Recalculando Rotas - Psicóloga Fernanda Gasparin

Recalculando Rotas - Psicóloga Fernanda Gasparin ✨️Psicologia, feminismo e uma pitadinha de humor para recalcular suas rotas⠀
⁣🌸Terapia para mulheres

27/04/2026

Definitivamente chato não é a palavra.

A gente escuta problema, sim. Mas também escuta histórias, risadas, fofocas, pequenas vitórias e até aqueles momentos que a pessoa nem sabe por onde começar. E a verdade é que existe um interesse genuíno ali: pela história, pela forma como você vive, sente e interpreta tudo isso.

Eu até brinco que sou fofoqueira profissional 😅 Mas no fundo, o que tem mesmo é atenção e presença. É um espaço onde tudo que você traz importa: seja leve, pesado, engraçado ou difícil.

E se você também quer… vem, me deixa ouvir tua história. Vai ser um prazer te escutar.

Se você quer um espaço leve, com atenção de verdade, agenda tua sessão no link da bio. Eu tô pronta e muito interessada em ouvir você ♥️

22/04/2026

Você não se cobra… você se ataca. E existe uma diferença enorme entre responsabilidade e autodestruição.

Autocompaixão não é passar pano, nem se fazer de vítima. É reconhecer o erro, se responsabilizar e agir diferente. Inclusive, é isso que a gente trabalha em terapia: sair da autocrítica que paralisa e construir uma relação interna que te move.

👇 Me conta aqui: qual é a frase que você vive se dizendo e que você jamais diria pra alguém que você ama?

20/04/2026

Remédio ajuda, mas não faz milagre sozinho. Nem pro corpo, nem pra mente.

Ou seja, não adianta tomar remédio e continuar vivendo do mesmo jeito, sem mudar rotina, hábitos, padrões e sem olhar pra raiz do problema.

No emagrecimento, a verdade é que remédios como o Monjauro até auxiliam, mas sem exercício e sem ajuste na alimentação, o resultado não se sustenta.

E na saúde mental é a mesma coisa: o remédio psiquiátrico pode aliviar os sintomas, diminuir a ansiedade, dar um respiro… mas ele não resolve o que tá por trás disso tudo. Ele não muda padrão de pensamento, não cura ferida emocional, não ensina você a lidar com o que te trouxe até aqui. Isso vem com processo, com terapia, com olhar pra si.

Então antes de criticar quem tá usando medicação pra emagrecer, vale se perguntar: será que eu também não estou esperando que meu remédio resolva sozinho algo que precisa de participação minha?

Muita gente acha que terapia é só presença: sentar, falar, sair aliviada e repetir na semana seguinte. Mas fazer terapia...
16/04/2026

Muita gente acha que terapia é só presença: sentar, falar, sair aliviada e repetir na semana seguinte. Mas fazer terapia é bem mais complexo.

É entrar no processo com compromisso, encarar padrões, sustentar desconfortos e aceitar que mudança de verdade quase nunca é passiva.

Na terapia comportamental, isso f**a ainda mais claro: não basta contar o que aconteceu, é preciso se responsabilizar pelo que se faz com isso.

Porque pagar sessão não é o mesmo que trabalhar mudança. Fazer terapia é participar ativamente da própria transformação!

15/04/2026

Ser psicóloga signif**a, muitas vezes, escutar dores muito profundas.

Ansiedade…

Exaustão…

Relacionamentos difíceis…

Sensação de nunca ser boa o bastante…

E sim, isso também me atravessa. Porque, no fim, eu também sou humana.

Mas a clínica não é só o lugar onde a dor aparece. É também o lugar onde ela pode ser nomeada, compreendida e sustentada com segurança.

É nesse processo que eu escuto coisas como:

“Consegui me posicionar.”

“Hoje eu me senti mais segura.”

“Finalmente consegui me escolher.”

E é aí que o trabalho ganha sentido.

Porque a clínica é esse espaço onde a dor pode ser dita sem virar sentença.

E onde, muitas vezes, o que começa como sofrimento vai abrindo caminho para transformação!

***PS: as mensagens do vídeo são fictícias, inspiradas em falas comuns da clínica, para preservar o sigilo e a ética profissional.

Reflexão dos stories para o feed:Ontem meu dia não começou como eu queria. Eu acordei mal, não fui pra musculação e, por...
07/04/2026

Reflexão dos stories para o feed:

Ontem meu dia não começou como eu queria. Eu acordei mal, não fui pra musculação e, por alguns minutos, a frustração tentou transformar um começo torto em sentença para a semana inteira.

