Dr. Gustavo Franklin - Neurologia

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Dr. Gustavo Franklin - Neurologia Dr. Gustavo Franklin

Médico neurologista
Doutor (Ph.D) em Medicina Interna
Professor PUC-PR

📍Instituto Revigoràte
Av.

Sete de Setembro, 4923, Sala 301, Batel, Curitiba – PR

📞 (41) 3532-2771

www.drgustavofranklin.com.br

Acaba de ser aprovado nos EUA, um novo medicamento para Doença de Parkinson!O tavapadon, que será comercializado pela Ab...
29/09/2026

Acaba de ser aprovado nos EUA, um novo medicamento para Doença de Parkinson!

O tavapadon, que será comercializado pela AbbVie com o nome Juvmo, é um agonista dopaminérgico oral de uso uma vez ao dia, mas com uma característica diferente dos agonistas tradicionais, como pramipexol: o tavapadon atua seletivamente nos receptores dopaminérgicos D1/D5, enquanto os agonistas atualmente utilizados atuam predominantemente em D2/D3.

A aprovação foi sustentada principalmente pelo programa de fase 3 TEMPO. Nos estudos TEMPO-1 e TEMPO-2, realizados em pacientes nas fases iniciais da doença, o tavapadon utilizado como monoterapia proporcionou melhora signif**ativa dos sintomas motores e das atividades de vida diária. Já no TEMPO-3, em pacientes que apresentavam flutuações motoras apesar do tratamento com levodopa, a adição do tavapadon proporcionou aproximadamente 1,1 hora adicional por dia de período ON sem discinesia problemática, além de redução do tempo OFF.

Isso é particularmente interessante porque coloca à disposição uma nova forma de estimular o sistema dopaminérgico, podendo ser utilizada tanto nas fases iniciais quanto em associação à levodopa quando surgem flutuações motoras. A aprovação não signif**a que o medicamento seja superior aos tratamentos que já utilizamos, mas amplia as possibilidades terapêuticas para individualizarmos cada vez mais o tratamento.

🇧🇷 E no Brasil? A aprovação pelo FDA vale para os Estados Unidos e não signif**a aprovação automática pela Anvisa. Para que o tavapadon possa ser regularmente comercializado no Brasil, é necessário o processo regulatório brasileiro e a concessão do registro pela Anvisa. Documentos recentes da Conitec ainda descreviam o tavapadon como uma tecnologia em fase 3 e sem registro regulatório naquele momento. Portanto, após a aprovação americana, precisamos acompanhar os próximos passos regulatórios no país.

Mais uma opção chegando ao tratamento da doença de Parkinson — e mais um exemplo de como a pesquisa clínica continua transformando o cuidado dos nossos pacientes.

28/09/2026

Na próxima semana, entre os dias 7 e 10 de outubro, acontecerá o Congresso Brasileiro de Neurologia, o principal encontro da neurologia brasileira.

Será uma grande oportunidade de reencontrar amigos e colegas, trocar experiências e, principalmente, aprender muito com grandes profissionais da nossa área.

Neste ano, terei também a alegria de participar como palestrante, ministrando a aula “Uma atualização sobre a doença de Huntington”.

Aos estudantes, residentes e neurologistas, f**a o convite: aproveitem o Congresso para se atualizar, conhecer pessoas, trocar experiências e ampliar o conhecimento nas diferentes áreas da Neurologia. A nossa formação não termina e encontros como esse nos lembram o quanto ainda temos para aprender.

Nos vemos no Rio de Janeiro!

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Ontem nos encontramos para falar da Doença de Huntington, no Huntington em Encontro, na cidade de Curitiba. Conheci muit...
27/09/2026

Ontem nos encontramos para falar da Doença de Huntington, no Huntington em Encontro, na cidade de Curitiba. Conheci muitas pessoas e revi outras tão queridas.

