Dra Priscilla Leitner - Método pra Vida Toda

Dra Priscilla Leitner - Método pra Vida Toda Esta página é dedicada a ajudar pessoas que tem um Comer Emocional e Transtornos Alimentares de uma f

Olá, sou Priscilla Leitner, Psicóloga e Especialista em Comportamento e Transtornos Alimentares. Sou pioneira no tratamento de problemas alimentares e desenvolvi ao longo dos anos uma abordagem gentil para lidar com questões do corpo, alimentação e saúde mental. Fundadora do Instituto de Pesquisa do Comportamento Alimentar de Curitiba
Idealizadora do Método pra Toda Vida

CRP 08/19772

30/07/2026

Ninguém tem compulsão porque a comida é gostosa.

Essa talvez seja a maior confusão que existe sobre a compulsão alimentar. As pessoas imaginam alguém se deliciando, comendo por prazer, sem freio, por gula. Não é isso. Quase nunca é isso.

A compulsão não tem quase nada a ver com vontade, com sabor, com prazer. Muitas vezes, quem está no meio de uma crise nem sente o gosto do que come. Não é sobre o alimento. É sobre o ato de colocar para dentro. De preencher. De se anestesiar.

A comida, ali, vira uma forma de não sentir. De abafar uma emoção que ficou grande demais, que não cabe, que não tem nome. E é por isso que a pessoa continua mesmo já sem aguentar, mesmo estufada, mesmo sem vontade nenhuma. Ela para, tenta, e volta. Porque aquilo que ela está tentando silenciar continua ali, batendo na porta.

Chamar isso de falta de disciplina é não entender absolutamente nada do que acontece. Compulsão é sofrimento, não é fraqueza. É uma tentativa de autorregulação que aprendeu a se disfarçar de comida.

Por isso não se trata compulsão tirando o prato da frente. Se trata olhando para aquilo que a pessoa está tentando, desesperadamente, não sentir.

E sim, isso tem tratamento. Com técnica para entender o mecanismo, e coração para acolher a dor que ele esconde.

👉 Me segue para entender a compulsão alimentar como ela realmente é.

28/07/2026

"É só aprender a se amar." Se fosse tão simples, ninguém sofreria.

Eu amo a mensagem de aceitar o próprio corpo. Ela é linda e necessária. Mas preciso fazer um recorte que muda tudo, porque existe uma linha entre não gostar de algo em si e adoecer por isso.

Uma pessoa com insatisfação corporal leve pode, sim, trabalhar o olhar, ressignificar, aprender a se amar. Mas uma pessoa com um transtorno de imagem, ou com um transtorno dismórfico corporal, não escolhe ser infeliz com o próprio corpo. Isso não é falta de gratidão nem de autoestima. É sofrimento clínico.

Porque, na cabeça dela, aquele corpo vale menos. É feio, é errado, é inferior ao dos outros. E essa crença não está na superfície, onde uma frase motivacional alcançaria. Ela mora lá no fundo, nos esquemas antigos, no bullying que ela viveu, na violência, na relação com o corpo que se construiu muito antes de ela poder escolher qualquer coisa.

Por isso "escolha se amar" pode até funcionar para quem está no comecinho. Mas para quem sofre de verdade, soa quase como mais uma cobrança: se é só escolher, por que eu não consigo?

A boa notícia, a que realmente importa, é que isso tem tratamento. Não com força de vontade, mas com o cuidado certo, aquele que desce até onde a dor de fato começou.

Amar o corpo não é ponto de partida. Muitas vezes é a linha de chegada de um tratamento bem feito.

👉 Me segue para entender a diferença entre não se gostar e adoecer por isso.

Nem toda vontade de comer nasce no estômago.Às vezes, nasce no cansaço acumulado.Na sobrecarga que ninguém viu.Na pausa ...
27/07/2026

Nem toda vontade de comer nasce no estômago.

Às vezes, nasce no cansaço acumulado.
Na sobrecarga que ninguém viu.
Na pausa que não aconteceu.
No descanso que foi adiado.
Na necessidade de alívio depois de um dia emocionalmente caro demais.

