Psicologia - Daphne Resnauer Queiroz

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Psicologia - Daphne Resnauer Queiroz �Daphne Resnauer Queiroz é psicóloga formada pela PUC-PR em fevereiro de 2011. Pós-graduada em

17/09/2026

Pessoas altamente sensíveis e neurodivergentes podem ser mais impactadas pela exposição repetida ao sofrimento de outras pessoas, principalmente quando ocupam cargos ligados à saúde e ao cuidado.

Quando essa carga emocional se acumula, pode contribuir para estresse traumático secundário, burnout e estados de congelamento, especialmente quando o corpo passa a perceber que não há recursos suficientes para responder ou se recuperar.

Entender o que acontece no corpo é fundamental para construir estratégias de autorregulação que realmente funcionem.

No dia 03/10, eu e Gabriela Mazzi vamos falar sobre burnout, congelamento e práticas corporais de autorregulação.

Inscrições pelo link da bio

15/09/2026

A ideia de “compulsão por significado” que trago neste vídeo é um termo que tomo emprestado de Patricia Gently, autora que foi uma das principais referências que utilizei para construir meu curso sobre trauma.

É algo que reconheço em alguns clientes e que se repete na clínica: uma necessidade intensa de compreender, conectar, antecipar e encontrar significado para as experiências. E, quando tudo precisa passar pelo pensamento antes de poder ser vivido, muitas vezes a ação, a presença e a experiência corporal ficam em segundo plano.

É por isso que o grounding aparece tanto no meu trabalho, para balancear esse funcionamento top-down. Enraizar não é deixar de pensar ou diminuir a potência da superdotação. É criar condições para que pensamento, corpo, emoção e ação possam participar juntos da experiência, permitindo que a pessoa viva sua totalidade e seu potencial.

E é justamente sobre esse encontro entre corpo e autorregulação que vamos falar no Workshop de Práticas Corporais e Autorregulação, comigo e com a Gabi Mazzi, no dia 3/10.

Inscreva-se na Bio!

10/09/2026

No dia 03/10, teremos um workshop de Práticas de Autorregulação para Neurodivergentes, comigo e com Gabriela Mazzi | Fisioterapeuta Integrativa e Terapeuta Corporal , dedicado ao tema burnout e manejo do congelamento.

Será um encontro para compreender esses estados e, principalmente, experimentar e construir recursos que possam fazer parte da vida real: um momento cheio de repertório regulatório, troca e possibilidades de cuidado.

Se esse tema faz sentido para você, venha com a gente.

As inscrições estão abertas e o link está na bio. Contamos com a presença de todos que tiverem interesse em ampliar esse repertório e cuidar do corpo com mais compreensão e segurança.

14/08/2026

Às vezes, o corpo não está “desistindo”. Ele está tentando sobreviver.

Depois de muito tempo em alerta, tentando dar conta, antecipar, controlar, responder às demandas e permanecer funcional, o sistema nervoso pode chegar a um ponto em que já não consegue sustentar a ativação.

É quando aparece o colapso.

Cansaço extremo. Apatia. Dificuldade de pensar. Sensação de estar desconectado de si. Necessidade de isolamento. O corpo pesado, sem energia até para aquilo que antes parecia simples.

Para quem viveu muito tempo em luta ou fuga, parar pode parecer perigoso. E, por isso, muitas vezes continuamos funcionando até que o próprio corpo imponha um limite.

O colapso não é necessariamente falta de força.

Pode ser o resultado de força sustentada por tempo demais, sem segurança suficiente para descansar.

E talvez a pergunta não seja apenas “como voltar a funcionar?”, mas:

o que esse corpo precisou suportar para chegar até aqui?

Regular não é obrigar o corpo a funcionar novamente.

É ajudá-lo a perceber que, agora, ele não precisa mais sobreviver da mesma maneira.

Burnout TraumaDeDesenvolvimento SaúdeMental RegulaçãoEmocional

12/08/2026

Dia 10/08 foi o dia da superdotação, e talvez uma das coisas mais difíceis de explicar sobre ela seja justamente aquilo que não cabe em uma definição simples.

