Psicóloga Fabiana Ferri - Psico Ferri

Psicóloga Fabiana Ferri - Psico Ferri Consultório de Psicologia

12/08/2026

Existe uma diferença importante entre priorizar-se e abandonar alguém.

Muitas mulheres convivem com culpa quando começam a olhar para as próprias necessidades. Não porque estejam fazendo algo errado, mas porque aprenderam, ao longo da vida, que cuidar de si era sinônimo de egoísmo.

Talvez essa culpa não seja um sinal de que você deixou de amar o outro.

Talvez ela seja apenas o desconforto de começar a ocupar um lugar que, por muito tempo, ficou vazio: o lugar do seu próprio cuidado.

Quando foi que cuidar de você começou a parecer egoísmo?

Leve essa pergunta com você durante a semana. Às vezes, uma boa pergunta abre caminhos que uma resposta pronta nunca conseguiria abrir.





Algumas mulheres cresceram acreditando que o cuidado precisava ser conquistado.Primeiro era preciso dar conta.Ser forte....
11/08/2026

Algumas mulheres cresceram acreditando que o cuidado precisava ser conquistado.

Primeiro era preciso dar conta.

Ser forte.

Não incomodar.

Colocar os outros em primeiro lugar.

Só então, talvez, elas se sentiriam autorizadas a descansar ou a receber cuidado.

Com o tempo, isso deixa de ser uma regra consciente e passa a fazer parte da forma como elas vivem.

Por isso, quando alguém oferece ajuda...

Quando a terapia abre um espaço de escuta...

Ou quando finalmente conseguem dizer "hoje eu preciso de um tempo"...

A culpa aparece.

Não porque estejam fazendo algo errado.

Mas porque ainda estão aprendendo que cuidado não precisa ser uma recompensa.

Ele também pode ser um ponto de partida.

Se essa conversa encontrou você em um momento de muita cobrança, guarde este post. Talvez ele possa lembrar você de que cuidado não precisa ser conquistado todos os dias.





Existe uma imagem muito conhecida que sempre me acompanha.Antes da decolagem, ouvimos a orientação de colocar primeiro a...
10/08/2026

Existe uma imagem muito conhecida que sempre me acompanha.

Antes da decolagem, ouvimos a orientação de colocar primeiro a máscara de oxigênio em nós mesmos e, só depois, ajudar quem está ao nosso lado.

Quase ninguém discorda dessa orientação quando está dentro de um avião.

Mas, fora dele, muitas mulheres vivem exatamente o contrário.

Cuidam de todos antes de cuidar de si.

E, quando finalmente pensam em si mesmas, a culpa aparece.

Não porque estejam fazendo algo errado.

Mas porque aprenderam, ao longo da vida, que ocupar espaço, descansar ou colocar limites poderia ser confundido com egoísmo.

Só que existe uma diferença importante.

Priorizar-se não é abandonar o outro.

É deixar de abandonar a si mesma.

Talvez a culpa não seja um sinal de que você está fazendo algo errado. Talvez ela seja apenas o sinal de que você está começando a fazer diferente.

Se essa conversa encontrou você hoje, leve essa pergunta com você durante a semana:

Quando foi que cuidar de mim começou a parecer egoísmo?



A comida costuma ser vista como o problema.Mas, muitas vezes, ela foi apenas a forma mais disponível de conseguir alguns...
05/08/2026

A comida costuma ser vista como o problema.

Mas, muitas vezes, ela foi apenas a forma mais disponível de conseguir alguns minutos de alívio.

Isso não significa que o comportamento não traga sofrimento.

Significa apenas que existe uma pergunta anterior à mudança.

O que eu precisava naquele momento e não consegui reconhecer?

Essa pergunta não elimina a dificuldade.

Mas muda completamente o lugar de onde começamos a olhar para ela.

E, na minha experiência clínica, mudanças mais consistentes costumam nascer exatamente daí.

Se essa reflexão encontrou você em um dia de muito cansaço, salve este post. Talvez ele faça sentido novamente em outro momento.





Durante muito tempo, aprendemos a olhar para os excessos como sinais de falta de disciplina, de força de vontade ou de a...
04/08/2026

Durante muito tempo, aprendemos a olhar para os excessos como sinais de falta de disciplina, de força de vontade ou de autocontrole.

Mas, na clínica, essa raramente é a primeira pergunta que faço.

Antes de pensar em controlar um comportamento, procuro compreender qual lugar ele passou a ocupar na vida daquela pessoa.

Algumas mulheres comem quando estão sobrecarregadas.

Outras compram.

Outras trabalham sem parar.

Outras dizem "sim" quando queriam dizer "não".

O comportamento muda.

A tentativa de aliviar uma dor, muitas vezes, é a mesma.

Talvez a pergunta não seja:

"Por que eu faço isso?"

Mas:

"O que isso tem tentado fazer por mim?"

Você não precisa responder nos comentários. Mas, se essa pergunta fez sentido, guarde-a. Talvez ela volte a aparecer em algum momento da sua semana.





Às vezes, a pergunta não é por que foi tão difícil parar.A pergunta é por que aquilo precisou começar.Na clínica, encont...
03/08/2026

Às vezes, a pergunta não é por que foi tão difícil parar.

A pergunta é por que aquilo precisou começar.

Na clínica, encontro muitas pessoas que chegam querendo controlar um comportamento.

Controlar a comida.

Controlar a ansiedade.

Controlar a vontade de comprar.

Controlar o impulso de agradar.

Controlar o próprio corpo.

Mas, quase sempre, antes de existir um excesso, existiu uma tentativa de suportar alguma coisa.

É por isso que me interesso menos pelo sintoma e mais pela história que ele carrega.

Não para justificar o sofrimento.

Mas para compreendê-lo.

Porque, quando um comportamento é visto apenas como um problema, a tendência é lutar contra ele.

Quando ele é compreendido como uma tentativa de sobreviver, surge uma nova possibilidade: construir outras formas de cuidar de si.

Talvez hoje a pergunta não seja:

"Como eu paro?"

Talvez seja:

"O que, dentro de mim, está pedindo cuidado?"

Se esse post colocou em palavras algo que você já sentiu, salve para reler em outro momento. E, se fizer sentido, compartilhe com alguém que talvez também precise dessa pergunta hoje.




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