30/07/2026
Ninguém tem compulsão porque a comida é gostosa.
Essa talvez seja a maior confusão que existe sobre a compulsão alimentar. As pessoas imaginam alguém se deliciando, comendo por prazer, sem freio, por gula. Não é isso. Quase nunca é isso.
A compulsão não tem quase nada a ver com vontade, com sabor, com prazer. Muitas vezes, quem está no meio de uma crise nem sente o gosto do que come. Não é sobre o alimento. É sobre o ato de colocar para dentro. De preencher. De se anestesiar.
A comida, ali, vira uma forma de não sentir. De abafar uma emoção que ficou grande demais, que não cabe, que não tem nome. E é por isso que a pessoa continua mesmo já sem aguentar, mesmo estufada, mesmo sem vontade nenhuma. Ela para, tenta, e volta. Porque aquilo que ela está tentando silenciar continua ali, batendo na porta.
Chamar isso de falta de disciplina é não entender absolutamente nada do que acontece. Compulsão é sofrimento, não é fraqueza. É uma tentativa de autorregulação que aprendeu a se disfarçar de comida.
Por isso não se trata compulsão tirando o prato da frente. Se trata olhando para aquilo que a pessoa está tentando, desesperadamente, não sentir.
E sim, isso tem tratamento. Com técnica para entender o mecanismo, e coração para acolher a dor que ele esconde.
👉 Me segue para entender a compulsão alimentar como ela realmente é.