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Resp. Técnico: Dr. Diego Santriia | CRM PR 50668 🩺

Inflamação de baixo grau não dói. Não aparece em exame de rotina. Não tem sintoma específico que a identifique de forma ...
02/10/2026

Inflamação de baixo grau não dói. Não aparece em exame de rotina. Não tem sintoma específico que a identifique de forma isolada.

Mas ela está na base de praticamente todas as doenças crônicas relevantes: obesidade, resistência à insulina, diabetes tipo 2, aterosclerose, síndrome metabólica e alguns tipos de câncer.

O intestino é o principal ponto de entrada dessa inflamação.
Quando a microbiota está desequilibrada — por alimentação ultraprocessada, estresse crônico, antibióticos ou sono ruim — a barreira intestinal se torna mais permeável. Componentes bacterianos entram na circulação e ativam o sistema imune de forma permanente e silenciosa.

Os marcadores que revelam esse estado raramente fazem parte do checkup padrão. O que significa que boa parte das pessoas está com esse processo ativo sem saber.

Tratar inflamação crônica não é tomar anti-inflamatório. É mudar o ambiente metabólico que está sustentando ela.

Cortar mais calorias não é necessariamente cortar mais rápido. A partir de um certo ponto, o déficit agressivo aciona me...
30/09/2026

Cortar mais calorias não é necessariamente cortar mais rápido. A partir de um certo ponto, o déficit agressivo aciona mecanismos de defesa metabólica que tornam o processo mais difícil — não mais fácil.

Com déficit muito grande, o corpo interpreta a situação como ameaça. Cortisol sobe. T3 (hormônio tireoidiano ativo) é suprimido para reduzir o gasto energético. A síntese proteica cai. O músculo vira combustível.

O número na balança pode cair rápido nas primeiras semanas. Mas a composição corporal piora, o metabolismo desacelera e o efeito rebote (quando a restrição é abandonada) é mais severo.

Déficit inteligente é o déficit que preserva músculo, mantém hormônios funcionando e é sustentável o suficiente para produzir resultado a longo prazo.

Emagrecer mais rápido raramente significa emagrecer melhor.

Dois anos de treino estruturado para corrida. Nutricionista, planilha periodizada, sono em dia. E o tempo na prova não m...
29/09/2026

Dois anos de treino estruturado para corrida. Nutricionista, planilha periodizada, sono em dia. E o tempo na prova não melhorava.

Quando chegou à clínica, a primeira avaliação mostrou exames "dentro da normalidade". Mas o T3 livre estava no limite inferior da faixa de referência — funcionalmente baixo para uma atleta com aquele nível de exigência metabólica.

Hipotireoidismo subclínico compromete VO2 máx, recuperação muscular, síntese proteica e disponibilidade de energia. Tudo isso impacta diretamente a performance de endurance — mesmo com treino e dieta corretos.

Com o ajuste de protocolo baseado no dado clínico, o resultado em 8 semanas superou o estagnado nos 2 anos anteriores.

O problema não era o treino. Não era a dieta. Era o dado que ninguém havia pedido ainda.

O mercado de suplementos no Brasil cresce a dois dígitos por ano. E o consumidor médio não tem como saber o que tem evid...
25/09/2026

O mercado de suplementos no Brasil cresce a dois dígitos por ano. E o consumidor médio não tem como saber o que tem evidência real e o que é embalagem bem desenhada.

Creatina e cafeína têm evidência sólida e consistente. São dois dos poucos suplementos onde o efeito é claro, reproduzível e independe de perfil específico.

Proteína em pó funciona, mas como complemento alimentar, não como substituto de proteína de qualidade na dieta. BCAA tem evidência fraca para quem já consome proteína suficiente.

Termogênicos e fat burners têm efeito marginal sobre o gasto calórico, insuficiente para compensar qualquer desvio alimentar.

Colágeno hidrolisado tem evidência crescente para saúde articular, menos para composição corporal do que o marketing sugere.

O melhor suplemento ainda é sono de qualidade, proteína adequada e treinamento consistente. O resto é contexto.

Agende um horário, link na bio.

Envelhecimento saudável não começa aos 60. Começa nos hábitos e nas decisões clínicas dos 30 e 40 anos.Testosterona, est...
24/09/2026

Envelhecimento saudável não começa aos 60. Começa nos hábitos e nas decisões clínicas dos 30 e 40 anos.

Testosterona, estrogênio, GH, IGF-1, DHEA — esses hormônios regulam massa muscular, densidade óssea, cognição, metabolismo de gordura e risco cardiovascular. Todos declinam com a idade. A velocidade desse declínio é influenciada pelo estilo de vida, pela composição corporal e pelo momento em que a intervenção começa.

Quem chega aos 60 com massa muscular preservada, composição corporal adequada e hormônios funcionando dentro de faixas ótimas tem uma trajetória de envelhecimento completamente diferente de quem não cuidou dessas variáveis.

Suplemento e protocolo são ferramentas. A base é construída antes, no treino de força mantido ao longo dos anos, na proteína adequada, no sono que nunca foi sacrificado de forma crônica.

