Ser.emsi - Psicologia Corporal

Ser.emsi - Psicologia Corporal Psicologia Clínica
Terapia Corporal Reichiana
Análise Bioenergética
CRP 08/18263

-Graduada pela Faculdades Integradas do Brasil - Unibrasil, 2011.
-Especialização em Psicologia Corporal - Centro Reichiano,2013.
-Residência em Análise Bioenergética pelo Centro Reichiano, 2016.
-Licencianda em Filosofia, UniDombosco, 2024.
-Pós graduanda em Sexologia, pela UnFG, 2021
-Membro e fundadora do Grupo de Estudos PsicoCorpo de Curitiba.

-Atendimento Clínico a jovens e adultos;
-Palestras e Cursos;
-Vivências.

GOTAS SUBVERSIVAS💧Insurgência, de modo geral é um movimento de ruptura, resistência ou oposição a uma ordem estabelecida...
02/06/2026

GOTAS SUBVERSIVAS💧

Insurgência, de modo geral é um movimento de ruptura, resistência ou oposição a uma ordem estabelecida.

Na perspectiva reichiana, o prazer não é apenas uma sensação agradável. Ele é um indicador de contato, de vitalidade, de capacidade de pulsar entre expansão e recolhimento.

Quando alguém perde a possibilidade de sentir prazer, muitas vezes não perdeu apenas o prazer. Perdeu também acesso à curiosidade, ao desejo, ao entusiasmo, ao interesse pela vida.

Por isso, o prazer ocupa um lugar tão importante na clínica. Não porque o objetivo da psicoterapia seja fazer alguém se sentir bem o tempo todo, mas porque a capacidade de sentir prazer está intimamente relacionada à capacidade de estar em contato consigo mesmo e com a própria experiência.

Muitas pessoas chegam ao consultório falando de ansiedade, exaustão, dificuldades nos relacionamentos ou uma sensação persistente de vazio. E, embora nem sempre o prazer apareça como tema principal, frequentemente encontramos pelo caminho perguntas sobre o que desperta interesse, o que mobiliza desejo, o que produz sentido e presença.

Quando a vitalidade encontra mais espaço para circular, algo começa a se reorganizar. O prazer deixa de ser uma busca constante ou uma cobrança e passa a aparecer como expressão de uma vida mais disponível para ser vivida.

Para além de escuta atenta, corpo presente, respiração, teoria afiada como sustento, o chinelo. Eu gosto de atender de c...
27/05/2026

Para além de escuta atenta, corpo presente, respiração, teoria afiada como sustento, o chinelo.
Eu gosto de atender de chinelo.
Talvez porque o corpo também escute diferente quando não precisa estar endurecido e os pés apertados num calçado qualquer…

☎️🪄Atender o telefoninho de plástico de uma criança é um ato de resistência contra o nosso próprio endurecimento. É perm...
26/05/2026

☎️🪄Atender o telefoninho de plástico de uma criança é um ato de resistência contra o nosso próprio endurecimento.

É permitir, por alguns segundos, que a energia flua livre, sem a vigilância rígida da nossa couraça. É lembrar que a saúde, afinal, tem a ver com a nossa possibilidade de movimento, entrega e presença.

E por aí? Quanto de espaço o seu corpo tem encontrado para apenas ser, como a pureza das respostas das crianças?🧚🏽‍♂️

Ontem participei de um encontro de empreendedoras.Tiraram fotos lindas minhas.E, curiosamente, meu corpo imediatamente p...
21/05/2026

Ontem participei de um encontro de empreendedoras.

Tiraram fotos lindas minhas.
E, curiosamente, meu corpo imediatamente pensou:
“não posta.”

Achei interessante perceber isso.

Quantas vezes a gente confunde autopreservação com autoapagamento?

Existe uma linha muito delicada entre sustentar a presença do próprio trabalho e sentir que estamos nos transformando em vitrine.

Acho que quem trabalha com escuta, profundidade e vínculo muitas vezes estranha a lógica da exposição constante.

Mas também tenho percebido uma coisa:
se esconder demais pode ser outra forma de contração.

Às vezes, permitir-se aparecer também faz parte de sustentar o próprio trabalho no mundo.

Foi um evento lindo e acolhedor. Parabéns a , e, muito grata as colegas que compartilharam suas histórias comigo.

Existe um investimento enorme em fazer esquecermos do corpo que somos. Esquecer o próprio ritmo.A própria raiva.O própri...
20/05/2026

Existe um investimento enorme em fazer esquecermos do corpo que somos.

Esquecer o próprio ritmo.
A própria raiva.
O próprio limite.
O próprio prazer.

Porque um corpo muito vivo é difícil de domar.

Wilhelm Reich já apontava que o adoecimento não nasce apenas do indivíduo, mas de uma cultura que precisa conter a pulsação vital para manter certas formas de organização, adaptação e obediência. E vice-versa, corpos mortificados sustentam a sociedade adoecida e pesteada.
Um corpo encouraçado suporta mais violência contra si mesmo sem perceber. E também é mais pesteado e violento.
Tolera excessos.
Silencia sinais.
Produz mesmo exausto.
Continua, mesmo dissociado.

