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Daniel Ribeiro - Sono Roncar não é normal! + de 10 anos de experiência em apneia do sono.

13/09/2026

“Quem está ocupado o tempo todo se torna cego para o mistério do mundo”
Luiz Felipe Pondé

Veneza, 1966. Yayoi Kusama espalhou 1.500 esferas espelhadas pelo gramado da Bienal, sem ter sido oficialmente convidada...
27/08/2026

Veneza, 1966. Yayoi Kusama espalhou 1.500 esferas espelhadas pelo gramado da Bienal, sem ter sido oficialmente convidada. Ofereceu reflexos. E, como se isso não fosse suficientemente ofensivo, tentou vendê-los por dois dólares cada, usando uma faixa com a frase: “Your Narcissism for Sale”.

O narcisismo em objeto, preço e superfície. Cada comprador adquiria uma esfera, mas também financiava a própria imagem devolvida em série. O mercado recebeu uma crítica e tratou de comprá-la, gesto que resume boa parte da inteligência humana diante da arte: compreender a acusação e levá-la para casa.

Kusama não dizia: “Compre minha obra”. Dizia algo mais embaraçoso: “Compre a imagem que você faz de si mesmo”.

A diferença é brutal.

Enquanto a arte se acostumava a pedir reverência, Kusama montou uma banca de espelhos. Enquanto os homens importantes decidiam quem merecia entrar na história, ela ocupou o lado de fora e vendeu pedaços do público para o próprio público. O gesto tinha a precisão de uma afronta e a delicadeza de uma armadilha. Quem comprava uma esfera levava para casa um objeto. Quem olhava para ela levava uma acusação.

Sua grandeza não está em ter vencido o caos, a solidão, a doença, o mercado ou a própria obsessão. Está em ter encontrado uma forma para eles. Em vez de esconder o abismo, ela o revestiu de pontos. Em vez de pedir que olhássemos para longe, cobriu tudo de superfícies que devolviam a pergunta.

Yayoi Kusama morreu hoje, aos 97 anos, depois de passar a vida fazendo uma coisa que a arte raramente perdoa: obrigar o público a se enxergar. O que ela fez em Veneza, décadas antes da devoção digital à própria imagem, foi expor o mecanismo sem oferecer ao espectador a saída confortável de se considerar diferente dos outros.

Kusama entendeu que o narcisismo não é amor-próprio. É uma economia. A pessoa oferece o próprio rosto, recebe atenção em troca e chama essa transação de identidade.

R.I.P

“A maioria das gaivotas não se preocupa em aprender mais do que o mínimo, no que se refere a voar — como ir da praia até...
14/08/2026

“A maioria das gaivotas não se preocupa em aprender mais do que o mínimo, no que se refere a voar — como ir da praia até a comida e voltar. Para a maioria, o importante não é voar, mas comer. Para essa gaivota, porém, o que importava não era a comida, mas o voo. Mais do que qualquer outra coisa, Fernão Capelo Gaivota adorava voar.”

Richard Bach em “Fernão Capelo Gaivota”

A única coisa que sou capaz de dizer: MUITO OBRIGADO!
14/08/2026

A única coisa que sou capaz de dizer: MUITO OBRIGADO!

05/07/2026

Bateu uma saudade danada!
Atrapalhando o som dos meus amigos Dr° Julio Zago | PhD Prof Dr Fellipe Amatuzzi | Osteopata Andre de Paula e Adriano Drummond da banda Paralelo 14. com a participação especialíssima do grande mestre Gerson Cipriano Jr.

Ninguém dedica um link do Spotify. Você não copia uma URL, cola no WhatsApp com um emoji de coração e espera que aquilo ...
26/06/2026

Ninguém dedica um link do Spotify. Você não copia uma URL, cola no WhatsApp com um emoji de coração e espera que aquilo envelheça com dignidade. O algoritmo não tem memória afetiva. Mas o disco de vinil, com seus trinta centímetros de diâmetro e aquela capa que cheira a tempo acumulado, exige um ritual. Ele exige a tinta.

A dedicatória não foi feita para o mercado de colecionadores. Ela é um ato de egoísmo romântico. É você dizendo: “A partir de hoje, este álbum não é mais do artista, não é mais da gravadora. Ele é nosso.”

Passear pelos “elepês” é fazer arqueologia de amores fracassados e amizades eternas que duraram apenas um verão. Você puxa um Brothers in Arms do Dire Straits, poeirento, e lá está, na capa, em uma caneta esferográfica que já desbotou do azul para o roxo: “Cheiro: Espero que ano que vem estejamos desfrutando a mesma alegria. Te amo. 12.06.89”.

Onde está o “Cheiro”? Onde está quem dedicou o álbum? Provavelmente não se suportam há quase quatro décadas. O amor acabou, a paciência ruiu, a vida seguiu, mas o disco sobreviveu.

O vinil é cruel assim. Quem escreveu essa dedicatória cometeu o erro poético e fatal de amarrar um sentimento volátil a um objeto quase indestrutível.

A música lá dentro continua exatamente igual. Os arranjos não envelheceram, os graves continuam no mesmo lugar. Mas os dois protagonistas daquela dedicatória infelizmente podem não ser mais os mesmos. A pele mudou, as certezas caíram, os cabelos branquearam.

Por isso, se você ama alguém, ou se quer apenas assombrar a vida dessa pessoa pelas próximas décadas, compre um disco.
Pegue uma caneta de ponta grossa.
Ignore o desespero dos audiófilos.
Escreva algo brega, algo ácido, algo visceralmente verdadeiro.
Arruíne o valor comercial daquele pedaço de papelão e tenha uma única certeza: toda vez que a agulha descer nesse sulco, não importa quem seja o novo dono do disco, o fantasma daquele casal vai girar a 33 rotações por minuto. Intacto. Apaixonado. E eternamente preso na véspera de um “ano que vem” que pode nunca chegar.

Muitas pessoas descartam a possibilidade de apneia porque não roncam.Mas a ausência do ronco não exclui o diagnóstico.Se...
19/06/2026

Muitas pessoas descartam a possibilidade de apneia porque não roncam.

Mas a ausência do ronco não exclui o diagnóstico.

Se você acorda cansado mesmo após uma noite inteira de sono, vale investigar.

Seu corpo pode estar enviando sinais importantes.

Magister Artis, Magister Cordis(mestra na arte, mestra no coração)Carinho em forma de flores e sorrisos de uma pessoa qu...
18/06/2026

Magister Artis, Magister Cordis
(mestra na arte, mestra no coração)

Carinho em forma de flores e sorrisos de uma pessoa que é uma mestra no nosso fazer.

Competência e ternura, sempre!

15/06/2026

A inteligência humana atinge seu ápice quando se coloca a serviço do afeto.

Hoje, tive o privilégio de ver a ciência dar lugar à poesia: meu paciente recitando os versos que teceu para sua primeira filha.

Que sorte a minha estar rodeado de mentes tão brilhantes e corações tão profundos.

*Vídeo consentido conforme resolução COFFITO 532/2021.
Daniel da Cunha Ribeiro
Fisioterapeuta
CREFITO 4 - 164684F

Endereço

Diamantina, MG

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