Trabalho com isso desde 2010 e perdi a conta de quantos livros e artigos científicos já li sobre isso, bem como quantos superdotados conheci, e ainda descubro novidades todos os dias, buscando conciliar resultados científicos que por vezes são opostos, inclusive.

Ser superdotado não é apenas pensar rápido, aprender melhor ou perceber coisas que outras pessoas não percebem. É, muitas vezes, conseguir sustentar um panorama inteiro na cabeça.

Perceber os pormenores sem perder o todo, enxergar contradições sem precisar eliminá-las, tolerar ambiguidades, mudar de perspectiva sem necessariamente abandonar a anterior…

Perceber que duas coisas aparentemente opostas podem conter, cada uma, uma parte da verdade, porque a realidade (e a maturidade) raramente funciona no “ou isso ou aquilo”.

A vida é cheia de contextos, nuances, exceções, camadas e relações que se modificam dependendo de onde você olha. E talvez seja justamente aí que algumas experiências de pessoas superdotadas sejam tão difíceis de traduzir.

Não porque exista sempre uma resposta mais complexa, mas porque, às vezes, a própria pergunta precisa ser ampliada.

E talvez o pertencimento também tenha a ver com isso: encontrar pessoas e espaços onde você não precise reduzir a complexidade do que percebe para conseguir ser compreendido. Onde sua forma de pensar não seja “demais” e você possa simplesmente existir.

Talvez pertencer seja, também, poder pensar assim e descobrir que você não é o único. Lembre-se de que não está sozinho!

Feliz 10 de agosto (atrasado)!

09/08/2026

Quando o corpo congela, o pensamento também pode perder fluidez.

Na perspectiva da Teoria Polivagal, o estado de congelamento pode surgir quando o sistema nervoso percebe que não há recursos suficientes para enfrentar ou escapar de uma situação.

O corpo reduz a mobilização. O movimento diminui. A energia parece desaparecer. E, junto com isso, podemos ter menos acesso a recursos cognitivos importantes para o dia a dia:

Atenção concentrada
Memória operacional
Flexibilidade cognitiva
Planejamento
Tomada de decisão
Iniciação de tarefas

É por isso que, nesses momentos, podemos saber exatamente o que precisamos fazer, mas simplesmente não conseguir começar.

Não é necessariamente preguiça.
Não é falta de disciplina.
E insistir em “pensar positivo” ou se cobrar ainda mais pode não ajudar.

Quando o corpo está em congelamento, a regulação precisa começar pelo corpo.

E, muitas vezes, não é hora de fazer grandes movimentos. É hora de recuperar, aos poucos, a fluidez: um pequeno movimento, uma mudança de postura, uma respiração que não seja forçada, perceber o ambiente, sentir os pés no chão, permitir que o corpo volte a se movimentar.

Porque, quando o sistema nervoso recupera segurança e flexibilidade, o acesso aos recursos cognitivos também pode se ampliar novamente.

Às vezes, antes de aumentar a produtividade, precisamos recuperar a capacidade de estar presentes no próprio corpo.

Você já percebeu momentos em que parece que sua mente simplesmente “desliga”?

06/08/2026

Tem dias em que você simplesmente não consegue parar.

Isso nem sempre é ansiedade ou excesso de produtividade. Pode ser o seu sistema nervoso em modo fuga.

Quando o cérebro percebe ameaça, ele mobiliza o corpo para seguir em movimento. Você pode sentir inquietação, pensamentos acelerados, dificuldade para descansar e culpa ao parar.

A fuga é uma resposta de sobrevivência, não uma falha.

Reconhecer esse estado é o primeiro passo para oferecer ao corpo experiências de segurança e recuperar a capacidade de desacelerar.

💙 Seu corpo não precisa viver correndo para estar seguro.