A pergunta não é "como envelhecer bem". É "o que estou construindo agora".

A narrativa de que mais proteína sempre gera mais músculo está profundamente enraizada no mundo fitness. E é parcialment...
21/09/2026

A narrativa de que mais proteína sempre gera mais músculo está profundamente enraizada no mundo fitness. E é parcialmente verdadeira — até um determinado ponto.

A síntese proteica muscular tem uma capacidade máxima de ativação em cada janela de tempo. Após esse teto, os aminoácidos excedentes são oxidados como energia ou convertidos em outras moléculas — não se tornam músculos adicionais.

O que a evidência atual mostra: distribuir 1,6 a 2,2g de proteína por kg ao longo de 3 a 4 refeições gera melhor resultado de síntese proteica do que consumir a mesma quantidade concentrada em uma ou duas refeições.

A qualidade da proteína e o timing em relação ao treino também importam e são frequentemente ignorados na busca pelo número total do dia.

Mais proteína não é o problema. Proteína mal distribuída é.

O exame de colesterol que a maioria das pessoas faz mede colesterol total, LDL, HDL e triglicerídeos. É um ponto de part...
17/09/2026

O exame de colesterol que a maioria das pessoas faz mede colesterol total, LDL, HDL e triglicerídeos. É um ponto de partida — mas um ponto de partida incompleto para avaliação de risco real.

LDL alto em partículas pequenas e densas é significativamente mais aterogênico do que LDL alto em partículas grandes. Dois pacientes com o mesmo número de LDL podem ter perfis de risco completamente diferentes — e o exame padrão não distingue.

Apolipoproteína B mede o número total de partículas aterogênicas no sangue — um preditor de risco independente e mais preciso do que o LDL calculado.

Lipoproteína(a) é um marcador genético de risco cardiovascular elevado que não é modificável por dieta e que raramente é medido.

A medicina preventiva moderna não trabalha com colesterol total. Trabalha com o perfil lipídico completo, no contexto clínico do paciente.

O exame que você faz todo ano pode estar deixando o risco mais importante de fora.

O movimento de biohacking trouxe coisas genuinamente valiosas: atenção à qualidade do sono, monitoramento de HRV, foco e...
04/09/2026

O movimento de biohacking trouxe coisas genuinamente valiosas: atenção à qualidade do sono, monitoramento de HRV, foco em composição corporal, valorização de exames de sangue mais completos.

Mas existe um ponto em que a otimização passa da saúde para a obsessão. E esse ponto é mais fácil de cruzar do que parece.

Verificar HRV ao acordar e sentir ansiedade quando o número está baixo. Suplementar 15 compostos diferentes sem saber o que cada um faz no seu contexto. Seguir protocolos de longevidade desenvolvidos para o perfil de saúde de outro — ou de ninguém específico.

A ironia é que o estresse gerado pela obsessão com otimização eleva cortisol, prejudica sono e piora os marcadores que a pessoa está tentando melhorar.

Saúde de verdade não precisa de atenção constante. Precisa de bases sólidas e olhar clínico quando necessário.

Agende sua consulta!

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VO2 máximo é a quantidade máxima de oxigênio que o corpo consegue captar, transportar e utilizar durante esforço intenso...
03/09/2026

VO2 máximo é a quantidade máxima de oxigênio que o corpo consegue captar, transportar e utilizar durante esforço intenso. É o marcador mais completo de saúde cardiovascular e metabólica que existe.

Estudos de larga escala, incluindo dados do Peter Attia e do Stanford Prevention Research Center, mostram que pessoas no quartil mais alto de VO2 máx têm risco de mortalidade até 5 vezes menor do que as do quartil mais baixo — uma diferença maior do que a observada entre fumantes e não fumantes.

Apesar disso, o exame raramente aparece no checkup padrão. Médicos pedem pressão, colesterol, glicemia — e deixam de fora o marcador que mais prediz quanto tempo e com qual qualidade de vida a pessoa vai viver.
VO2 máx não é métrica de atleta. É métrica de longevidade.

E ao contrário de muitos fatores de risco, ele é treinável — em qualquer idade.

Agende uma consulta para avaliarmos seus exames corretamente!

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Perimenopausa não começa com a menopausa. Ela começa anos — às vezes décadas — antes. E os sintomas aparecem muito antes...
01/09/2026

Perimenopausa não começa com a menopausa. Ela começa anos — às vezes décadas — antes. E os sintomas aparecem muito antes do ciclo parar.

A oscilação de estrogênio e progesterona nesse período é irregular e imprevisível. Um mês o ciclo vem normal, no outro atrasa. A qualidade do sono piora. A gordura começa a se distribuir diferente — mais abdominal, menos periférica. A ansiedade aparece sem gatilho claro.

Muitas mulheres entre 38 e 45 anos vivem esses sintomas sem nunca ter ouvido a palavra perimenopausa. O diagnóstico raramente é feito nessa faixa — e as queixas costumam ser atribuídas a estresse ou ao ritmo de vida.
Investigar oscilação hormonal nessa fase não é antecipar o problema. É entender o que já está acontecendo.

O corpo avisa. A questão é se alguém está ouvindo da forma certa.

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