Foi um encontro marcado por muita conversa, troca, acolhimento e, principalmente, muita empatia. Mais uma vez, tive a oportunidade de aprender — e aprender muitíssimo. Sou grato por poder participar de momentos como esse e tenho a certeza de que saí desse encontro melhor do que entrei.

Hoje, 27 de setembro, Dia Nacional da Doença de Huntington, meu pensamento está especialmente com cada paciente, familiar e cuidador que convive diariamente com essa doença.

Que esta data ajude a trazer luz para a Doença de Huntington, tirando-a da invisibilidade e ampliando o conhecimento, a conscientização e a atenção da sociedade.

Que essa luz também alcance a ciência. Que tenhamos cada vez mais pesquisa, investimento e pessoas comprometidas com a busca por novos tratamentos. E que aquilo que hoje ainda é esperança possa, no futuro, transformar-se em realidade para os pacientes e suas famílias. Parabéns ABH – Associação Brasil Huntington pela iniciativa e a todos que estavam presentes!

Seguimos juntos.

19/09/2026

“Mas você já me perguntou isso várias vezes…”

Perguntas e histórias repetidas são muito comuns na doença de Alzheimer. Muitas vezes, a pessoa não se lembra de que já fez aquela pergunta — para ela, pode ser a primeira vez.

Algumas dicas podem ajudar:

🧠 Evite confrontar: dizer “eu já respondi isso” pode gerar frustração ou constrangimento.

💬 Responda de forma simples e tranquila: mesmo que seja a décima vez, tente manter a resposta curta e clara.

❤️ Observe o que existe por trás da pergunta: às vezes, a repetição representa ansiedade, insegurança ou necessidade de atenção.

📝 Use lembretes visuais: calendários, quadros e bilhetes podem ajudar em algumas situações.

🎯 Redirecione a atenção: depois de responder, proponha outra atividade ou mude gentilmente o foco da conversa.

🤝 Não transforme a repetição em uma discussão. O objetivo não é provar que a pessoa está repetindo, mas ajudá-la a se sentir segura.

Cuidar de alguém com Alzheimer exige adaptação, compreensão e, muitas vezes, muita paciência.

Compartilhe com alguém que convive ou cuida de uma pessoa com demência. 💙

14/09/2026

A Síndrome de Pisa é uma alteração postural caracterizada por inclinação lateral sustentada do tronco, geralmente definida por um desvio ≥ 10°, que tende a melhorar com mobilização passiva ou ao deitar.

🔎 Dica clínica para o diagnóstico:
A presença de lateroflexão importante do tronco principalmente à marcha, reversível em decúbito, ajuda a diferenciar a Síndrome de Pisa de deformidades estruturais, como a escoliose fixa.

⚠️ Em quais parkinsonismos pode aparecer?

É mais frequentemente associada à Doença de Parkinson, especialmente em fases mais avançadas, mas também pode ocorrer em parkinsonismos atípicos, incluindo:

• Atrofia de Múltiplos Sistemas (AMS)
• Demência com Corpos de Lewy (DCL)
• Paralisia Supranuclear Progressiva (PSP), menos frequentemente

Um questão útil, quando surge de maneira precoce em uma síndrome parkinsoniana, diz muito contra o diagnóstico de doença de Parkinson, mas favorece o diagnóstico de parkinsonismos atípicos, principalmente AMS.

13/09/2026

Da uma pausa no vídeo e crave o diagnóstico! Esse precisa parar pra pensar um pouquinho!

😏 Um sorriso que pode dizer muito mais do que parece.O riso sardônico (risus sardonicus) é uma expressão facial fixa que...
12/09/2026

😏 Um sorriso que pode dizer muito mais do que parece.

O riso sardônico (risus sardonicus) é uma expressão facial fixa que lembra um sorriso ou riso forçado, causada por contrações involuntárias e sustentadas da musculatura facial.

