EmpoderaDor -Estela Turozi

EmpoderaDor -Estela Turozi Transformando dor em vida

� Análise Pessoal
�Movimento Intuitivo

21/08/2026

Qual a melhor educação, a de ontem ou a de hoje?

​Como psicanalista, eu te digo: NENHUMA DAS DUAS.

​Antigamente, confundia-se respeito com medo. A violência física e verbal era tratada como algo natural, como se os filhos fossem propriedade dos pais. Isso nunca foi autoridade; isso é autoritarismo.

​Mas aí a nossa geração tentou corrigir o passado e foi para o outro extremo: afrouxamos demais.

​Muitos pais, no medo legítimo de repetir a violência que sofreram, abriram mão da própria autoridade. Porque a verdade é que nunca nos ensinaram o que é uma presença firme, segura e amorosa sem agressão. Quando você não sabe como sustentar um limite sem gritar ou bater, o caminho mais fácil acaba sendo ceder.

​E é aqui que mora a grande armadilha psicanalítica: a projeção.

​Quando você não olha para as suas próprias feridas de infância, passa a tentar blindar seu filho de dores que muitas vezes nem são dele, mas suas. Você tenta "salvá-lo" das frustrações naturais da vida e deixa de ser a âncora de segurança de que ele precisa para crescer e se estruturar.

​Educar de verdade exige presença e firmeza interna. Criança não precisa de pais permissivos nem de pais violentos — precisa de pais conscientes, capazes de acolher sem perder o leme.

​E para sustentar a autoridade do lado de fora, primeiro você precisa curar a criança ferida aí dentro.

​Você já se pegou cedendo por medo de repetir o passado? Me conta nos comentários como esse equilíbrio funciona na sua casa.

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Ter vivido dores, negligências ou violências na infância não signif**a que o seu destino seja viver refém da ansiedade, ...
21/08/2026

Ter vivido dores, negligências ou violências na infância não signif**a que o seu destino seja viver refém da ansiedade, da depressão, da dependência medicamentosa crônica ou da repetição cega da história dos seus pais.

Reconhecer de onde vêm as suas dores não serve para criar justif**ativas ou fixar-se no ressentimento, mas sim para alcançar um lugar de consciência. É a partir desse despertar que você constrói a sua alteridade, desenvolve segurança emocional genuína e assume a autoria da própria vida.

A análise é o espaço ético e profundo para dar voz ao que foi silenciado, liberar as tensões guardadas no corpo e transformar feridas antigas em maturidade psíquica.

Se você sente que chegou o momento de olhar para essas raízes e deseja aprofundar este tema em análise, entre em contato pelo link da bio ou envie uma mensagem direta para saber mais sobre o processo.

Você merece f**ar bem!

Estela Turozi.

21/08/2026

Quem já precisou adivinhar o que o outro espera geralmente aprendeu cedo que errar era perigoso.
Por isso, o perfeccionismo não vem como força, muitas vezes chega como proteção.

No fundo, a dor que aparece hoje é a mesma de antes: medo, cobrança interna, travamento, cansaço de “fazer certo o tempo inteiro”.
A consequência é viver no automático, cansado, como se nunca fosse suficiente.

Você não precisa virar “a pessoa certa da hora”: você precisa recuperar segurança interna, passo a passo.

Como disse Freud, para que a cura aconteça o que está inconsciente deve se tornar consciente.

Ou seja, aquilo que era automático e defensivo pode dar lugar a um viver mais consciente e mais seu.

Se esse tema te tocou, a gente pode seguir em conversa nos próximos vídeos.

18/08/2026

Quando você cresce em um ambiente onde o humor dos adultos é imprevisível, o seu corpo precisa aprender a sobreviver muito antes de aprender a relaxar.

​Na infância, você não tinha ferramentas para entender que a explosão do outro falava sobre a desregulação dele, e não sobre o seu valor. Para a psicanálise, quando uma experiência é excessivamente dolorosa ou assustadora para ser elaborada pela mente da criança, ela é recalcada. O que não encontra espaço para ser dito ou compreendido não desaparece, apenas muda de endereço.

​E para onde vai essa memória? Ela vai para o corpo.

​A somática nos mostra que viver sob a ameaça constante de um ataque, de uma bronca desproporcional ou de uma humilhação molda o sistema nervoso. A criança passa a viver em hipervigilância, medindo passos, tons de voz e expressões faciais para antecipar o perigo.

​O tempo passa, você se torna adulto, sai daquela casa, mas o seu corpo ainda não recebeu o recado de que o perigo passou.

​É exatamente por isso que esse trauma parece tão difícil de identif**ar na vida adulta. Você não precisa estar conscientemente lembrando da infância para sentir os efeitos. O registro está na biologia:

​A ansiedade constante nada mais é do que o reflexo de esperar a próxima explosão.

O estresse crônico é a resposta de um organismo que nunca desliga o modo de defesa.

A dificuldade para dormir acontece porque, para o seu sistema nervoso, relaxar e baixar a guarda ainda parece perigoso.

As dores musculares e tensões no corpo são a armadura física que você construiu para se proteger de impactos emocionais.

