22/07/2026
Existe uma diferença entre viver e apenas responder às exigências da vida.
Muitas pessoas passam os dias reagindo: ao trabalho, às responsabilidades, às expectativas, às dores. Aos poucos, deixam de perceber que, por trás de tudo isso, existe alguém esperando para ser escutado.
Escutar a si mesmo não é um exercício de autocentramento. É um ato de coragem.
Porque, quando o silêncio chega, ele nem sempre traz paz. Às vezes, ele revela perguntas que passamos anos tentando evitar: A vida que estou vivendo ainda me representa? O que minhas escolhas dizem sobre quem estou me tornando? O que, de fato, merece minha existência?
Rollo May dizia que a coragem não é a ausência de ansiedade, mas a decisão de continuar existindo de forma autêntica apesar dela.
E Viktor Frankl nos lembrava que não encontramos sentido olhando apenas para dentro de nós, mas na maneira como respondemos ao chamado que a vida nos faz.
Talvez seja por isso que se ouvir seja tão importante: não para permanecer preso em si mesmo, mas para reconhecer, com honestidade, qual é a resposta que somente você pode oferecer ao mundo.
Então eu volto à pergunta:
Quantas vezes por semana você separa um tempo para se ouvir?