11/12/2025
Minha Jornada na Osteopatia
Em 2017 iniciei minha caminhada na osteopatia pela Escuela de Osteopatía de Madrid. Foram anos intensos, cheios de estudos, provas e desafios que, inicialmente previstos para cinco anos, acabaram se transformando em seis. A última prova, em 2022, chegou em um dos momentos mais delicados da minha vida: eu estava com o Francisco, meu filho, então com apenas quatro meses. Eu estava frágil, com vitaminas e ferro muito baixos, vivia a vulnerabilidade e a intensidade do puerpério. Mesmo assim, tentei fazer a prova — e não passei.
Aquela etapa não concluída somou-se ao fato de estarmos vivendo o primeiro ano do Francisco em Curitiba, com uma rede de apoio extremamente limitada e minha família longe. Eu atendia quando conseguia alguém para ficar com ele, sempre entre um cuidado e outro. Aos poucos, percebi que simplesmente não era o meu momento. Desisti da prova por um tempo, não por falta de vontade, mas por impossibilidade real de parar, respirar e focar.
Em 2024 apresentei meu D.O. Em 2025 concluí os estágios. E foi também em 2025 que, com incentivo, acolhimento e palavras de pessoas que mudaram minha forma de pensar, finalmente enfrentei a prova que eu tanto temia — aquela que já carregava mais resistência emocional do que dificuldade acadêmica. Hoje, entendo que meu medo não era do conteúdo, mas da pressão que eu mesma havia colocado sobre mim. Era autocobrança, era a falsa ideia de que “já deveria ter sido”. Era falta de compreensão sobre o tempo certo, o meu tempo — aquele que Deus tem para cada pessoa, em cada momento da vida.
Durante o período em que fiquei afastada, dediquei-me inteiramente a ser mãe do Francisco. E descobri que essa foi uma das escolhas mais bonitas que fiz. Aproveitei cada fase, sem nenhum arrependimento. Estive presente em todas as suas descobertas: das primeiras comidas que eu mesma preparei aos seus avanços no desenvolvimento psicomotor, dos primeiros passos às primeiras palavras. Foi um privilégio.
(Continua nos comentários)