​Você não é uma pessoa tensa por acaso e não nasceu ansiosa. O seu corpo apenas continuou executando o plano de proteção que aprendeu no passado. Reconhecer essa dinâmica entre mente e estrutura corporal é o primeiro passo para começar a desarmar esse estado de alerta.

​Siga o meu perfil para compreender como integrar corpo e psique e libertar o que ficou guardado na sua história.

13/08/2026

Na psicanálise, entendemos que as relações humanas se estruturam em dinâmicas e papéis bem definidos. Quando você se anula reprimindo seus desejos, silenciando sua voz e colocando a necessidade do outro sempre em primeiro lugar, você ocupa um lugar específico nesse "pacto" silencioso.

​A questão é: quem está ao seu redor se acostuma com o conforto da sua anulação.

​Quando você entra em processo analítico e começa a dar nome ao que sente, o cenário muda. A análise te resgata do lugar de objeto do desejo alheio para te devolver a posição de sujeito da sua própria história.

​Você passa a impor limites, a dizer "não" e a reivindicar seu espaço.

​E é exatamente aí que o incômodo surge. Para quem estava acostumado a ter 100% da sua atenção e disponibilidade, a sua conquista de autonomia pode soar como "egoísmo" ou "frieza". Mas a verdade é simples: quem se incomoda com a sua evolução é quem se aproveitava da sua estagnação.

​Impor limites não é um ato de egoísmo; é um ato de sobrevivência e maturidade psíquica. O autoconhecimento reorganiza seus vínculos e só permanece na sua vida quem tem maturidade para se relacionar com a sua versão inteira, não apenas com a sua versão concessiva.

​Você sente que tem se anulado para manter a paz nas suas relações?

​O processo terapêutico é o caminho para recuperar a sua voz e reconstruir sua autonomia com segurança. Se você deseja iniciar essa jornada de autoconhecimento e transformação comigo, clique no link da bio ou me envie uma mensagem no Direct para saber mais 🌿✨

10/08/2026

Acompanhar a rotina de um maternal Waldorf mexeu muito comigo.

​Fiquei observando como as professoras lidam com as crianças... Se uma criança chega insegura ou chorando, a professora simplesmente se abaixa, f**a em silêncio, olha nos olhos e espera. Ela suporta o vazio. Não tenta 'animar', não tenta preencher aquele momento com excesso de palavras ou estímulos pra acelerar as coisas. Ela só está lá, presente, respeitando o tempo do outro.

​E como psicanalista, isso me fez pensar imediatamente na nossa clínica e na vida adulta.

​A gente vive numa urgência permanente. Não há espaço pro silêncio, pra pausa, nem pra terminar um pensamento sem que algo venha preencher o vazio. Na análise, o que a gente faz é justamente sustentar esse espaço seguro, o único lugar onde muitas pessoas finalmente conseguem respirar e se encontrar.

​E se a gente começasse a construir essa sustentação também no nosso dia a dia? Nas nossas relações, na nossa casa, no nosso trabalho?

​Você sente que tem espaço pra pausa e pro silêncio na sua rotina hoje, ou a pressa tem engolido esse tempo?

07/08/2026

Não existe ansiedade que vem do nada.

​Quando você está dirigindo e um carro aparece de repente, a sensação é de que ele brotou da terra. Na verdade, ele sempre esteve ali, apenas estava no seu ponto cego.

​Com os sintomas de ansiedade, o processo é exatamente o mesmo. Na psicanálise, compreendemos que as crises ou o aperto no peito não surgem sem explicação. Existem conflitos, conteúdos do inconsciente e tensões acumuladas que estão operando justamente no seu ponto cego psíquico.

​Como você não identif**a os sinais prévios, a sensação é de um susto repentino. O caminho para a regulação não é tentar silenciar o sintoma, mas sim aprender a enxergar aquilo que o seu consciente ainda não consegue ver.

​Você costuma perceber os sinais do seu corpo antes da ansiedade tomar conta ou sente que ela sempre surge de surpresa?

06/08/2026

Você está preparado? Estela Turozi | Corpo e Psiquê🦋

Ser pai (ou mãe) e acompanhar o crescimento de outro ser humano é a experiência mais profunda, desafiadora e signif**ativa que podemos viver.

É a oportunidade real de servir como guia, de ser exemplo e de evoluir como pessoa. Mas essa transformação não acontece no piloto automático.

​Como podemos guiar alguém se não conhecemos nossos próprios caminhos internos?

​Quando não há preparo emocional e autoconhecimento, a conta chega. A falta de elaboração das próprias dores e a ausência de maturidade psicológica estão na raiz de tantas famílias fraturadas e do abandono afetivo e material que marca a história de tantas crianças. A paternidade e a maternidade exigem coragem para olhar para dentro.

​A psicanálise nos ensina que cuidar da própria mente é o primeiro ato de amor e responsabilidade para com aqueles que dependem do nosso exemplo. Para viver a vida em sua plenitude e construir vínculos verdadeiros com quem amamos, o autoconhecimento não é um luxo, é a base.

O que mais te marcou nessa experiência?

​Marque alguém que vai amar esse video.

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