09/01/2026
Nem só de glórias vivemos. Hoje tive a oportunidade, felizmente com um final de alívio, de resolver a maior complicação que já vi na cirurgia ortopédica reconstrutora. Pinos soltos, infecção de trajeto que levou a artrite séptica, fratura subcapital, luxação do quadril. Uma só delas já é uma tragédia. Todas elas juntas me fizeram lembrar do que aprendi no primeiro mês de residência médica com meu preceptor da época dr : “Você só estará apto a operar sozinho quando for capaz, por ter experiência, habilidade e conhecimento o bastante para resolver complicações durante uma cirurgia”. Eu sempre levei isso muito a sério. Montei minha vida ortopédica tratando complicações, tornei-me um especialista nisso. Tudo isso para dizer que… não é fácil lidar com malformações complexas. Nunca foi e nem será. Para os meus colegas que iniciam neste campo deixo alguns conselhos: estudem, analisem, planejem, dediquem-se. Tive a sorte de ter cruzado e convivido com, acima de excelentes médicos, excelentes seres humanos. Quem quiser conversar estou aberto a compartilhar o pouco que sei. Aos pais: sigamos juntos e sempre atentos. Abraço apertado a todos.