O nome está possivelmente associado à Sardenha. Acreditava-se que a ingestão de uma planta tóxica, um tipo de Cicuta chamada Cicuta Sardonica (Oenanthe crocata), provocava espasmos da musculatura facial que davam à pessoa a aparência de um sorriso involuntário. Também aparece como σαρδάνιος (sardanios), usado por Homero em A Ilíada para descrever um riso amargo, forçado, sem alegria.

🧠 Na neurologia, qual diagnóstico devemos lembrar?

O risus sardonicus quando de início agudo deve remeter ao TÉTANO. A ação da tetanospasmina provoca desinibição dos neurônios motores, levando a rigidez e espasmos musculares. O quadro pode apresentar:

• Riso sardônico
• Trismo
• Rigidez cervical e abdominal
• Espasmos musculares dolorosos
• Opistótono nos casos mais graves

🔎 Mas atenção:
Dependendo do contexto clínico, deve-se considerar outras causas de distonia ou contração facial, principalemtne se de fase crônica, como

• Doença de Wilson — especialmente em pacientes jovens com distonia oromandibular/facial; o chamado “sorriso sardônico” ou risus sardonicus pode ser uma manifestação característica.
• Distonias cranianas/oromandibulares — contrações sustentadas podem gerar expressões faciais anormais.
• Distonias secundárias a medicamentos ou lesões estruturais dos gânglios da base.
• Outras doenças neurológicas com distonia facial generalizada ou segmentar, conforme o restante do exame neurológico.

Uma expressão facial pode ser a pista para todo o diagnóstico.

10/09/2026

O acúmulo de cobre pode comprometer diversos órgãos e sistemas. Entre as principais manifestações extra-hepáticas e não neurológicas, destacam-se:

👁️ Oculares: anel de Kayser-Fleischer, decorrente do depósito de cobre na membrana de Descemet, e a rara catarata em girassol (sunflower cataract).

🩸 Hematológicas: anemia hemolítica Coombs-negativa, que pode ser uma manifestação inicial e é particularmente importante na insuficiência hepática aguda associada à doença de Wilson.

🦴 Esqueléticas: artralgias, osteopenia/osteoporose, osteomalácia e alterações articulares precoces.

🧪 Endócrinas: podem ocorrer hipoparatireoidismo, irregularidades menstruais, amenorreia, infertilidade e outras alterações relacionadas à disfunção gonadal.

❤️ Cardíacas: menos frequentes, mas incluem cardiomiopatia e distúrbios do ritmo cardíaco.

💡 Dica: diante de uma doença multissistêmica em paciente jovem, especialmente associada a manifestações hepáticas, neuropsiquiátricas ou hemólise inexplicada, a doença de Wilson deve entrar no diagnóstico diferencial.

O acúmulo de cobre no sistema nervoso central, especialmente nos núcleos da base, pode produzir diferentes distúrbios do...
09/09/2026

O acúmulo de cobre no sistema nervoso central, especialmente nos núcleos da base, pode produzir diferentes distúrbios do movimento. Entre as principais manifestações estão:

🔸 Tremor — pode ser postural, cinético ou de repouso. O clássico “wing-beating tremor” (tremor em bater de asas) é particularmente sugestivo.
🔸 Distonia — pode ser focal, segmentar ou generalizada, frequentemente envolvendo a musculatura facial e oromandibular.
🔸 Parkinsonismo — bradicinesia e rigidez, podendo ocorrer tremor de repouso.
🔸 Ataxia — alterações da marcha e da coordenação podem fazer parte do quadro.
🔸 Coreia — movimentos involuntários, irregulares e imprevisíveis também podem ocorrer.
🔸 Disartria e disfagia são frequentes e podem resultar da combinação desses diferentes fenótipos motores.

👁️ Dica de prova: o anel de Kayser-Fleischer está presente praticamente em todos pacientes com manifestações neurológicas da doença de Wilson.

08/09/2026

Paciente tem uma doença neuromuscular.

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