Dr. Cicero Alaor Kluppel

Dr. Cicero Alaor Kluppel Pediatra e Homepata, graduado pela FEPAR em 1988
Dedicado ao cuidado da saúde física e emocional da criança, com foco nas suas Dificuldades Alimentares.

CRM-PR 11479

01/08/2022

Texto do livro “Vamos para a mesa: orientações e reflexões sobre crianças que comem mal”
11/07/2022

Texto do livro “Vamos para a mesa: orientações e reflexões sobre crianças que comem mal”

06/06/2022
O PA Ped HC ganhou um “Vamos para a mesa”. Um agradecimento aos muitos colegas e amigos pelo apoio ao Amb. de Dificuldad...
26/05/2022

O PA Ped HC ganhou um “Vamos para a mesa”. Um agradecimento aos muitos colegas e amigos pelo apoio ao Amb. de Dificuldades Alimentares.

Meu primeiro autógrafo do “Vamos para a mesa” foi para Dra. .villela. Muito feliz.
26/05/2022

Meu primeiro autógrafo do “Vamos para a mesa” foi para Dra. .villela. Muito feliz.

Parabéns mulheres. E muito obrigado a todas.
08/03/2022

Parabéns mulheres. E muito obrigado a todas.

Hoje foi um dia muito especial pra mim. Fiz plantão com minha filha no último dia do estágio dela na pediatria. No ano q...
29/07/2021

Hoje foi um dia muito especial pra mim. Fiz plantão com minha filha no último dia do estágio dela na pediatria. No ano que vem ela começa novo período, mais 7 anos de residência. É a “menina” mais corajosa e inteligente que eu conheço. Vai ser uma médica como poucas porque é um ser humano como poucos. Não estou cabendo de tanto orgulho.

É VIROSEÉ muito comum que os pediatras terminem uma consulta com este diagnóstico - É VIROSE.Comum também que as mães sa...
29/06/2021

É VIROSE

É muito comum que os pediatras terminem uma consulta com este diagnóstico - É VIROSE.
Comum também que as mães saiam indignadas, pensando:
“Pra este pediatra tudo é virose”.
Pois bem. Felizmente quase sempre é virose mesmo. Vamos entender.
Por definição, virose é uma doença causada por vírus como a gripe, resfriado comum, sarampo, Covid19, hepatite e mais uma lista enorme.
Por questões práticas, ficou comum chamar de virose aquelas doenças que podem ser causadas por vários tipos de vírus, como o resfriado, ou aquelas doenças que são causadas por vírus e que ainda não têm um diagnóstico muito claro, como as doenças febris no seu início. Geralmente são doenças mais simples e menos graves.
Por exemplo:
Diarréias na maioria das vezes são viroses causadas por vários tipos de vírus, norovírus, rotavírus e, com menos frequência, astrovírus e adenovírus entérico (intestinal)
Resfriado também é uma virose causada por diferentes tipos de vírus, rhinovírus; os para Influenza tipos 1, 2 e 3 e o vírus sincicial respiratório (VSR), maior responsável por infecções respiratórias em crianças menores de dois anos.
Febre. Febres não são doenças, são sintomas que na maioria das vezes são causadas por vírus e que melhoram sem precisar identificar qual o agente causador.

Como são as infecções mais comuns na criança o seu pediatra tem bastante experiência com elas e sabe identificar, diante dos sintomas, se, provavelmente, é uma virose ou outra doença que vai precisar de uma abordagem e tratamento diferentes. Mas, como a maioria das viroses começa da mesma maneira, com sintomas genéricos, é possível que uma reavaliação, depois de um tempo de evolução, seja necessária para confirmar o diagnóstico. Por exemplo:

O início de uma amigdalite bacteriana - que vai necessitar de antibióticos - pode ser muito semelhante ao de uma faringite viral ou de uma doença de Kawasaki. Ou seja, estas doenças, apesar de serem muito diferentes depois de instaladas, no início podem ser muito parecidas e numa primeira avaliação, seu pediatra vai optar pelo diagnóstico menos grave, no caso, virose. Mas se os sintomas persistirem, numa reavaliação o pediatra poderá fazer outro diagnóstico se aparecerem sintomas que indiquem outra doença.
Por isto acontece de muitas mães consultarem o pediatra pela manhã, receberem o diagnóstico de virose, à noite irem à emergência porque a febre persiste e recebem novamente o diagnóstico de virose. No dia seguinte procurarem outro pediatra, que vai dar o diagnóstico, Amigdalite, por exemplo. Este diagnóstico só foi possível, porque houve tempo para que a doença se definisse, não houve erro nem do primeiro pediatra e nem do médico da emergência. Pode acontecer também, que no dia seguinte os sintomas tenham cessado já que as viroses costumam melhorar espontaneamente.

Portanto, viroses, felizmente, são as doenças mais comuns na criança. Têm sintomas muito comuns e genéricos, tosse, febre, coriza, diarreia, dor abdominal, dor de cabeça, dor abdominal, etc., e principalmente, são autolimitadas, não costumam ser graves e não precisam de tratamentos mais complexos.

23/06/2021

Reuni neste post as principais perguntas que pais e mães costumam fazer ao pediatra. As respostas se aplicam aos adultos...
20/06/2021

Reuni neste post as principais perguntas que pais e mães costumam fazer ao pediatra. As respostas se aplicam aos adultos também.

1-Quais os principais te**es disponíveis para diagnosticar COVID19 nas crianças?
São os mesmos te**es feitos em adultos:
a- Anticorpos IgG, IgM.
Dosados no sangue, indicam se houve contato com o vírus.
IgG pode aumentar a partir do 14º dia (se a doença for leve pode demorar até 28 dias)
IgM pode aumentar entre o 5º e 7º dia.
A recomendação é esperar 30 dias para fazer este exame se você quiser saber se seu filho teve contato com o vírus. Porém, este exame não é indicado de rotina.
Não é muito útil para diagnóstico de doença aguda porque demora pelo menos 5 dias para positivar.
b- Anticorpos neutralizantes (IgA, IgG e IgM) indicam se há anticorpos contra a proteína Spyke e RBD (Receptor Binding Domain) com capacidade de neutralizar o Coronavírus.
Podem ser feitos se o contato com a pessoa doente for superior há 21 dias. Qualquer informação sobre a doença é bem-vinda, porém este tipo de exame deve ser reservado para pesquisadores, já que a imunidade contra COVID19 é multi-fatorial e não depende somente de anticorpos contra Spyke.
É possível que seu filho tenha imunidade e não apresente anticorpos neutralizantes, em grande quantidade, no exame.
Pode acontecer que um resultado positivo para anticorpos neutralizantes confira a sensação de falsa proteção e você acabe relaxando nas medidas de proteção.
c- Te**es rápidos, (de farmácia) identificam imunoglobulinas, porém tem alta taxa de erro, tanto falso-positivos quanto falso-negativos. Não faça.
d- RT-PCR para Coronavírus. É o melhor teste para diagnóstico. Detecta pedaços do vírus na mucosa nasal.

2-Quando fazer a RT-PCR no meu filho?
Há algum tempo se recomendava após o terceiro dia de sintomas, atualmente isto mudou, deve ser feito já no primeiro dia de sintomas.
Há pessoas que, por estarem muito preocupadas, desejam fazer antes.
O período de incubação da doença é de 7 dias em geral, porém o vírus pode estar nas secreções 2 dias antes disto, nestes casos a RT-PCR pode ser positiva no 5º dia após o contato com a pessoa doente. Entretanto, se o teste colhido mais precocemente for negativo e aparecerem sintomas de COVID19 o exame deverá ser repetido.
A sensibilidade do teste é maior se ele for feito até o 7º dia depois do aparecimento do primeiro sintoma.