Por isso a vitalidade tantas vezes é aceita apenas quando pode ser convertida em desempenho.
Quando vira produtividade, alta performance, estética, eficiência. Ou o corpo é excluído por não seguir o “padrão e a ordem social - patriarcal, no caso”.

Mas vitalidade não é máquina.
Vitalidade é movimento.
Movimento espontâneo!
É sensibilidade.
É capacidade de sentir o “não”, o desconforto, o desejo, o limite e também o prazer.

E talvez seja exatamente aí que um corpo vivo se torne disruptivo:
quando ele interrompe automatismos que antes pareciam normais.

Quando já não consegue se violentar com tanta facilidade.
Quando deixa de se adaptar ao que o adoece.
Quando volta a sentir.

O que no seu corpo hoje ainda é vitalidade e o que já virou apenas adaptação?

Que fique claro que: presença não é um estado permanente.Não existe corpo disponível, consciente e atento o tempo inteir...
11/05/2026

Que fique claro que: presença não é um estado permanente.

Não existe corpo disponível, consciente e atento o tempo inteiro.
Isso também seria uma forma de exigência.

Existe uma diferença entre atenção constante
e possibilidade de permanência.

Porque permanecer não significa nunca se desregular,
nunca se distrair,
nunca precisar se afastar.

Significa ampliar, aos poucos,
a capacidade de continuar em si
por mais alguns instantes,
sem precisar fugir imediatamente da própria experiência.
E isso respeita ritmos.

Respeita a história inscrita no corpo.
As formas de proteção que foram construídas para suportar a vida.
Os estados de tensão que um dia fizeram sentido.

Há corpos que aprenderam vigilância antes de aprender repouso.
Por isso presença não se atravessa à força.
Ela vai sendo construída
na delicadeza do possível.

No instante em que o corpo consegue sustentar um pouco mais:
um afeto,
um silêncio,
um limite,
um descanso.

Sem entrar imediatamente em alerta.
Talvez presença não seja sobre conseguir permanecer o tempo todo.
Mas sobre já não precisar desaparecer de si tão rapidamente.

Eu sou fissurada em Leminski, minha nossa como gosto! Acho mesmo que essa poesia é um exercício lindo de desapego e flui...
08/05/2026

Eu sou fissurada em Leminski, minha nossa como gosto! Acho mesmo que essa poesia é um exercício lindo de desapego e fluidez. Parece que nela, ele br**ca com o tempo e o movimento, sugerindo que a vida acontece melhor quando não tentamos controlá-la.

Estado de espírito: ir sendo.

Sair do fazer e entrar no sentir não é simples — e, para muitas pessoas, sequer é possível.Esse texto nasce de um recort...
04/05/2026

Sair do fazer e entrar no sentir não é simples — e, para muitas pessoas, sequer é possível.

Esse texto nasce de um recorte.
De uma realidade onde existe, ainda que minimamente, a possibilidade de pausar, de escolher não fazer por alguns instantes.

Não estamos falando da maioria esmagadora que acorda todos os dias atravessada pela urgência da sobrevivência,
onde o fazer não é escolha — é necessidade.

E é importante dizer: fazer, se organizar, sustentar a vida concreta — tudo isso é necessário.
Existe um fazer que estrutura, que dá chão, que sustenta a continuidade da vida.

Mas é preciso estarmos atentos a quando o fazer deixa de ser sustentação
e passa a ser afastamento de si.

Porque, mesmo quando a pausa é possível, o corpo nem sempre consegue parar.
Foi treinado a seguir, a produzir, a não sentir.

E, nesse ponto, o fazer pode virar uma forma sutil de não se encontrar.

Reconhecer esse recorte não diminui a reflexão —
torna ela mais honesta, mais situada.

E talvez deixe mais uma pergunta em aberto:

quando parar é possível,
o que em você evita esse encontro?

“Deixe uma pergunta pousar no seu peito leve como brisaO que te faz ser você?Não o que o mundo esperaMas aquilo que vibr...
14/01/2026

“Deixe uma pergunta pousar no seu peito leve como brisa
O que te faz ser você?

Não o que o mundo espera
Mas aquilo que vibra só em você
Aquela faísca única
Aquela assinatura silenciosa
Que só o seu coração sabe escrever.”

Música linda de Vozes de Aruanda

Escutar a si não é um exercício mental.É um gesto de presença.Muitas vezes ouvimos nossas palavras,mas não escutamos o c...
02/01/2026

Escutar a si não é um exercício mental.
É um gesto de presença.

Muitas vezes ouvimos nossas palavras,
mas não escutamos o corpo que as sustenta.

O tom da voz,
a respiração,
as tensões,
a intensidade,
o jeito que o corpo se organiza para dizer.

Na clínica, a escuta acontece quando a palavra deixa de ser apenas conteúdo
e passa a ser experiência.

Talvez seja por isso que algumas frases nos pesam
e outras simplesmente não cabem.

Escutar-se é permitir que o corpo participe do que se diz.
E, às vezes, é aí que algo começa a se transformar —
não porque foi entendido,
mas porque foi sentido.

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