Comer emocional não é ausência de disciplina. Muitas vezes, é uma tentativa do corpo e da mente de encontrar regulação quando tudo ficou pesado demais.

A pergunta que muda a conversa não é apenas: “por que eu comi?”
É também: “o que eu estava precisando naquele momento?”

Me segue para mais conversas sobre corpo, comportamento alimentar, perimenopausa e saúde mental com ciência, gentileza e profundidade.

24/07/2026

Não é frescura. É segurança.

Tem uma pergunta que parece só curiosa e esconde uma explicação linda: por que tantas pessoas autistas preferem alimentos brancos e amarelos?

A resposta não está no sabor. Está na previsibilidade. Arroz, queijo, batata, nugget: comidas de textura constante, sabor suave, sem surpresas. Você já sabe exatamente o que vai encontrar antes de levar à boca. E, para um cérebro que sente o mundo em alta intensidade, essa previsibilidade é o que traz calma.

O medo do novo, ali, é real. Uma fruta pode ter uma parte mole, um pedaço estragado, uma textura inesperada. Para muita gente isso é só um detalhe. Para a pessoa seletiva, para a pessoa autista, é uma ameaça sensorial que o corpo inteiro tenta evitar. Comer o mesmo, do mesmo jeito, é uma forma de se sentir seguro num mundo imprevisível.

Quando a gente entende isso, para de brigar. Para de forçar. Para de tratar como birra o que é, na verdade, uma estratégia de proteção.

Ampliar o repertório de um paciente seletivo é possível, mas se faz com respeito a essa necessidade de segurança, no tempo certo e com quem entende do assunto. Nunca no grito, nunca na marra.

Comportamento alimentar também é isso: enxergar a lógica onde os outros só veem manha.

👉 Me segue para entender o que está por trás de cada escolha alimentar.

Gargalhar, chorar, cantar, abraçar e dançar não são “detalhes fofos” da vida. São formas do corpo descarregar, regular, ...
20/07/2026

Gargalhar, chorar, cantar, abraçar e dançar não são “detalhes fofos” da vida. São formas do corpo descarregar, regular, criar vínculo e voltar para si.

A gente foi ensinada a tratar felicidade como prêmio: primeiro resolve tudo, dá conta de tudo, emagrece, melhora, performa… depois talvez possa relaxar.

Mas o corpo não funciona bem vivendo só de contenção.

Ser feliz no próprio corpo também é biologia.
É saúde mental.
É regulação.
É presença.

E, cá entre nós, uma vida sem prazer nenhum não é autocuidado. É planilha com batom.

Me segue por aqui para mais conversas sobre corpo, comportamento alimentar, saúde mental e estilo de vida com ciência, mas sem perder a alma.

12/07/2026

Imagina descobrir aos cinquenta, aos sessenta, que toda a sua dificuldade tinha nome.

Que aquilo que a vida inteira você chamou de problema era, na verdade, uma forma diferente de funcionar. Que a falta de foco tinha nome. Que o "você é estranho", o "não se esforça", o "é b***o". Era neurodivergência. E ninguém tinha visto.

Eu já acompanhei diagnósticos de autismo e de TDAH em pessoas com mais de cinquenta anos, e tem uma coisa que sempre me atravessa: os sinais estavam lá a vida toda. Desde sempre. Só que ninguém sabia ler.

E isso dói. Porque é uma vida inteira carregando uma culpa que nunca foi sua. Se sentindo errado, inadequado, insuficiente, por algo que era apenas um jeito diferente de existir no mundo.

Mas eu preciso te dizer a parte luminosa disso: nunca é tarde. Um diagnóstico tardio não conserta o passado, mas reescreve a forma como você olha para ele. De repente, a sua história inteira faz sentido. E você finalmente pode parar de brigar consigo mesmo.

Entender como a nossa mente funciona não é rótulo. É libertação. É trocar anos de "o que há de errado comigo" por um "ah, então era isso, e está tudo bem, posso cuidar disso da maneira certa agora."

👉 Me segue para entender a mente, em qualquer idade, com técnica e com coração.

10/07/2026

Toda restrição extrema planta, lá na frente, uma compulsão.

