Psicóloga Cássia Carrilho

Psicóloga Cássia Carrilho Psicologia Clínica
Atendimento às gestantes, bebês, crianças, adolescentes, pessoas com deficiência e suas famílias.

Atendimento às gestantes, bebês, crianças, adolescentes, pessoas com deficiência e suas famílias.

02/08/2026

IX Congresso Internacional Transdisciplinar sobre a Criança e o Adolescente
Implicações subjetivas das transformações do mundo na infância e na adolescência

Estudar a clínica, encontrar colegas, ouvir diferentes saberes e me deixar atravessar pelas discussões foi um presente!

Este congresso teve um significado ainda mais especial: foi a primeira vez, depois de me tornar mãe, que fiquei três dias longe dos meus filhos. Não foi simples, mas foi profundamente necessário.

Foram dias de muito aprendizado, refletindo sobre a clínica com bebês, crianças e adolescentes e sobre as implicações subjetivas das transformações do mundo contemporâneo. Tudo isso em um diálogo rico entre a psicanálise e outros campos do conhecimento, com contribuições da medicina, da terapia ocupacional, da fonoaudiologia, da sociologia e de tantas outras áreas. Como foi enriquecedor estar ao lado de tantas referências!

Outro aspecto especial foi viver esse momento ao lado de profissionais e colegas do Grupo Entrelaçar. A cada encontro, fortalecemos nossas trocas e construímos laços que torna a clínica menos solitária.

A formação de um analista acontece na própria análise, nas supervisões e no estudo permanente. Este congresso me possibilitou revisitar minha prática, ampliar as trocas e seguir sustentando perguntas, pois são elas que mantêm a clínica viva.

Que venham os próximos encontros e as novas possibilidades de pensar a clínica.

Hoje, assistindo ao jogo da Copa do Mundo, vivi uma cena que me fez refletir sobre as perdas na infância.Nos minutos fin...
06/07/2026

Hoje, assistindo ao jogo da Copa do Mundo, vivi uma cena que me fez refletir sobre as perdas na infância.

Nos minutos finais, olhei para procurar meu filho. Enquanto todos acompanhavam a partida, ele estava sozinho em um cantinho, já com os olhos cheios de lágrimas. Naquele momento, escolhi sair de onde eu estava e simplesmente ficar ao lado dele.

Não era sobre evitar a derrota. Era sobre mostrar que ele não precisaria enfrentar aquele sentimento sozinho.
As perdas fazem parte da vida. Vamos perder jogos, oportunidades, pessoas e expectativas. Não conseguimos proteger nossos filhos de todas as frustrações, mas podemos oferecer algo muito valioso: nossa presença.

Quando uma criança se sente acolhida em sua tristeza, ela aprende que sentir é permitido, que as emoções passam e que existe um adulto seguro ao seu lado para ajudá-la a atravessá-las.
Mais importante do que ensinar a criança a "ser forte" é mostrar que ela pode contar com alguém enquanto aprende a lidar com as perdas.

É na presença, no acolhimento e na conexão que suportarmos e atravessamos as frustrações da vida!

27/06/2026

Nem todo buraco do seu filho precisa ser tampado.

Na tentativa de proteger, muitas mães acabam antecipando necessidades, resolvendo conflitos e atendendo a todas as demandas dos filhos. Mas quando a criança não encontra espaço para lidar com pequenas frustrações, esperar, tentar e descobrir caminhos, perde oportunidades importantes de desenvolvimento.

E, enquanto tenta dar conta de tudo, essa mãe também vai se esquecendo de si. A sobrecarga aumenta, a culpa cresce e a saúde mental sofre.
Cuidar não é fazer tudo pelo filho.

Cuidar também é permitir que ele desenvolva recursos para enfrentar a vida, enquanto você preserva o seu lugar como sujeito, para além da maternidade.

💛 A maternidade não precisa ser sustentada pela exaustão.

Trecho do nosso encontro sobre Saúde Mental Materna.

06/06/2026

"Eu não amo meu filho."

Quando uma mãe chega ao consultório dizendo essa frase, geralmente ela não fala com indiferença. Fala com culpa, vergonha e muito sofrimento.

Vivemos cercados pela ideia de que o amor materno nasce instantaneamente, de forma natural e incondicional. Mas a experiência real da maternidade pode ser muito mais complexa.

Às vezes, o que parece ausência de amor é exaustão, sobrecarga, depressão pós-parto, luto pela maternidade idealizada ou dificuldades na construção do vínculo.

Nesse momento inicial da maternidade, o atendimento psicológico pode ser fundamental. Ter um espaço de escuta profissional, acolhedor e livre de julgamentos, ajuda a mulher a compreender o que está sentindo e a atravessar esse período com mais suporte emocional. Muitas vezes, essas mães são julgadas justamente quando mais precisam ser acolhidas.

O amor não é apenas um sentimento que aparece. Ele também pode ser uma construção. Pode ser tecido nos cuidados diários, nos encontros possíveis e na relação que se constrói ao longo do tempo.

Falar sobre isso não diminui a maternidade. Pelo contrário: abre espaço para que mães sofram menos e possam ser acolhidas sem julgamentos.

Você já tinha parado para pensar que o amor também pode ser construído?