3-Quanto tempo demora para ter o resultado da PCR e como devo tratar até lá?
Em média 48 horas.
Como não há tratamento farmacológico, nem “precoce” e nem preventivo para COVID19 a recomendação é que neste período de espera sejam tomadas as medidas de isolamento social e sejam usados os medicamentos sintomáticos (para dor e febre) recomendados por seu pediatra, quando necessários.

4-Meu filho pode estar com COVID19 e a RT-PCR estar negativa?
Sim. Quando a coleta é feita muito precocemente ou muito tardiamente o exame pode não detectar o vírus.
Se o teste deu negativo, mas seu filho teve contato com pessoa infectada e principalmente, tem sintomas de COVID19, o melhor é avisar seu pediatra e seguir as condutas de isolamento para evitar a propagação da doença.

5-Meu filho pode ter RT-PCR positiva e não ter tido COVID19?
Sim.
Muitas mães têm esperança que o teste positivo esteja errado, mas, isto é muito raro.
Considere que, se este teste está positivo, seu filho está com COVID19.

6-Qual teste devo fazer para saber se meu filho ficou imune ou a vacina “pegou”?
Nenhum.
A imunidade contra COVID19 é multifatorial, não ocorre apenas por anticorpos. Assim a dosagem de “anticorpos neutralizantes” pode ser baixa e seu filho estar imunizado.
Lembre que a dosagem de “anticorpos neutralizantes” é baseada, principalmente na proteína Spyke e o vírus tem outras partes que podem induzir resposta imune.
As vacinas da Pfizer, Moderna e Astra Zeneca são baseadas na proteína Spyke, por isto podem gerar mais anticorpos neutralizantes. A Coronavac usa vírus inteiros, não apenas Spyke, portanto a produção de anticorpos neutralizantes pode ser menor e nem por isto a vacina será menos eficiente.
Outra coisa importante é que os anticorpos tendem a cair com o tempo se o corpo não precisar usá-los, mas o sistema imunológico mantém células de memória que passam a produzi-los imediatamente se for necessário.
Dosar anticorpos neutralizantes para saber se seu filho está imune, só vai gerar dúvidas e angústia. Siga as orientações de seu médico, mantenha as condutas não farmacológicas de proteção (máscara, distanciamento e higiene).
No momento ainda não há uma programação para vacinação de crianças.

7-Fiz o teste IgG no meu filho e deu positivo. Ele está protegido contra COVID19?
Se antes de medir a IgG você ele fez RT-PCR e o resultado foi negativo, provavelmente este teste para IgG é falso-positivo. Repita em outro laboratório, se for positivo novamente é possível considerar que ele teve contato com COVID19.
Há indicações que pessoas que tiveram COVID19 podem estar protegidas, mas não se sabe por quanto tempo e nem se todos que tiveram a doença estarão protegidos realmente. Continue com as medidas não farmacológicas de proteção e quando for chamado para a vacina não perca a chance. Mesmo que tenha tido COVID19

8-Meu filho começou com sintomas, posso fazer o teste na farmácia nele?
Não perca seu tempo nem seu dinheiro com estes te**es, fale com seu médico.

9-Preciso repetir a RT-PCR no meu filho antes dele voltar para a escola caso ele tenha contraído COVID19?
Não. A Sociedade Brasileira de Infectologia não recomenda a repetição. Se você fizer o isolamento adequado, após 14 dias seu filho poderá voltar para a escola.

10-Tenho pena de fazer a RT-PCR no meu filho. Tem alternativa?
A coleta da RT-PCR é através de um cotonete comprido (SWAB) introduzido no nariz. Não é a coisa mais agradável do mundo, mas é muito melhor e mais indicado que a coleta de sangue para exames imunológicos.
Não há exame melhor para diagnóstico e o diagnóstico é importante para decidir as medidas de isolamento e tratamento.
Atualmente alguns laboratórios oferecem a RT-PCR Salivar, que é feita com a saliva e dispensa o SWAB. Porém, não é tão preciso.