Essa é uma das verdades que eu mais insisto em martelar: quanto mais radical a dieta, mais o corpo e a mente se preparam para o efeito rebote. Proibição gera desejo. Privação gera descontrole. E uma dieta agressiva, que corta tudo de uma vez, costuma ser justamente o gatilho do episódio compulsivo que ela prometia evitar.

Agora coloca uma camada de trauma por baixo disso. Uma história em que a comida foi refúgio, foi companhia, foi o único lugar seguro. Pedir para essa pessoa cortar tudo, do dia para a noite, não é só um plano alimentar difícil. É pedir para ela abrir mão daquilo que a manteve inteira quando tudo desabava.

Por isso emagrecimento não é matemática. Um número na prescrição pode até funcionar por um mês. Mas se ninguém olhou para a dor que sustentava aquela relação com a comida, o corpo muda e a compulsão espera, paciente, o momento de voltar.

O caminho de cura não passa por cortar. Passa por compreender. Por reconstruir a relação com a comida no ritmo de quem está curando um trauma, e não punindo um corpo.

Restringir é fácil de prescrever. Curar é o que exige técnica e coração.

👉 Me segue para entender por que restrição extrema quase sempre termina em compulsão.

08/07/2026

Nem sempre um transtorno alimentar grita. Às vezes ele sussurra num "ai, eu esqueci de comer."

E aqui mora uma sutileza que só quem estuda o comportamento alimentar percebe: o mesmo comportamento pode ter significados completamente diferentes.

Existe quem realmente esquece de comer. Pode ser uma neurodivergência, pode ser um quadro depressivo, pode ser apenas uma rotina desorganizada. Não há intenção ali. Há desatenção, sofrimento ou correria.

Mas existe também uma outra camada, mais silenciosa e mais delicada: quando não comer, estar sem energia, estar quase desmaiando, passa a ser um jeito de buscar cuidado, atenção, validação. Quando o "eu não comi nada hoje" carrega, mesmo sem a pessoa perceber, um pedido de olhar do outro.

Isso não é vaidade. É um sinal. Muitas vezes o início de um transtorno alimentar se instala exatamente assim, quando a fragilidade vira uma forma de existir aos olhos dos outros.

O que muda tudo não é o comportamento em si. É a narrativa por trás dele. E ler essa narrativa é justamente o que separa quem observa de quem realmente entende.

Se você é família ou amigo, fique atento aos sinais. E se for com você, se você reconhece esse movimento em si mesma, saiba: isso não é frescura, é um pedido de cuidado. E cuidado existe.

👉 Me segue para reconhecer os sinais que quase ninguém aprende a enxergar.

Mais um comentário que mostra exatamente o que eu queria que o Perimenopausa fosse: um livro informativo, acolhedor e fá...
07/07/2026

Mais um comentário que mostra exatamente o que eu queria que o Perimenopausa fosse: um livro informativo, acolhedor e fácil de entender.

Porque atravessar essa fase já pode ser confuso demais. Sono, humor, alimentação emocional, hábitos diários, saúde mental, corpo mudando… tudo isso precisa ser explicado com seriedade, mas sem complicar o que já está difícil.

Esse livro nasceu para ser um guia prático e compassivo, ajudando mulheres a compreenderem melhor essa etapa da vida e a desenvolverem rotinas mais saudáveis, com mais confiança e bem-estar.

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Existe um ponto cego em muitos casos de comer emocional:Nem sempre o problema está só na emoção.Às vezes, existe rigidez...
06/07/2026

Existe um ponto cego em muitos casos de comer emocional:
Nem sempre o problema está só na emoção.

Às vezes, existe rigidez.
Sensibilidade sensorial.
Dificuldade de regulação.
Padrões neurodivergentes que mudam completamente o manejo.

E quando o profissional não enxerga isso, o tratamento vira tentativa e erro.

No Workshop do Comer Emocional, além de toda avaliação do comer emocional, estilo de vida e padrões emocionais, vamos olhar para desregulação emocional e sensorial que afeta neurodivergentes e neurotípicos para te ajudar a olhar para os casos com mais profundidade clínica e conduzir com mais segurança.

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