01/06/2026

💛 Deu positivo de novo! E agora?
A chegada de um novo bebê costuma vir acompanhada de alegria, expectativas e também muitas dúvidas. Uma delas é: como preparar o filho mais velho para essa mudança?

A preparação começa muito antes do nascimento. Conversar sobre a gravidez de forma adequada à idade da criança, incluir o filho nos preparativos, acolher os sentimentos como ciúmes, medo ou insegurança e reservar momentos exclusivos com ele podem fazer toda a diferença.

Não existe uma forma perfeita de evitar os desafios da chegada de um irmão. Mas existe a possibilidade de construir essa transição com acolhimento, escuta e segurança emocional.
No vídeo de hoje, compartilho algumas orientações que podem ajudar sua família nesse processo. 🌱

20/05/2026

Ontem tivemos a alegria de realizar um encontro muito especial sobre saúde mental materna !

Foi uma noite de acolhimento, troca, escuta e reflexões importantes sobre o cuidado com quem cuida. Cada conversa, cada presença e cada experiência compartilhada fizeram desse momento algo verdadeiramente gratificante.

Nosso coração transborda de gratidão por todos que participaram e abraçaram essa causa tão necessária.

Que possamos continuar levando informação, apoio e conscientização sobre a importância da saúde mental materna. 🤍

16/05/2026

Trecho do curso de gestantes on-line que ministrei esta semana, em que compartilho uma experiência pessoal que me atravessou profundamente: perceber que eu organizava diariamente o lanche das crianças, mas deixava o meu de lado há mais de seis anos, desde o nascimento do meu filho.

E foi somente mais tarde que consegui me deparar com isso.
Com o quanto, muitas vezes, a maternidade vai silenciosamente nos colocando em um lugar onde cuidar do outro parece mais possível do que sustentar o cuidado de si.

Falar sobre cuidado materno também é falar sobre a mulher que existe nessa relação.

Na terça-feira, dia 19/05, estaremos no Espaço Ser em uma roda de conversa com multiprofissionais para falar sobre Saúde Mental Materna.

Evento gratuito.

Se você se interessa em participar, faça sua inscrição pelo telefone (37) 99966-5380.

Vagas limitadas 🤍

“Arruma isso pra mim.”“Você pode me ajudar com o fulano?”Não é “me ajudar”.E também não é “ajudar a mãe”.Pai não ajuda.P...
13/05/2026

“Arruma isso pra mim.”
“Você pode me ajudar com o fulano?”

Não é “me ajudar”.
E também não é “ajudar a mãe”.

Pai não ajuda.
Pai cuida.
Pai exerce sua função, assim como a mãe exerce a dela.

Quando o cuidado vira “ajuda”, ele continua sendo visto como responsabilidade de um só, e o outro vira visitante da própria casa.

Ser pai não é favor.
É função.

E talvez a pergunta que fique seja:
por que ainda soa como ajuda quando vem dele, e obrigação quando vem dela?

Toda essa discussão também atravessa a sobrecarga materna. Muitas vezes, a mãe assume integralmente o cuidado com o filho, enquanto o pai ocupa o lugar de “ajuda” , aguardando, inclusive, que ela peça para então participar.

Se estamos falando, no mês de maio, sobre Saúde Mental Materna, talvez uma mudança necessária comece exatamente aí.

Esse texto nasceu de falas escutadas na clínica, nas sessões de muitas mães angustiadas, de maternidades reais!

Mãe, este primeiro amor!Primeiro colo, primeiro olhar que acolhe, primeiro lugar onde o mundo parece menos assustador.É ...
10/05/2026

Mãe, este primeiro amor!
Primeiro colo, primeiro olhar que acolhe, primeiro lugar onde o mundo parece menos assustador.
É no encontro com a mãe, ou com quem ocupa esse lugar de cuidado, que aprendemos, pouco a pouco, sobre a presença, a ausência, a ida e a volta.
Mãe é, muitas vezes, porto seguro, um lugar simbólico para onde se retorna.
Aquela que sustenta, atravessa tempestades (e como, rs), reinventa formas de amar (seja nas trocas de fraldas, numa tarefa de casa, no preparo de uma comida ou até mesmo esperando a ligação daquele filho que cresceu, ganhou o mundo e já não mora mais em casa) e permanece, deixando pequenas marcas no dia a dia.
Desejo um Feliz Dia das Mães para todas que, com amor possível, deixam no outro a marca de cuidado, abrigo e afeto! ✨

Quem cuida de quem cuida? 💜Na correria da maternidade, muitas mulheres vão se deixando para depois… mas cuidar da saúde ...
05/05/2026

Quem cuida de quem cuida? 💜

Na correria da maternidade, muitas mulheres vão se deixando para depois… mas cuidar da saúde mental materna é essencial — não só para a mãe, mas para toda a família.

Em sintonia com o Maio Furta-Cor, convidamos você para um encontro especial de escuta, troca e reflexão, com os profissionais que atendem no Espaço Ser.

✨ Um espaço para acolher, compartilhar e pensar novas formas de cuidado.

📍 19 de maio | 19h
📍 Espaço Ser- Av. Antônio Olímpio de Morais, 2130 – Bairro Santa Clara

🎟 Evento gratuito

Porque quando uma mãe é cuidada, tudo ao redor também se transforma.

Vem com a gente? 💫

Endereço

Divinópolis, MG

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