Referências

https://infectologia.org.br/wp-content/uploads/2020/08/consenso-covid-19.pdf

https://jornal.usp.br/artigos/sobre-anticorpos-neutralizantes-e-a-coronavac/

https://sbi.org.br/2021/03/16/faq-covid-19-da-sbi-2/

Crianças seletivas são seletivas porque não conseguem ser de outra forma. Elas não são assim porque querem, porque são c...
18/06/2021

Crianças seletivas são seletivas porque não conseguem ser de outra forma. Elas não são assim porque querem, porque são chatas. Simplesmente, elas enxergam alguns alimentos com muita aversão. Se, para as crianças sem seletividade, um prato de arroz e feijão pode ser muito apetitoso, para a seletiva este prato é insuportavelmente nojento e amedrontador.

Quando um adulto está diante de um alimento desconhecido, consegue, de um jeito mais ou menos eficiente, prever se é comestível e se pode ser saboroso. Crianças tem mais dificuldade para fazer isto. As seletivas costumam “prever” que a maioria dos alimentos não são nem comestíveis e nem saborosos.

Existem muitos meios para melhorar a seletividade, mas o primeiro e mais importante é permitir que a criança se aproxime adequadamente de um alimento.

Imagine que você vai visitar um amigo e ele lhe oferece um alimento que nunca viu na vida e que tem um aspecto muito estranho. Para conseguir comer este alimento é possível que você siga os seguintes passos:

1-Olha para o alimento e procura identificar sinais que indiquem as qualidades do alimento. Textura, cor, se ele lembra algum alimento que você já comeu, etc.

2-Olha para as outras pessoas e como elas se relacionam com este alimento. Se estão comendo com alegria, se fazem cara feia, o que dizem sobre o alimento, como se comportam ao comer e como fazem para comer (se misturam com alguma coisa, se comem puro, colocam algum tempero, etc).

3-Cheira o alimento para identificar mais características.

4-Toca para sentir a textura.

5-Pode levar à boca para lamber ou dar uma mordidinha.

6-Se for algum alimento que é comido misturado com algum acompanhamento que você goste, provavelmente vai se servir de muito deste acompanhamento e um pouquinho deste novo alimento.

7-Vai comer um pouco e observar durante um tempo se “sobrevive” à experiência.

8-Se “sobreviver” e perceber que gostou vai passar a ingerir quantidades maiores.

Com crianças seletivas é mais ou menos assim que acontece, só que muito mais lentamente, pode demorar muitos dias ou meses para que se sinta confortável diante de um alimento.

A criança precisa olhar alimento, ver como os adultos e os amiguinhos ingerem e se comportam diante deste alimento, cheirar, tocar, tentar levar o alimento à boca, mastigar, cuspir se não se sentir confortável, tudo no seu tempo e sem pressões ou obrigações.

Imagine que aquele seu amigo, ao invés de deixar você à vontade diante daquele alimento, enchesse uma colher e tentasse enfiá-la em sua boca sem você ter tido tempo de se acostumar com a ideia de experimentar algo novo?

Quais as suas sensações?

Provavelmente estas sensação são muito parecidas com aquelas que a criança sente quando é obrigada a comer, quando não lhe é dado o tempo para se sentir confortável e “fazer amizade” com o novo alimento. A aversão que naturalmente já a incomoda vai piorar muito.

Crianças seletivas precisam ser respeitadas, precisam ser estimuladas adequadamente, sem pressões e precisam ser bem diagnosticadas. Muitas vezes vão precisar de ajuda profissional.

Com calma e paciência elas vão aprendendo a se relacionar adequadamente com a comida. E as refeições ficam mais saudáveis e prazerosas.

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