Mas hoje eu vim pro Pilates.

E isso me lembrou de uma coisa importante: nem todo dia começa bem, e nem por isso ele precisa terminar ruim.

Na terapia comportamental, a gente aprende que aceitar não é desistir, nem fingir que está tudo certo. É parar de brigar com o que já aconteceu para não gastar energia tentando consertar o irreversível. É sair da lógica da punição interna e começar a olhar para o que ainda pode ser feito.

Hoje eu não quis sustentar a ideia de que um tropeço define meu valor ou meu ritmo. Quis retomar o movimento com mais consciência, mais flexibilidade e mais autocompaixão. Sem transformar um contratempo em identidade.

Ontem foi difícil. Hoje eu continuei.

E talvez esse seja o ponto: não deixar que um começo ruim roube a possibilidade de um dia diferente.

Bora começar sua semana diferente também?

25/03/2026

Você já parou para pensar quem ganha com a sua exaustão?

Parece que a gente piscou e a vida adulta virou um jogo onde a gente tem que dar conta de ser uma profissional impecável, parceira perfeita, amiga presente, ter a rotina de skincare em dia e, claro, nunca surtar.

Mas sabe o que a clínica me ensina todos os dias? Essa competição silenciosa que a gente trava umas com as outras (e com a gente mesma) não é “natural das mulheres”. É uma armadilha cultural. É um comportamento muito bem moldado por uma sociedade que lucra bilhões com a nossa insegurança.

Enquanto você tenta não f**ar para trás no jogo do “+4”, a sua saúde mental cobra a conta em forma de ansiedade, culpa e sensação de fracasso crônico.

Você não precisa ser melhor que a mulher do lado. Você precisa aprender a abandonar a régua que colocaram na sua mão. E isso não se faz com “amor próprio” de internet, se faz com consciência do contexto que te adoece.

Levantar da mesa exige coragem, mas te devolve a única coisa que realmente importa: a sua autonomia.

👉 Qual é o “+4” que mais te esgota hoje: a cobrança com o corpo, com o relacionamento ou com a carreira? Me conta aqui nos comentários.

18/03/2026

💭 O machismo de hoje raramente diz ‘você não pode’. Ele diz ‘você dá conta’.

No consultório, vejo esse padrão se repetir: mulheres exaustas que carregam o mundo nas costas porque aprenderam que isso é uma qualidade.

Na Análise do Comportamento, chamamos isso de reforço. Quando você assume tudo e ouve que é incrível, esse elogio reforça o comportamento de continuar se sobrecarregando.

📉 O problema é que a recompensa imediata mascara a punição a longo prazo. A Carga Mental é silenciosa e não é sobre fazer tarefas, é sobre o trabalho exaustivo de gerenciar as necessidades de todos ao seu redor enquanto as suas f**am para depois.

🧠 Sinais de alerta que seu corpo já está dando:

1️⃣ Você sente que se não pedir, nada acontece.
2️⃣ Você se sente culpada quando descansa.
3️⃣ Seu parceiro ajuda, mas não divide a responsabilidade real.

Quebrar esse ciclo exige parar de aceitar a incompetência alheia como jeito de ser. Se você está cansada de sustentar tudo sozinha, você não está exigente. Você está lúcida.

✈️ Faz sentido pra você? Compartilhe com outras mulheres que podem se identif**ar 🚨

11/03/2026

➡️ Agora que você já sabe algumas das red flags para fugir do profissional sabOR psicólogo, me conta aqui: qual a maior red flag que você já viu em uma consulta?

10/03/2026

A violência contra a mulher começa muito antes do primeiro tapa.

As redes sociais estão infestadas de uma nova “trend” onde homens jovens simulam agressões brutais, com direito a socos, chutes e facadas, contra mulheres que “ousaram” rejeitar um pedido de namoro.

Na Psicologia, sabemos que o comportamento verbal modela a nossa visão de mundo. Quando a violência vira “meme”, ela perde o peso de crime e passa a ser vista como uma reação natural e validada à frustração masculina.Os dados não têm graça nenhuma. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o feminicídio bate recordes no Brasil. E o principal gatilho para os assassinatos é exatamente esse: a rejeição. O “não”.

Eles estão fazendo piada com o cenário que mais mata mulheres no nosso país. Enquanto tratarmos discursos violentos de jovens como “humor ácido” ou “coisa de menino”, continuaremos alimentando as estatísticas.

👉 O que você acha dessa normalização disfarçada de piada na internet? Deixa sua opinião aqui nos comentários.

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