01/12/2020
Trata-se de uma malformação em que a criança nasce com um músculo do pescoço com uma retração ou uma fibrose, o que faz com que a cabeça dela fique caída para o lado. E esse problema pode ter diferentes graus, desde os mais leves até aqueles que demandam mais atenção. Embora ainda não se saiba ao certo o que provoca a malformação, há algumas hipóteses consideradas pela comunidade médica. As principais delas são: hereditariedade, mau posicionamento do bebê dentro do útero e até mesmo uma interrupção do fluxo sanguíneo no músculo esternocleidomastoideo, que f**a na lateral do pescoço e pode sofrer um encurtamento ou uma fibrose – processo que causa o enrijecimento muscular, limitando os movimentos do pequeno.
Como tratar
O torcicolo congênito deve ser avaliado individualmente, por isso o tratamento vai depender de cada caso. “Se for um grau mais leve, a fisioterapia pode ajudar ao fazer um movimento contrário à deformidade. Porém, se o problema for mais grave, só poderá ser corrigido por meio cirúrgico”.
No caso da fisioterapia, a quantidade e a frequência das sessões serão indicadas de acordo com o comprometimento do músculo. E o ideal é que ela seja realizada até o primeiro ano de vida do pequeno – embora não exista uma idade mínima para começar, sabe-se que o diagnóstico precoce ajuda bastante nesse processo. “Quanto antes os pais procurarem ajuda médica, mais fácil será corrigir o problema”.
O acompanhamento dos pais em casa também é essencial para a eficácia e rapidez do tratamento. Eles devem prestar atenção à postura do bebê, corrigindo o posicionamento da cabecinha na hora do sono e da amamentação, por exemplo. Os fisioterapeutas também podem orientá-los a fazer alongamentos e uso de calor superficial no músculo comprometido.
É importante lembrar que, se o torcicolo não for corrigido, a deformação acompanhará a criança por toda a vida e f**ará cada vez mais difícil de ser revertida.