrado aumento de sobrevida global com a quimioterapia perioperatória, houve um dado relevante: o tempo até progressão ou recorrência da doença praticamente dobrou, de cerca de 7 para 14 meses.

Isso reforça uma mudança importante de conceito: o tratamento da doença peritoneal não deve ser pensado apenas como “quimioterapia ou cirurgia”, mas como uma estratégia integrada, definida para cada paciente.

A cirurgia citorredutora continua tendo papel central quando é possível obter uma ressecção completa. A questão passa a ser: qual é o melhor momento para operar e quem realmente se beneficia da quimioterapia antes?

É justamente aí que estudos como o CAIRO6 ajudam a refinar nossa seleção.

06/08/2026

Nirmal Purja ficou conhecido por desafiar o que parecia impossível. Sua história é um exemplo de preparo, disciplina, coragem e confiança na equipe.

Mas ela também nos lembra de algo igualmente importante: por maior que seja a experiência de alguém, sempre existe um componente de imprevisibilidade.

Na Medicina é assim. Na cirurgia oncológica é assim. E na vida também.

Nós estudamos, planejamos, treinamos e nos cercamos das melhores evidências para reduzir riscos e oferecer o melhor tratamento possível. Ainda assim, existem situações que fogem completamente ao nosso controle.

Reconhecer isso não diminui a competência de ninguém. Pelo contrário: é um exercício de humildade.

Talvez essa seja uma das maiores lições das grandes montanhas: buscar a excelência, sem nunca perder o respeito pelo imponderável.

12/07/2026

Estrelas e Personalidades com Câncer

Muita gente conhece Gilda Radner pelo humor e pelo sucesso no Saturday Night Live. Poucos conhecem a história de coragem que ela viveu após o diagnóstico de câncer de ovário.

Sua trajetória mostrou que enfrentar um câncer vai muito além dos tratamentos. Informação, acolhimento, apoio da família e de uma equipe preparada fazem toda a diferença.

Após sua morte, sua história inspirou a criação da Gilda’s Club, uma organização dedicada a oferecer suporte a pacientes com câncer e seus familiares, lembrando ao mundo que ninguém deveria enfrentar essa doença sozinho.

É por isso que inicio esta série: contar as histórias de personalidades que tiveram câncer e, a partir delas, compartilhar conhecimento que pode ajudar pacientes e familiares.

Porque, por trás de cada diagnóstico, existe uma pessoa.

Você já conhecia essa história?

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