05/08/2026

A raiva não é um defeito da personalidade. Na maioria das vezes, ela é um sinal de que o seu sistema nervoso percebeu uma ameaça: uma invasão de limites, uma injustiça, uma humilhação, uma sensação de impotência ou de risco. E isso pode se tornar uma reação constante aprendida em casos de ameaça crônica.

Quando entramos em um estado de mobilização (o que, de forma didática, chamamos de modo luta), o organismo aumenta a energia disponível para agir. A frequência cardíaca sobe, os músculos ficam mais preparados, a atenção se estreita e a mente passa a buscar formas de enfrentar aquilo que parece perigoso.

Esse modelo é uma simplificação da realidade. As respostas do sistema nervoso são muito mais complexas e podem se misturar, variar em intensidade e mudar rapidamente, mas entender esses estados ajuda a reconhecer o que está acontecendo dentro de nós.

E esse reconhecimento importa, porque a emoção que é percebida tende a encontrar um caminho. A emoção que é combatida costuma ganhar ainda mais intensidade.

Validar a raiva não significa agir impulsivamente, machucar alguém ou justificar qualquer comportamento. Significa reconhecer que ela existe por um motivo.

Quando você consegue dizer: “Meu corpo entrou em um estado de luta”, cria uma pequena distância entre a emoção e a ação. É nesse espaço que a autorregulação começa.

A raiva deixa de ser uma inimiga e passa a ser uma informação importante sobre aquilo que precisa de proteção, de cuidado ou de mudança.

Psicoeducação SaúdeMental Autoconhecimento

01/08/2026

A gente costuma ouvir que, para regular uma criança, primeiro precisamos regular o adulto, mas essa frase não é um convite à perfeição…

É um convite ao cuidado. 💛

Porque criar um filho, especialmente uma criança intensa, sensível ou neurodivergente, é uma experiência que exige muito do nosso sistema nervoso.

Existem dias em que você vai conseguir oferecer calma, e existem dias em que você também vai se sentir sobrecarregado, cansado, irritado ou sem recursos.

Isso não faz de você um pai ou uma mãe ruim, faz de você um ser humano.

A boa notícia é que a regulação não acontece porque nunca nos desorganizamos. Ela acontece porque, aos poucos, aprendemos a reconhecer nossos estados, encontrar caminhos de volta à segurança e reparar as rupturas quando elas acontecem. É justamente isso que fortalece a relação.

A parentalidade de alta demanda nos convida a olhar para uma verdade que muitas vezes esquecemos: cuidar de si não é egoísmo. É uma das formas mais profundas de cuidar dos filhos.

Quando um adulto amplia sua capacidade de se regular, toda a família se beneficia.

Se esse tema faz sentido para você, conheça o EBOOK Manual de Regulação para Pais Neurodivergentes, no LINK DA BIO.

Ele foi criado justamente para quem vive a intensidade da parentalidade e precisa de ferramentas práticas para cuidar do próprio sistema nervoso, reduzir a sobrecarga e construir uma presença mais segura e disponível para os filhos.

Porque, no fim das contas, o melhor presente que podemos oferecer às crianças não é sermos pais perfeitos.

É sermos adultos que também aprendem, todos os dias, a voltar para um lugar de segurança. 💛

09/07/2026

Muitas pessoas neurodivergentes crescem com a sensação de privação emocional. Não necessariamente porque faltou amor, mas porque, muitas vezes, faltou alguém que realmente compreendesse a intensidade, a complexidade e a forma como elas vivenciavam o mundo.

Com o tempo, isso pode gerar uma crença profunda de que pedir ajuda não adianta, de que ser vulnerável é arriscado ou de que ninguém será capaz de entender o que está acontecendo. Assim, a autossuficiência deixa de ser apenas uma característica e passa a funcionar como uma estratégia de proteção.

Quando olhamos para os traumas de desenvolvimento, entendemos que esse padrão não surge do nada. Ele é construído nas experiências de vínculo e pode ser transformado quando compreendemos sua origem.

Se você deseja entender melhor a relação do trauma de desenvolvimento nesta condição, conheça o curso Trauma e Superdotação. O acesso está disponível no link da bio.

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