Ana Júlia Kochhann Pelinson

Ana Júlia Kochhann Pelinson CRP 12/21975. Ajudo você a cuidar da sua saúde mental.

Muitos pais controlam seus filhos adultos de perto e até de longe. Não importa que esse filho ou filha já tenha deixado ...
16/06/2024

Muitos pais controlam seus filhos adultos de perto e até de longe. Não importa que esse filho ou filha já tenha deixado a casa da família e tenha uma família própria e uma vida a parte. O cordão umbilical continua sem se romper e, através dele, aquele amor envenenado continua se alimentando em busca de um único objetivo: fazer com que os filhos continuem precisando dos pais.
Quem busca o controle tenta aliviar a sensação de carência.

Nesse caso, o que os pais buscam é se defender da solidão convencendo os filhos de que eles ainda são essenciais para eles. A proximidade (e dominação) lhes dá a sensação de permanecerem úteis, de deter o poder e, assim, aliviar a baixa autoestima e aquela personalidade distorcida que não vê o sofrimento que seu comportamento gera.

O fato de os filhos já serem adultos não impede nem um pouco dessa necessidade de controlar. As técnicas devem ser mais sofisticadas, mas quem foi um manipulador psicológico por metade da vida ou toda a vida sempre encontra caminhos e estratégias. Não importa se o filho ainda está em casa ou já a deixou. As redes de controle continuam a se espalhar e sufocar com muita habilidade.
Quem controla, como já sabemos, o faz motivado pela sensação de carência, mas também pelo medo. Eles temem que a vida de um filho siga seu caminho com independência, maturidade e liberdade longe de casa. Qualquer tentativa deste último de assumir o controle da sua própria existência é interpretada como uma ofensa, e emoções tão fortes quanto a raiva, a ira e a angústia surgem instantaneamente.
Aquela teia de ar**ha que aprisiona e restringe as liberdades, na verdade, sempre esteve ao redor deles, encapsulando-os de modo que, às vezes, os filhos assumem como algo normal uma coisa que não é nada normal.
O pai controlador está sempre lá para “ajudar”, mas graças a essa ajuda aparentemente bem-intencionada, eles têm uma desculpa para dominar. Assim, o fato de ajudarem financeiramente, de realizarem certas tarefas, em última análise, serve não só para controlar os filhos, mas também para chantagear e continuar exercendo autoridade.
[...]

Tudo o que acontece em nossas vidas deixa marcas. Gatilhos emocionais são situações que ativam traumas do passado. Exemp...
17/04/2024

Tudo o que acontece em nossas vidas deixa marcas.
Gatilhos emocionais são situações que ativam traumas do passado.
Exemplos de gatilhos podem surgir na “vida real”, como durante uma conversa com alguém, ou diante de um cenário fictício como, por exemplo, ao assistir a um filme, onde há memória em relação a algo que aconteceu.
Não se pode ter certeza de quais sentimentos virão à tona diante de um gatilho.
Nossa mente é algo complexo e entender quais são os estímulos envolvidos pode ajudar a desvendar os sentimentos associados. No entanto, algumas reações são comuns, como a raiva, a tristeza, o medo e até mesmo a crise de ansiedade.
O Gatilho acontece após uma situação de interação ou exposição há algo que já aconteceu, ou propriamente, com traços parecidos, bem como, a vivência que antecedeu o trauma em si. Podem ser falas, comportamentos, ações, reações e/ou objetos que marcaram a vivência do indivíduo no passado.
Para identificar se você possui gatilhos, precisará avaliar com cautela suas emoções, bem como, o andamento dos teus dias para compreender se pode ser de alguma situação e/ou do cansaço dos dias, esgotamento emocional ou outras situações. Compreender essa relação é fundamental para lidar bem com os gatilhos que possam surgir.

Quanto mais você tenta deixar os itens sob sua responsabilidade, mais o sentimento de frustração e desgaste aumenta.
09/04/2024

Quanto mais você tenta deixar os itens sob sua responsabilidade, mais o sentimento de frustração e desgaste aumenta.

Este drama cria uma diferença entre o mundo percebido e a realidade interna. Essa diferença é comum na experiência human...
03/04/2024

Este drama cria uma diferença entre o mundo percebido e a realidade interna. Essa diferença é comum na experiência humana, porém, quando a crença é limitante, a pessoa não se permite atualizar a realidade interna a partir daquilo que vê no mundo. Logo esta diferença se expressa na forma de um conflito.

Como a crença possui valor de sobrevivência, a tendência é que ela “vença” o conflito. Isso faz com que a pessoa crie comportamentos desadaptativos em relação ao mundo e isso gera sofrimento. Porém, este sofrimento é “validado” pela própria crença.

No caso acima: a pessoa se define como inferior e entende que não deve se envolver em conflitos por causa disso. Se ela for competente para vencer um conflito (uma discussão acadêmica, por exemplo) e não usar essa competência e perder o conflito, irá sofrer (ficará triste, lamuriosa). Ao mesmo tempo a crença será alimentada: “viu, você não dá conta nem sequer de falar o que estudou, você é mesmo inferior. Não se meta mais nessas confusões”. Este comportamento de afastamento de novas situações é, inclusive, uma dos mais comuns em relação às crenças limitantes e alimenta o ciclo de fortalecimento da crença.

Quando esta dinâmica é rígida temos os transtornos mentais como depressão. Quando ela é muito rígida, envolve várias áreas da vida da pessoa e sua identidade é possível desenvolver um transtorno de personalidade.

Endereço

Rua Thomas Koproski, N 520
Descanso, SC

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Ana Júlia Kochhann Pelinson posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para Ana Júlia Kochhann Pelinson:

Atalhos

Compartilhar

Categoria